Ciro Gomes articula uma coalizão com o PSB para fortalecer sua candidatura

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Charge do Humberto, reprodução do Arquivo Google

Igor Gadelha
Estadão

Diante da derrocada do PT nas eleições municipais deste ano e da incerteza quanto à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, o grupo político do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) já negocia com governadores petistas a migração deles para outros partidos que integram seu projeto presidencial. A negociação está mais avançada no Ceará, Estado de Ciro e em cuja capital, Fortaleza, ele conseguiu eleger neste domingo, 30, o seu candidato, Roberto Cláudio (PDT). No primeiro turno, a candidata do PT, a ex-prefeita Luizianne Lins (PT), teve 15% dos votos e nem sequer chegou ao segundo turno.

No Estado, o governador Camilo Santana (PT) busca integrar o projeto de Ciro via PSB. Ele já conversou com o presidente do partido, Carlos Siqueira, e aguarda uma definição do cenário eleitoral para tomar a decisão. Uma das possibilidades em debate é de que ele possa disputar o Senado pela sigla em 2018. Isso abriria espaço para o ex-governador Cid Gomes (PDT), irmão de Ciro, concorrer novamente ao governo.

CONEXÃO PSD – A relação de Santana com o PSB é antiga. Ele e seu pai, o ex-deputado federal Eudoro Santana, já foram filiados ao partido. Santana foi candidato a prefeito de Barbalha (CE) pelo PSB em 2000, quando ficou em 4.º lugar. Além disso, tanto Cid como Ciro já integraram o partido, mas trocaram de legenda em 2014 para apoiar a reeleição da presidente cassada Dilma Rousseff. Na ocasião, Eduardo Campos foi o candidato do PSB.

Questionado, Santana desconversou sobre a possibilidade de deixar o PT. “Na vida, não podemos descartar nenhuma decisão”, disse.

A ideia de interlocutores de Ciro é que, a partir do Ceará, outros governadores do Nordeste também integrem o seu projeto de chegar ao Planalto. No dia 20 do mês passado, o próprio Santana se reuniu com outros dois governadores petistas que, segundo fontes, também têm apontado dificuldades eleitorais em 2018 caso continuem no PT: Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí). Oficialmente, o encontro foi para discutir a conjuntura política. A saída do PT teria sido um dos assuntos do encontro, que ocorreu em Salvador.

PT EM DECADÊNCIA – O Nordeste é a região onde o PT, após a chegada de Lula à Presidência, conseguiu mais votos em todas as eleições presidenciais desde 2006. Neste ano, porém, não elegeu nenhum prefeito nas nove capitais da região.

A principal preocupação dos governadores petistas é de não conseguir se reeleger em 2018, diante da crise que o partido vive e do sentimento antipetista, evidenciado nas urnas com o pior desempenho da legenda em eleições municipais nos últimos 20 anos.

Atualmente, o PT comanda cinco governos estaduais: Piauí, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Acre. Apenas no Acre, o governador Tião Viana não poderá tentar a reeleição.

COM LUPI – No caso da Bahia, líderes do PDT afirmam que o governador vai conversar com o presidente do partido, Carlos Lupi, sobre uma possível migração para a legenda. Aliados de Costa dizem, porém, achar difícil a mudança.

“Não vi nenhum vestígio remoto disso ainda. Acho improvável. O Rui é um dos fundadores do PT, é do grupo do (ex-ministro) Jaques Wagner”, afirmou o líder do PT na Câmara, Afonso Florence. Por meio de sua assessoria, Costa negou a intenção de deixar o partido.

Da mesma forma, aliados de Wellington Dias afirmam que o governador do Piauí também não tem dados sinais de que vá mudar de partido. “Pelo contrário, ele tem dado sinais de defesa do PT, do ex-presidente Lula”, disse o deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI), que foi ministro da Saúde durante o governo Dilma.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A importante reportagem de Igor Gadelha menciona também que 40 dos 58 parlamentares do PT pretendem abandonar o partido para tentar se reelegerem. O PDT e o PSB são as legendas mais atraentes e devem crescer muito com a adesão dos ex-petistas. E se o PSB apoiar Ciro em 2018, a candidatura dele ganhará robustez e ele passa a ter chances mais concretas, se não abrir a boca e falar alguma bobagem, como aconteceu em 2002. (C.N.)

7 thoughts on “Ciro Gomes articula uma coalizão com o PSB para fortalecer sua candidatura

  1. Ciro seria meu candidato lá atrás (não muito, apenas fora de eleição). Mas aí me disseram que ele fazia parte de um projeto político e eu já não sei em quem acreditar e no quê acreditar.

    Depois há umas asperezas nele que não me agradam. Não vai mudar, ninguém muda.

    E eu me inclino pra ele. Fazer o quê?
    Até 2018 tem tempo. Pra escolher, pra votar ou pra morrer.

  2. PSB EM MASSA APOIANDO CIRO GOMES!
    SÓ NO DIA QUE O SARGENTO GARCIA PRENDER O ZORRO, OU ENTÃO O GOVERNADOR ALCKMIN RESOLVER APOIA-LO TAMBÉM! NA ATUAL CONJUNTURA ISSO É SIMPLESMENTE IMPOSSIVEL!

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