Com a prisão de Delcídio, Lava Jato avança rumo ao Planalto

Deu no Correio Braziliense

A prisão do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, precipitaram o avanço da Operação Lava Jato em sua investida sobre o Palácio do Planalto como origem do esquema sistematizado de corrupção no governo, desde o início do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003.

Delcídio é apontado pela investigação como um elemento de ligação entre as gestões de Lula (2003-2010) e a atual, da presidente Dilma Rousseff, iniciada em 2011, com a Petrobrás, onde fez carreira antes de entrar na política. Se contribuir com as apurações da força-tarefa, o senador petista poderá ajudar a investigação a esclarecer quem, como e com qual finalidade montou e operou o esquema de corrupção e desvios na estatal petrolífera.

Com quase dois anos de apurações ostensivas, a força-tarefa adotou a tática de avançar as frentes de apuração conforme o surgimento de pistas e provas a cada nova etapa deflagrada. A suposta tentativa de Delcídio e do banqueiro André Esteves de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró surgiu como um avanço inesperado das investigações da Lava Jato em direção ao núcleo de comando político do esquema.

EM OUTROS SETORES

Um movimento que ainda estava distante dentro da estratégia da força-tarefa e que pode comprovar que, mesmo com a operação deflagrada em março de 2014, a estrutura sistematizada de corrupção continuou a atuar na Petrobras e em outros setores do governo, como a área de energia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)

Entre os negócios investigados pelas autoridades, por exemplo, está a parceria da Petrobras com o banco BTG Pactual, de Esteves, na África, firmada em 2013, na primeira gestão de Dilma Rousseff.

De imediato, um ex-ministro do governo Dilma Rousseff afirmou ao Estado que, se encontrada irregularidade nessa transação, ela “destrói” a narrativa do governo de que as ilicitudes na Petrobrás se limitavam aos mandatos de Lula.

A força-tarefa da Lava Jato busca reunir elementos para apontar a Casa Civil como mentora do esquema que loteava politicamente cargos estratégicos, fixava porcentuais de pagamento de propina e que estruturou uma máquina de lavagem de dinheiro para ocultar o financiamento ilegal de partidos e campanhas eleitorais com o objetivo de garantir a governabilidade e a permanência no poder

QUEBRA-CABEÇAS

Seguindo a tática de montar o quadro de funcionamento da organização criminosa alvo das denúncias à Justiça como um quebra-cabeça, investigadores da força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba (PR) e em Brasília, fecharam neste ano o cerco em torno do ex-presidente Lula, mesmo sem tê-lo como alvo central de um inquérito.

A prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, na última terça-feira, como alvo central da Operação Passe Livre – 21.ª fase da Lava Jato – foi a mais recente peça nessa montagem do quebra-cabeça, fechando o círculo ao redor de Lula.

Amigo do ex-presidente, Bumlai é figura central do cerco para comprovar a origem do esquema no Planalto, acreditam procuradores. O pecuarista foi preso acusado de servir de avalista para o empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin, em 2004, para que o PT quitasse dívidas de campanha. Sua atuação como elo do empresariado e do setor financeiro com o governo, no entanto, ainda permanece obscura.

SEMPRE NA CASA CIVIL

Com três ex-ministros da Casa Civil pegos no radar da Lava Jato – José Dirceu, Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann -, os investigadores da força-tarefa consideravam ter até aqui a base para revelar o papel efetivo de integrantes do Planalto como figuras ativas e com decisão no esquema de corrupção descoberto na estatal petrolífera – onde o rombo pode ultrapassar os R$ 42 bilhões.

Com Bumlai – o amigo de Lula -, Delcídio e Esteves atrás das grades, a Lava Jato considera inevitável que novos nomes do Planalto surjam nas investigações, ainda este ano. Além de consolidar o rol de provas para mostrar que o esquema desbaratado na Petrobrás foi reproduzido em outras estatais do governo, em diferentes áreas, como energia, comunicações e infraestrutura, dentro da mesma sistemática. (da Agência Estado)

16 thoughts on “Com a prisão de Delcídio, Lava Jato avança rumo ao Planalto

  1. Os “pais” dessa criança (esquema), foram Dirceu e Lula, os demais só deram prosseguimento “operacional”!
    ALELUIA ! Um já está na Papuda, e o outro em breve teremos notícias, . . . claro, se o porta-aviões George Washington, não for novamente “solicitado” a fazer outros “treinamentos” com nossas FABIANAS FFAAs, em nossa prodigiosa Baía de Guanabara!

  2. Será que não avançara nos tempos que Delcidio era do POSDB e foi nomeado Diretor da Petrobras por Fernando Henrique ,e depois disso se afastou da Petrobras, mas manteve sua capitania hereditaria com a imposição de Serverópara ficar em seu lugar e contratar sem licitações graças a Lei de Irresponsabilidade que Fernando henrique impos a Petrobras?

    • Exatamente, como era ladrão, trocou o PSDB pelo PT onde está a maior quadrilha como jamais visto neste país. O FHC não pode ser responsabilizado pelos 13 anos de desgoverno petista. Todas as leis poderiam ter sido mudadas considerando que o PT sempre teve maioria no congresso. Por que não mudaram as leis?

      • Foi fazer PHd no PT… As vezes penso que quando assumiu a presidência o PT, mandou levantar todos os corruptos para traze-los como aliado. O maio exemplo disso é o engaiolado Almirante Othon, pois em 1984 eu o denunciei pelo fato de ter colocado 3 contas secreta no Banco Itaú, agência Butantã. Na época o PT adorou a denuncia, depois o trouxe para a Cossa Nostra.

      • Pior, Paulo. Quanto o PT alega que teve tantos crimes no passado e estando ele Há 13 anos no poder, nada fez para puní-los, o PT simplesmente confessa que cometeu o crime de prevaricação, pois deixou de cumprir o seu dever legal. É o que diz a lei.

  3. Pois é, o PT pode pagar caro a nota do Rui Falcão e a expulsão do Delcídio, que eles andam dizendo que farão. A tentativa de se dissocoarem da maracutaia pode voltar como uma delação premiada das mais interessantes…

  4. Mesmo com as sérias e crescentes dificuldades, de se “espremer”, de nossa presidente, temos que ler as afirmações com a máxima atenção. Por exemplo: – Perguntada por jornalistas nos bastidores da cúpula da ONU sobre o clima em Paris sobre a prisão do senador, Dilma disse: “Fiquei muito perplexa, extremamente perplexa. Não esperava que isso acontecesse, ninguém esperava”.
    O que quis Dillma dizer com “ninguém esperava?” Não esperam que Delcídio fosse descoberto, apunhalado, tão idiota: Ou, não esperavam que ele fosse apanhado?
    Com o que mesmo, Dillma, ficou perplexa?

    • Trecho da degravação do filho do Cerveró… Fls 12 e 13.

      Delcídio : Mas Edson, para a gente liberar, so a … só a …. Mas o que me chamou atenção foi aquele documento digitado mas com anotações.
      Edson : Esse tem anotações também , agora…né ?
      Bernardo : Pode ter sido na cela..
      Delcídio : Aí por exemplo , no caso da Dilma, ele disse : A Dilma sabia de tudo sobre Pasadena. Ele me cobrava diretamente. Pá pá pá… Fiz várias reuniões.
      Edson : Fez ( duas ).
      Delcídio: Não entendi.
      Bernardo: Quer dizer é sigla né ? ( vozes sobrepostas ) .
      Delcídio: Bicho eu não sei. Eu sempre tive uma letra por extenso. É uma cópia, não é assim azul. É preto.
      Edson : Mas é cópia. Isso é cópia então.
      Delcídio : Aí ele fala da Dilma. Dizendo que a Dilma acompanhava tudo de perto. Papapa, papapa, papapa.
      Edson: Esse tal de ‘donguino’ a letra é dele ?
      Bernardo: Essa letra é minha, ehhh porque ele corrigiu…. Isso aí nem sei quem é.
      Edson: Isso ai….
      Delcídio: É, é, é, mas isso… pois é, mas isso você já tinha me perguntado. Mas não é essa letra não.
      Edson: Não essa letra é dele.
      Delcidio : Não é essa letra não. Tenho certeza que não é.
      Edson: Ver se acho por aqui, essa porra tem que estar aqui.
      Delcídio: Edson,talvez seja uma anotação dele, que ele tenha guardado lá. É a única razão.

    • Fallavena,
      Acho que sua perplexidade seja devido ter verificado que, apesar de todo o aparelhamento que conseguiram impor ao Estado, não foram capazes de proteger seus comparsas de serem enquadrados, pois como se diz, “na hora do pega pra capar, é cada um por sí e Deus por todos”!

      Como acabei de postar num outro artigo aqui, o que estou verificando é que foi identificada uma Hidra de Lerna atuando contra o nosso Estado.

      Para acabar com essa Hidra, é necessário identificar quantas cabeças a estejam formando, para que seja possível “cortar-lhe a cabeça principal”! Essa é a “charada” em que o Juiz Sérigio Moro está empenhado em desvendar! Quem criou a “Hidra”? A quanto tempo? Com quais propósitos? Quantas cabeças realmente possui e possuiu, a nossa Hidra Tupiniquim, durante toda a nossa História!
      Só após respondermos a todas essas questões, e trouxermos essas respostas a nível de consciência social, seremos capazes de aniquilar com essa maldita Hidra.

      O Juiz Sérgio Moro está trabalhando exatamente na identificação das cabeças dessa Hidra, e já deve ter verificado que ela não tem apenas RG e CPF! Ela certamente possui Passaportes, e Green Cards! Esse é o maior dilema a ser equacionado, pois essa Hidra é secular, tem todas as características de ser “importada” e possui dimensões inimagináveis! Sérgio Moro está sendo confrontado com uma situação que é muito bem simbolizada pelo 2° dos 12 trabalhos de Hércules: a Hidra de Lerna!

      O país precisa dar apoio total e irrestrito ao Juiz Sérgio Moro. Ele está abrindo o caminho . . .

      http://www.antroposofy.com.br/wordpress/simbologia-oculta-o-2o-trabalho-de-hercules/

  5. QUEM TEM PODER PARA ASSINAR UMA MEDIDA PROVISÓRIA É O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

    Já são muitos casos, mais do que indícios, mas fatos concretos, que Lula assinou medidas provisórias por pressão de lobistas, que ganharam muito dinheiro para isso. São medidas provisórias lesivas ao patrimônio público, como incentivos fiscais indevidos a empresas, que deixaram de recolher bilhões de reais de impostos. Os lobistas foram mantidos a dinheiro. Dá para acreditar que Lula não levou suborno para editá-las . Vamos examinar algumas delas (uma delas tinha como lobista o próprio filho de Lula. Um lobista indireto: “dá milhões para meu filho que eu te dou uma medida provisória’. lula fez do governo um balcão de negócios para interesse próprio e para enriquecer. Vamos ver abaixo algumas medidas provisórias compradas a Lula por diversos agentes lobistas:

    1)MP de Lula que beneficiou montadora teria sido comprada, diz jornal
    DE BRASÍLIA

    01/10/2015 14h14
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    Uma medida provisória editada em 2009, durante a gestão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que beneficiou montadoras, teria sido “comprada” por meio de lobistas.

    Segundo reportagem publicada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” nesta quinta (1º), escritórios de advocacia foram contratados por lobistas para atuarem pela edição da medida provisória 471 –aprovada pelo Congresso em novembro de 2009–, que prorrogava incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano para favorecer montadoras de veículos.

    Os dois escritórios, que confirmam terem atuado pela MP, mas negam terem feito lobby, são investigados por atuar para as montadoras no esquema de corrupção do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.

    Segundo a reportagem, as empresas do setor negociaram pagamentos de até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do Executivo o tal “ato normativo”, que, de acordo com as investigações, veio por meio da MP.

    Mensagens mencionam a oferta de propina a agentes públicos e parlamentares para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano. O jornal afirma que os papéis não trazem nomes de deputados e senadores que estariam envolvidos.

    Ainda segundo a reportagem, as empresas MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o Grupo Caoa –fabricante de veículos Hyundai e revendedora das marcas Ford, Hyundai e Subaru– contrataram os escritórios SGR Consultoria Empresarial, do advogado José Ricardo da Silva e Marcondes & Mautoni Empreendimentos, do empresário Mauro Marcondes Machado, para obter a extensão da desoneração fiscal até o fim deste ano.

    Os incentivos fiscais expirariam em 31 de dezembro de 2010 se não fossem prorrogados.

    José Ricardo, dono da SGR, é amigo e parceiro de negócios do lobista Alexandre Paes dos Santos, ligado à advogada Erenice Guerra, que foi secretária executiva da presidente Dilma Rousseff quando ela era ministra da Casa Civil do governo Lula.

    FILHO DE LULA

    Ainda de acordo com “O Estado de S. Paulo”, Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, recebeu R$ 2,4 milhões em pagamentos da Marcondes & Mautoni Empreendimentos.

    Ao jornal, ele confirmou os pagamentos —disse que prestou serviços na área de marketing esportivo, sem especificá-los, e alegou que sempre trabalhou com esporte, “exclusivamente na esfera privada”.

    CPI

    A senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM), relatora da CPI que investiga um esquema de vendas de sentenças no Carf, afirmou nesta quinta-feira (1º) que as denúncias sobre a suposta compra de uma medida provisória editada em 2009 pelo governo do então presidente Lula não deverão ser incluídas no escopo de investigação da comissão.

    “Estamos muito centrados nas nossas obrigações da CPI. Não tem como aprovar uma CPI ampla. Investigamos um fato determinado e ele é inquestionável. Nós atuamos no âmbito do Carf, então tudo o que envolver essa questão de Carf, do contencioso administrativo tributário, nós vamos investigar a fundo. Agora, aquilo que envolve pessoas que também têm envolvimento com essa matéria, mas em outros assuntos, penso que caberá a outras comissões investigarem mas não necessariamente a nossa”, afirmou a senadora Vanessa Graziottin.

    Para a senadora, é improvável que o Senado autorize a ampliação do escopo das investigações da comissão para abarcar as novas denúncias.

    Em sua opinião, se isso acontecesse, a apuração inicial poderia ser prejudicada.

    “Acho que não é o melhor caminho porque temos uma tarefa muito séria a cumprir nesta CPI, que envolve valores milionários a agentes públicos e envolve empresas. Então, se a gente ficar trazendo outros assuntos, podemos prejudicar esse lado da investigação”, disse.

    Alexandre Paes dos Santos compareceu à reuniu da CPI na manhã desta quinta, onde deveria depor. No entanto, ele obteve um habeas corpus preventivo junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e permaneceu calado. A comissão também já apresentou requerimento para convocar Erenice Guerra, mas o texto ainda não foi votado pelo colegiado.

    2 ) Documentos apontam que MP editada na gestão Lula foi ‘comprada’ por lobby
    ANDREZA MATAIS E FÁBIO FABRINI – O ESTADO DE S. PAULO
    01 Outubro 2015 | 05h 00

    3 )Empresas negociaram pagamento de até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir da Casa Civil um ‘ato normativo’ que prorrogou incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão

    4 )‘Eu fazia lobby pra todas as empresas brasileiras’, diz ex-ministro de Lula

    5 ) ‘PR fez o lobby’, diz ministro de Lula em e-mail para executivos da Odebrecht

    BRASÍLIA – Documentos obtidos pelo Estado indicam que uma medida provisória editada em 2009 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido “comprada” por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos. Empresas do setor negociaram pagamentos de até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do Executivo um “ato normativo” que prorrogasse incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano.

    Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano. Uma das montadoras envolvidas no caso foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira.

    Para ser publicada, a MP passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Anotações de um dos envolvidos no esquema descrevem também uma reunião com o então ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma, quatro dias antes de o texto ser editado. Um dos escritórios que atuaram para viabilizar a medida fez repasses de R$ 2,4 milhões a um filho do ex-presidente Lula, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva. A empresa dele foi aberta em 2011, ano em que a MP entrou em vigor.

    6)Mentirosa, só pode ser mentirosa a matéria publicada pelo jornal o Estado de São Paulo, dando conta que uma Medida Provisória, beneficiando a industria automobilística em 1, 3 bilhões foi comprada por lobistas junto a Presidência da República do Brasil. Talvez trate-se de uma enorme barriga. Espera-se que esse episódio inacreditável, nunca tenha acontecido no Brasil.

    Os jornalistas do Estadão, Andréia Matais e Fábio Fabrini devem ter “sonhado” com a matéria. “Inventaram” que chegaram a informação de que lobistas ganharam 36 milhões para facilitar a edição da MP pelo governo brasileiro. Apuraram que o texto da medida provisória passou pela Casa Civil comandada por Dilma Rousseff e pelo gabinete do Presidente Lula, através do todo poderoso Gilberto Carvalho, conhecido no submundo do petrolão como “O SEMINARISTA”..

    Publica o Estadão… – Empresas negociaram o pagamento de até R$ 36 milhões de reais lobistas para que conseguissem que a Casa Civil editasse um “ato normativo” que prorrogou incentivos fiscais de até R$ 1,3 bilhão.

    Documentos obtidos pelo Jornal o Estado de São Paulo mostram que a Medida Provisória editada em 2009, pelo governo do então Presidente Luis Inácio Lula da Silva teria sido “comprada” por meio de lobby e corrupção para favorecer montadoras de veículos. Empresas do setor terias negociado até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do executivo que prorrogasse incentivos fiscais de até R$ 1,3 bilhões por ano.

    Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano.Para ser publicada, a medida provisória passou pelo “crivo” da Presidente Dilma Roussef, então Chefe da Casa Civil. Anotações de um dos envolvidos no esquema descrevem também uma reunião com o Ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma, quatro dias antes do texto ser editado.

    4)Mentirosa, só pode ser mentirosa a matéria publicada pelo jornal o Estado de São Paulo, dando conta que uma Medida Provisória, beneficiando a industria automobilística em 1, 3 bilhões foi comprada por lobistas junto a Presidência da República do Brasil. Talvez trate-se de uma enorme barriga. Espera-se que esse episódio inacreditável, nunca tenha acontecido no Brasil. Os jornalistas do Estadão, Andréia Matais e Fábio Fabrini devem ter “sonhado” com a matéria. “Inventaram” que chegaram a informação de que lobistas ganharam 36 milhões para facilitar a edição da MP pelo governo brasileiro. Apuraram que o texto da medida provisória passou pela Casa Civil comandada por Dilma Rousseff e pelo gabinete do Presidente Lula, através do todo poderoso Gilberto Carvalho, conhecido no submundo do petrolão como “O SEMINARISTA”..

    5) Publica o Estadão… – Empresas negociaram o pagamento de até R$ 36 milhões de reais lobistas para que conseguissem que a Casa Civil editasse um “ato normativo” que prorrogou incentivos fiscais de até R$ 1,3 bilhão.

    6) Documentos obtidos pelo Jornal o Estado de São Paulo mostram que a Medida Provisória editada em 2009, pelo governo do então Presidente Luis Inácio Lula da Silva teria sido “comprada” por meio de lobby e corrupção para favorecer montadoras de veículos. Empresas do setor terias negociado até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do executivo que prorrogasse incentivos fiscais de até R$ 1,3 bilhões por ano.

    Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano.Para ser publicada, a medida provisória passou pelo “crivo” da Presidente Dilma Roussef, então Chefe da Casa Civil. Anotações de um dos envolvidos no esquema descrevem também uma reunião com o Ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma, quatro dias antes do texto ser editado.

    7) A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (26) mais uma fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Fazenda.

    A PF cumpriu mandado de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, na rua Padre João Manuel, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo.

    Segundo funcionários do prédio, a operação aconteceu por volta das 6h.

    Agentes, que chegaram em um carro da Receita Federal e em outros dois da PF, foram até o quinto andar do edifício, onde fica a empresa. Vizinhos e funcionários do prédio relataram que os policiais permaneceram no local por cerca de duas horas e saíram com várias pastas carregadas de documentos.

    Um funcionário disse que Luis Cláudio foi ao local nesta segunda por volta das 9h, onde ficou por cerca de uma hora.

    O irmão mais velho de Luis Cláudio, Fábio Luis Lula da Silva –o Lulinha–, chegou a ter um escritório no mesmo prédio, mas se mudou no ano passado.

    Além da LFT, Luis Cláudio é proprietário da Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que administra a liga de futebol americano Torneio Touchdown, que conta com 16 equipes. Essa empresa, que funciona no mesmo endereço da LFT, também foi alvo da operação.

    MEDIDA PROVISÓRIA

    Entre os presos está Mauro Marcondes, advogado e sócio da Marcondes e Mautoni (M&M), empresa de lobby.

    Documentos que integram a operação apontam que a LFT Marketing Esportivo recebeu R$ 1,5 milhão da Marcondes e Mautoni na mesma época em que os lobistas foram remunerados por empresas interessadas na renovação dos efeitos de uma medida provisória pelo governo federal.

    Para a Procuradoria da República no DF, “é muito suspeito que uma empresa de marketing esportivo receba valor tão expressivo de uma empresa especializada em manter contatos com a administração pública (Marcondes e Mautoni)”.

    Entre 2013 e 2014, segundo a investigação, o grupo de lobistas atuou para renovar uma medida provisória de 2009, com prazo de validade de cinco anos, que, na época, havia gerado o pagamento de “comissões”. A empreitada, de acordo com a Zelotes, resultou na edição da medida provisória n° 627, de 2013, que foi convertida em lei no ano seguinte.

    A investigação não aponta de que forma Luis Cláudio supostamente teria agido para a renovação da medida provisória.

    De acordo com o jornal “O Estado de S. Paulo”, o Marcondes e Mautoni foi contratado pela Caoa Hyundai para obter a extensão da desoneração fiscal por meio da medida provisória, que teria sido comprada por lobistas durante o governo Lula.

    A Caoa Hyundai também teve relações com o filho de Lula. Nos anos de 2012 e 2013, a empresa foi patrocinadora do Touchdown, o torneio de futebol americano que Luis Cláudio é dono. Tanto o empresário quanto a Caoa se recusaram a abrir valores e informações sobre o contrato de patrocínio.

    Marcondes conheceu Lula há mais de 30 anos, quando era funcionário do departamento de Recursos Humanos da Volkswagen e negociava com o ex-presidente, na época um dos líderes sindicais de maior expressão do país. À Folha, ele disse que só conheceu Luis Cláudio em 2014, apresentado por um jornalista.

    BUSCAS

    Escritórios de advocacia de São Paulo entraram em alerta máximo na manhã desta segunda ao receberem a informação sobre a operação de busca e apreensão da PF que tem o filho do ex-presidente como um dos alvos.

    O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Luis Cláudio, criticou a operação de busca da Polícia Federal nos escritórios da firma do filho de ex-presidente.

    Martins pediu à Justiça e à Polícia Federal acesso a todo o material usado para justificar a medida. Ele disse que a falta de acesso aos autos “impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar outras medidas cabíveis”.

    Para Martins, a suspeita não tem sentido, já que a LFT foi criada em 2011, dois anos após a edição da MP. Também diz que a Touchdown não tem relação com as investigações da Zelotes

    A PF também faz buscas em endereços ligados a Lytha Spindola, que foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior, auditora da Receita Federal e secretária de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento.

    Ao todo, estão sendo cumpridos 33 mandados judiciais –seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em Brasília, São Paulo, no Piauí e no Maranhão.

    Entre os alvos de condução coercitiva estão os sócio-fundador da Mitsubishi do Brasil, Eduardo Souza Ramos, e o dono da Caoa, Carlos Alberto de Oliveira Andrade.

    Os policiais estiveram no escritório da MMC Automotores, responsável pela Mitsubishi no Brasil.

    A Folha apurou que entre os presos está Alexandre Paes dos Santos, apontado como lobista que intermediava contatos entre empresas e conselheiros do Carf, e José Ricardo da Silva, sócio da empresa SGR, também suspeito de ser um dos atravessadores do esquema.

    Os policiais fizeram busca e apreensão também na casa de Fernando Cesar Mesquita, ex-chefe de Comunicação Social do Senado.

    A etapa desta segunda mira um grupo de empresas que, além de tentarem interferir nos julgamentos do Carf, atuavam negociando incentivos fiscais para o setor automotivo.

    A investigação indica suspeitas de tráfico de influência, extorsão, e corrupção de agentes públicos, com o objetivo de aprovar alterações na legislação benéficas a essas empresas.

    ESQUEMA

    A primeira etapa da operação foi deflagrada em março e desarticulou um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda e responsável por julgar recursos de multas aplicadas pela Receita Federal.

    Em troca de suborno, conselheiros votavam em favor da redução e, em alguns casos, do perdão das multas das empresas que os corrompiam.

    A operação investiga processos que somam R$ 19 bilhões. Segundo a Polícia Federal, esse é um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos. Suspeita-se que três quadrilhas operavam dentro do colegiado, causando um prejuízo de pelo menos R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

    O Carf é um tribunal administrativo formado por representantes da Fazenda e dos contribuintes (empresas). Normalmente, são julgados pelo conselho empresas autuadas por escolherem estratégias tributárias que, segundo a fiscalização, estão em desacordo com a lei.

    De acordo com os investigadores, formados por conselheiros, ex-conselheiros e servidores públicos, as quadrilhas buscavam anular ou atenuar pagamentos cobrados pela Receita de empresas que cometeram infrações tributárias, e que eram discutidos no conselho.

    As investigações começaram em 2013 e alcançam processos de até 2005. Elas indicam que os grupos usavam o acesso privilegiado a informações para identificar “clientes”, contatados por meio de atravessadores, na maioria das vezes escritórios de advocacia e contabilidade.

    A operação focou em 70 processos “suspeitos de terem sofrido manipulação”, que somavam R$ 19 bilhões em “créditos tributários” –valores devidos ao Fisco. A PF diz que “já foram, efetivamente, identificados prejuízos de quase R$ 6 bilhões”.

    8 )Investigadores da força-tarefa da Operação Zelotes apontam que “abanar o rabo” era um dos códigos usados pelos lobistas das montadoras MMC Mitsubishi e Caoa Hyundai para “comprar” a Medida Provisória 471, que estendeu benefícios fiscais para o setor automobilístico. A mensagem é uma resposta do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, para o hoje número 2 do Ministério do Turismo, Alberto Alves, que foi gerente de representação da associação das montadoras (Anfavea).

    A Operação Zelotes ocorre em trabalho conjunto da Polícia Federal, Receita Federal e Procuradoria da República do Distrito Federal.

    8) O porta-voz do Governo Sarney (1985/1989) e ex-secretário de Comunicação do Senado, jornalista Fernando César Mesquita, admitiu à Polícia Federal que recebeu em sua residência o lobista Mauro Marcondes Machado, um dos principais alvos da Operação Zelotes. Segundo ele, Mauro Marcondes o procurou ‘para obter informações’ sobre Medida Provisória de interesse do setor automotivo.
    Mesquita foi alvo nesta semana da mais nova etapa da Zelotes – agentes da Polícia Federal fizeram buscas na casa do jornalista, que está sob suspeita de trabalhar com lobista envolvido na negociação de MPs, Alexandre Paes dos Santos, o APS. Documentos apreendidos na Operação Zelotes indicam que Mauro Marcondes teria mantido contato com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2013.

    Nessa época, Marcondes negociava a Medida Provisória 627, sob suspeita de ter sido ‘comprada’. A MP foi editada em novembro do mesmo ano pela presidente Dilma Rousseff e favoreceu clientes do lobista. Relatório da investigação diz que Lula e Marcondes, preso na última segunda-feira, 25, tinham relação de “proximidade”.

    Fernando Mesquita fez um depoimento de menos de três páginas à PF. Ele ocupa uma cadeira no Conselho de Comunicação Social do Congresso como titular do setor de representação da sociedade civil.

    Em seu depoimento, ele contou que conheceu Mauro Marcondes ‘há mais de quinze anos’. “Que o conheceu em razão da atividade que exerceu em diversos órgãos e entidades da administração pública”, declarou Mesquita. “Que nunca trabalhou junto com Mauro Marcondes, que nunca foi amigo próximo de Mauro Marcondes.”

    Em outro trecho de seu relato, porém, admitiu ter recebido em sua casa o lobista das Medidas Provisórias. “Que em uma ocasião, Mauro Marcondes esteve na residência do declarante para obter informações acerca do trâmite de medida provisória e o declarante apenas esclareceu o que já é público e consta em sites.”

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