Collor diz que Senado faz a sua parte, mas o governo adia as decisões sobre pandemia

CB.Poder recebe o Senador Fernando Collor de Melo (Pros/AL ...

Collor deu entrevista à TV Brasília através de videoconferência

Renata Rios
Correio Braziliense

O ex-presidente da República e atual senador Fernando Collor de Mello (Partido Trabalhista Cristão) avaliou que falta uma coordenação melhor entre governo federal e estados e municípios para combater a pandemia de covid-19 no Brasil. A declaração foi dada em entrevista ao programa CB.Poder — uma parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília .

“O que está faltando no país é uma coordenação das ações”, pontuou Collor que, além de presidente, também já foi prefeito de Maceió e governador de Alagoas. “É preciso uma agenda comum para combater o vírus”, disse.

SEM NOÇÃO – Para ele, faltou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) uma noção do que significava a chegada da pandemia ao Brasil. Apesar das críticas, Collor desejou que o presidente, que testou positivo para covid-19, se recupere.

Na entrevista, o ex-presidente também exaltou a atuação do Senado durante o momento que o país vive. Segundo ele, já foram realizadas 38 sessões remotas, com 80 projetos votados. Ainda de acordo com o senador, 9 de cada 10 desses projetos seriam frutos de iniciativa do Poder Legislativo. “O Senado vem dando um exemplo extraordinário ao país”, afirmou.

Outro assunto abordado foi o crédito às micro e pequenas empresas. Mesmo com a aprovação pelo Senado do crédito para o setor, esses valores ainda não chegaram à ponta. “Isso foi feito de forma tardia tinha que ter atendido essas micro e pequenas empresas há 60 dias. Lamentavelmente muitas delas não conseguiram suportar esse período longo e deixaram de existir”, disse. Ele ainda informou que o crédito já começou a ser liberado pelos bancos.

5 thoughts on “Collor diz que Senado faz a sua parte, mas o governo adia as decisões sobre pandemia

  1. Fernando Collor de Melo e Jair Messias Bolsonaro guardam uma forte coincidência, na ascenção à presidência da república: ambos foram upgrade e up-to-date, no uso de infotecnologia e informação, voltadas para embustes de marketing.
    Até a era Collor, a vanguarda desses recursos, no Brasil, era, quase sempre, monopólio da Rede Globo.
    Agora, na vez do Bolsonaro, a posse de tais ferramentas já se encontrava um pouco fragmentada; talvez nem dê para tipificá-la como oligopólio. Para minimizar os efeitos de “balas trocadas”, ou seja: as possibilidades de outras fontes desconstruírem os spams da máquina de manipulação bolsonarista, então sua equipe montou uma megaestrutura avassaladora. Mas o que vale é reconhecer que as duas foram exitosas, se considerarmos o casuísmo preestabelecido.
    Uma dupla de castelos edificados sobre areia movediça. Um já teve as fundações erodidas; o outro, o processo de erosão está em andamento!

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