Collor no Senado denuncia arbitrariedades da equipe de Janot

Collor exibiu vídeo e citou processos contra Janot no TCU

Deu na Jovem Pan

O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL) subiu nesta segunda-feira (24) à tribuna do Senado e criticou a atuação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na condução das investigações contra políticos na Lava Jato.

O discurso desta segunda-feira foi a primeira declaração pública de Collor após a apresentação da denúncia contra ele. O ex-presidente da República chamou Janot de “figura tosca” e o acusou de “arbitrariedade” na denúncia.

Collor voltou a reclamar por não ter sido ouvido pelos investigadores antes de a denúncia ter sido apresentada ao STF. Ele também chamou o procurador-geral da República de “sujeitinho à toa” e de “fascista da pior extração”.

“Há meses venho denunciando o perfil dessa figura tosca de Janot. A começar pelos sucessivos vazamentos de informação que correm em segredo de Justiça. (…) Até hoje, sequer fui ouvido para esclarecer mentiras e embustes politicamente arquitetados pelo senhor Janot. Meu depoimento foi marcado e por duas vezes desmarcado, na véspera dos mesmos”, disse Collor. “Não poderia deixar de trazer essa incoerência e arbitrariedade do procurador-geral da República. (…) Depois de tanto arbítrio, onde foi parar o direito de ampla defesa? Onde foi parar o contraditório? E a presunção de inocência?”, completou.

Esta não é a primeira vez que Collor utiliza a tribuna do Senado para realizar uma crítica a Janot. No último discurso, o senador xingou o procurador-geral.

VÍDEO DA INVASÃO

Collor transmitiu no plenário um vídeo que mostra o momento em que autoridades dizem cumprir mandado de busca e apreensão em seu apartamento funcional.

Durante a Operação Politeia, deflagrada em julho na Lava Jato, a Polícia Federal, autorizada pelo STF, cumpriu mandados de busca e apreensão nos imóveis de Collor. O senador classificou a medida como “invasiva e arbitrária”. Segundo ele, as autoridades se recusaram a mostrar o mandado de busca e trancaram a porta do apartamento depois de arrombarem.

Após criticar a ação da PF e da PGR, Collor disparou: se assim agem em relação a um representante da população, nas dependências do Senado da República, imaginem o que não fizeram nas minhas outras residências a mando do senhor Janot?”.

DENÚNCIAS CONTRA JANOT

O senador lembrou que apresentou à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com cópia para todos os senadores, informações que não constavam do processo de indicação de Janot, entre elas, denúncias contra o procurador-geral por improbidade administrativa, abuso de poder e indução, autopromoção e desperdício de dinheiro público. A CCJ sabatina Janot na próxima quarta-feira (26).

Também foram destacadas por Collor duas ações de fiscalização e controle contra Janot, que tramitam no Tribunal de Contas da União (TCU), sobre a contratação sem licitação de empresa de publicidade e o aluguel milionário de uma mansão no Lago Sul em Brasília.

19 thoughts on “Collor no Senado denuncia arbitrariedades da equipe de Janot

  1. Esse governo não manda nada para debaixo do tapete,apesar dos doentes tentarem fazer parecer o contrario. Diferente do Governo do Grande Ladrão dos limites da irresponsabilidade que derrubou o PIB do BRail em 30 bilhoes de dolares,pois pegou o governo de Itamar em 538 bilhoes de dolares e entregou a Lula em 504 bilhoes de dolares.Pois bem, no seu governo foram arquivados ou mandados para baixo do tapete 374 processos contra ele e seus Ministros. Dilma nunca fez gestão para por nada debaixo do tapete ela quer que todos os ladroes do dinheiro publico apodreçamna cadeia. Nos tempos de FHC Procurador que se metia a investigar, como foi o caso do Procurador Celso Tres, que quando acabou de montar oprocesso das contas CC 5 tirou-o do processo e mandou-o la para a divisa do Uruguai. Isso sem contar varias outras falcatruas.
    Continua assim Dilma, não deixe

  2. Não adianta lero-lero e ter como parâmetro o governo FHC. Quem governa o Brasil, ou melhor, desgoverna o Brasil é dona Dilma que é do PT.O FHC governou o país até 31.12.2002, e deixou o país em situação melhor do que está agora.Portanto, pega o teu disco de vinil que deve ser bem antigo, e troca de lado, certo?

  3. Destesto o Collor , mas quem ve parece que ele nomeou as diretorias da BR Distribuidora sozinho. Ao que eu saiba essas nomeacoes passam pelo Conselho Administrativo…

  4. Agora apartamento funcional tem as mesmas prerrogativas que o Collor arroga às dependências do Senado da República… Aliás, sempre pensei que os senadores é que tinham imunidade parlamentar, em função do cargo, a processos por manifestação de opinião, não as instalações físicas do Senado…

  5. “Collor voltou a reclamar por não ter sido ouvido pelos investigadores antes de a denúncia ter sido apresentada ao STF. Ele também chamou o procurador-geral da República de “sujeitinho à toa” e de “fascista da pior extração”. ”
    Collor não tem caráter, não tem juízo e muito menos macheza. Por que não reiterou o que balbuciou a meia-boca. Deveria ter repetido sua afirmação de que Janot também é “filho da puta”.
    No mais, se tudo o que disseram delle é mentira, basta ingressar com ação no STF processando Janot, a Polícia Federal e o Ministério Público. Afinal, o collorido é senador, tem uma porção de amigos advogados e juízes para ajudá-lo. Se é inocente, pare de vomitar discursinhos vomitados e parta para a ação.
    Quem muito fala e, ao invés de provar que estão mentindo quando a sua pessoa, passa a mostrar os defeitos dos outros e não suas virtudes, está tentando enrolar, despistar, desviar o debate.
    Vai lá Collor, coloca estes mentirosos na cadeia!

  6. O Janot abriu mais uma investigacao contra o pai de santo de luxo, que nao sabe usar cheque e da R$ 1.200.000,00 de entrada em um carro com grana viva ! klkkkkkkkkkkk

  7. A família de Collor, além da investigação da Lava Jato sobre o recebimento de propinas do Petrolão e do desgoverno de Collor que acabou no seu impeachment, tem também assassino, o próprio pai do senador pelo PTB, este PTB de Yvete Vargas. A notícia abaixo tem como fonte o Estadão:

    A relação da família alagoana Mello com a política não começou com o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello. O pai de Fernando, Arnon Afonso de Farias Mello chegou ao governo do EstadoArnon / http://gazetaweb.globo.com de Alagoas em 1951 e foi senador da República de 1963 a 1983. Em cinco de dezembro de 1963 protagonizou uma cena que abalou o Senado Federal e o país. Arnon matou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna. O objetivo era atingir seu inimigo político, Silvestre Péricles, mas o senador errou todos os tiros e atingiu Kairala. Homem rico, Arnon de Mello nada vez para ajudar a viúva de sua vítima, a qual passou sérias dificuldades para criar os filhos.

    No final da década de 70, Fernando Collor de Mello começa a substituir a influência do pai Arnon no estado, sendo eleito prefeito e governador. Acabou na Presidência do País cerca de uma década depois, se tornando o primeiro presidente da República eleito peloVeja/ 30 de setembro de 1992 voto direto após o Regime Militar, em 1989. Fernando Collor governou o Brasil por apenas dois anos, de 1990 a 1992, perdendo o cargo após sofrer um processo de impeachment devido a acusações de corrupção. O político teve seus direitos cassados por oito anos. Após este período de afastamento, Collor se elegeu senador em 2006, tomando posse em 2007.

    Segunda notícia: Fonte jornal Cada Minuto, disponível na internet: Collor é suspeito, junto com Luiz Estevão, de ter estuprado e matado a menina Ana Lídia, quando estes políticos eram mais jovens:

    A ausência do candidato à reeleição Fernando Collor (PTB) no debate entre candidatos ao Senado não amenizou o clima de guerra esperado para a tarde deste sábado (20) nos estúdios da TV Pajuçara. Houve xingamentos, ameaça e até suposta tentativa de agressão dentro do estúdio. Além, disso, Collor foi acusado por Heloísa Helena (PSOL) de ter seu nome envolvido em um caso de estupro de criança seguido de morte, juntamente com o ex-senador fluminense Luiz Estevão.

    O estopim para a confusão foi aceso logo no primeiro bloco do debate, quando o candidato Elias Barros (PTC) provocou Heloísa, ao afirmar que o ex-senador Luiz Estevão teria lhe mandado um abraço.

    Em seguida, no primeiro intervalo do debate, o irmão da candidata, Hélio Moraes, escalado para orientá-la, agrediu verbal e fisicamente Elias Barros, e o ameaçou depois de dar um tapa no ombro direito. Testemunhas disseram ao blog ter sido uma agressão leve e de raspão, outras disseram não ter havido nada além de ameaça e xingamento.

    Os seguranças retiraram Hélio do estúdio e, em seguida, o convidaram a deixar o prédio da emissora da Rede Record de Alagoas.

    Mas o pior ainda estava por vir, quando Heloísa utilizou o direito de resposta conquistado não apenas explicar o motivo da insinuação de Elias Barros, mas também para fazer uma acusação grave contra Collor e sugerir que seria alvo de “candidato laranja”.

    “Todas as vezes que as pessoas falam de Luiz Estevão é porque comentavam, em Brasília, que eu tinha um caso com o farsante. Eu não podia ter um caso com Luiz Estevão, até porque também se comentava em Brasília que ele e o playboy Collor de Mello eram envolvidos no assassinato e estupro de Ana Lídia. Por isso que eu não podia ter um caso com ele. Agora o problema é o seguinte, quando uma mulher tem coragem… E eu quero dizer ao Collor: ‘Não ouse pensar que eu tenho medo de você! Pode sangrar animais no altar de Satanás, eu não tenho medo de você nem de laranja…’”, disparou Heloísa, que já havia repudiado a decisão de Collor não debater, atitude considerada covarde por ela e pelo candidato Omar Coelho (DEM),

  8. A MÍDIA “VALENTE, INDEPENDENTE e Integra”
    Laerte Braga

    O espetáculo promovido pela mídia em torno da morte da menina Isabela começa a perder força no quesito audiência, único objetivo real das grandes redes de tevê e amanhã o ponto culminante do show da morte deve assinalar o início do declínio do noticiário.

    A partir de segunda-feira o general William Bonner reassume o comando das tropas na guerra contra a Venezuela, os “terroristas” das FARCS-EP, os índios (armados de arcos e flechas contra fazendeiros/pistoleiros e as tropas do general “Heleno de Tróia”) e agora com ingrediente novo: a defesa da soberania e da integridade nacionais no item Itaipu. Como não vão conseguir comprar Lugo como compraram outros governantes daquele país, Lugo vira um perigo.

    Nem sempre foi assim. Nem sempre foram tão “valentes, independentes e íntegras”.
    Em 18 de maio de 1973 Aracelli Cabrera Sanches foi assassinada no Estado do Espírito Santo por jovens viciados em droga e filhos de famílias poderosas. Tinha oito anos de idade. As notícias pararam de ser divulgadas quando começaram a aparecer os nomes dos possíveis suspeitos
    .
    As redes de tevê sentaram em cima e se calaram. Houve queima de arquivo, a mãe da menina era traficante e as ligações entre os dois crimes, Aracelli e Ana Lídia eram claras: tráfico de drogas.
    Em setembro do mesmo ano a menina Ana Lídia Braga, de cinco anos, foi assassinada em condições brutais em Brasília e dois dos suspeitos eram filhos de autoridades da ditadura. Alfredo Buzaid Júnior, filho do ministro da Justiça do governo Médice e Eduardo Eurico Resende, filho do senador capixaba Eurico Resende, um dos líderes da ditadura no Senado.

    As redes de tevê sentaram em cima e calaram.

    Alfredo Buzaid Júnior recusou-se inclusive a atender a uma intimação da Justiça de Brasília, viajou para São Paulo e tempos depois acabou prestando depoimento por precatória. Collor de Mello, filho de outro senador, Arnon de Melo, mais tarde presidente inventado pela GLOBO, era outro dos suspeitos. A menina foi morta no sítio do senador Eurico Resende.

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