Cobremos do governo uma educação de qualidade

Isac Mariano Correa Filh

Cotas de CORTE SOCIAL – para ingresso em universidades públicas – são muito mais justas! Compensam, de certa forma, o péssimo ensino público, fundamental e médio, que governos municipais, estaduais e federais oferecem no Brasil inteiro.

E com CORTE SOCIAL automaticamente beneficiam negros, brancos, vermelhos ou amarelos, pobres e egressos de escolas públicas. E de forma proporcional à distribuição – também proporcional – de raças em cada região específica do país. Em Salvador-BA, por exemplo, muito mais negros seriam beneficiados; já em Curitiba-PR, muitos mais brancos seriam beneficiados, pois representam a maioria entre a população local mais pobre, alvo das supostas cotas sociais.

Mas o caminho seguido por algumas universidades (e seus defensores) são as COTAS RACIAIS, que acabam causando sérias distorções. E este caminho pode até abrir portas para outras situações inusitadas, a médio prazo. Ou seja, será que logo não surgirão aqueles que vão defender cotas raciais para universidades particulares? Para a tripulação de aeronaves? Para o quadro de profissionais de hospitais? Para a composição da Câmara dos Deputados? Para o elenco de atores das novelas da Globo, Record, SBT e outras?

Cobremos sim, dos governos, a volta da escola pública de qualidade – que já existiu neste Brasil – para que tenhamos sim a construção da verdadeira justiça social.

 

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