Collor é o senador que mais usa verba pública para empregar assessores

Collor detém a pole position da contratação de funcionários

Caio Barbosa e Paulo Cappelli
O Dia

Fernando Collor de Mello (PTC-AL) é o senador que mais usou verba pública para empregar funcionários em seu gabinete este ano. Ao todo são 79 pessoas à disposição do ex-presidente da República: 24 a mais que o permitido pelo regulamento do Senado. Collor conta ainda com o auxílio de três motoristas com salários de até R$ 7,4 mil, o que também infringe o regulamento, que prevê o uso de apenas um. A quantidade de funcionários no gabinete de Collor é mais que três vezes superior à média dos outros senadores, que é de 23 empregados.

Ao todo são 69 funcionários comissionados (com salários de até R$ 18,9 mil), seis efetivados, três estagiários e um terceirizado. Os dados foram obtidos no Portal da Transparência do Senado. Procurada no fim da tarde de ontem, a assessoria do senador Fernando Collor não explicou por que o número de empregados no gabinete do senador é tão elevado.

Com 63 funcionários, Hélio José (PMDB-DF) é o segundo senador com o gabinete mais povoado. E o medalha de bronze é o  também peemedebista João Alberto Souza, do Maranhão, que vem na terceira colocação, com 52 funcionários lotados no gabinete.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Enviada pelo comentarista Guilherme Almeida, a matéria é muito interessante, mas não informa se alguns dos privilégios de Collor são oriundos do fato de ser ex-presidente, porque Lula e FHC também têm carros oficiais, motoristas e seguranças pagos pela viúva, como se dizia antigamente. Isso significa que o número de assessores de Collor pode ser ainda mais do que o total noticiado pelo O Dia. (C.N.)

13 thoughts on “Collor é o senador que mais usa verba pública para empregar assessores

  1. CN, explica melhor esta história de Collor ter mordomias de ex-presidente. Ele não foi impichado? Mesmo assim mantém regalias? Além de indignado, agora não estou entendendo mais nada.

    • No dia 6, no final de uma reportagem da Folha sobre o inquérito sobre o já demitido Ministro do Turismo, Henrique Alves:
      O pedido de inquérito também cita outros nomes fortes do governo Temer, como o próprio presidente interino, o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (secretário-executivo do Programa de Parcerias de Investimento).
      Janot faz referências a doação de R$ 5 milhões que Pinheiro teria feito a Temer e afirma que o pagamento tem ligação com a obtenção da concessão do aeroporto de Guarulhos, atualmente com a OAS.
      “Léo Pinheiro afirmou que explicaria, pessoalmente, para Eduardo Cunha [sobre a doação], mas que o pagamento dos R$ 5 milhões para Michel Temer estava ligado a Guarulhos”, escreveu Janot.
      O procurador-geral, porém, não pede especificamente para investigar esses fatos relacionados a Temer nem diz se entrarão no objeto do inquérito.
      Quem deve conhecer bem esta história é Eduardo Cunha, que pressionou pela rápida abertura dos aeroportos à iniciativa privada (aqui e aqui).
      Vem coisa aí.

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