Com agravamento da pandemia, Rosa Weber manda governo bancar leitos de UTI em três estados

Rosa Weber combate a omissão do governo federal

Marcelo Rocha
Folha

A ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou ao Ministério da Saúde o custeio de UTIs (unidades de tratamento intensivo) para pacientes de Covid-19 nos estados da Bahia, do Maranhão e de São Paulo. Os governadores dos três estados recorreram ao Supremo para a retomada do repasse, suspenso gradativamente em 2021 pelo governo federal.

A decisão de Rosa, deste sábado (27), é de aplicação imediata. Ela tem caráter provisório e precisará ser confirmada pelo plenário da Corte. Não há previsão de data para essa providência.

ALERTA DESPREZADO – O Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) fez alerta recente da diminuição de leitos custeados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em dezembro de 2020, segundo o conselho, 12.003 unidades contavam com o financiamento do Ministério da Saúde para sua manutenção. Em janeiro de 2021, esse número reduziu para 7.017 e em fevereiro fechará com apenas 3.187.

A ministra determinou ainda que, dentro de cinco dias, as três administrações estaduais juntem aos autos dos processos os protocolos trocados com a pasta da Saúde sobre a renovação ou novas propostas de habilitação de leitos de UTI.

Entre outros argumentos, os recursos enviados pelos governos locais afirmaram ser responsabilidade da União zelar pela saúde da população. O custo diário de uma UTI destinada aos doentes da Covid-19 é, em média, R$ 1,6 mil. No caso de São Paulo, por exemplo, segundo o governo estadual, o Ministério da Saúde pagava 3.822 leitos de UTI, mas passou a bancar o funcionamento de somente 564 leitos neste ano.

SÃO PAULO FESTEJA – “É uma grande vitória porque traz luz à gestão sanitária em um momento de severo aumento de internações”, afirmou a PGE (Procuradoria-Geral do Estado) de São Paulo em comunicado sobre o assunto. Em boletim divulgado na sexta-feira (26), a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) afirmou que o SUS enfrenta nos últimos dias o momento mais crítico em toda a pandemia, com ocupação de mais de 80% dos leitos de UTI em pelo menos 17 capitais do país.

Em Brasília, onde a taxa chegou a 98%, passaram a valer neste domingo (28) as medidas restritivas para o enfrentamento à Covid-19. O decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) tem validade até o dia 15 de março

Pressionado por setores econômicos, Ibaneis recuou no sábado e autorizou uma série de atividades a abrirem as portas, incluindo todo o segmento da construção civil, cartórios, hotéis, papelarias, bancas de jornal e até mesmo escritórios de profissionais autônomos, como os de advocacia e contabilidade.

PROTESTO EM BRASÍLIA – Ainda assim, empresários e comerciantes protestaram na porta da casa do governador na manhã deste domingo, inclusive fechando uma via que dá acesso ao local. Os manifestantes levaram faixas com frases como “Ibaneis paga minhas contas” e “Não suportamos outro lockdown”.

No início da tarde, Bolsonaro compartilhou um vídeo da manifestação em uma de suas redes sociais e escreveu: “Queremos trabalhar.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro é o único governante que torce a favor da pandemia, querendo enfrentá-la através da teoria da imunização do rebanho. Ou seja, contamina e mata o maior número possível de pessoas, e a pandemia assim diminui. Por isso há quem o chame de “genocida”. (C.N.) 

3 thoughts on “Com agravamento da pandemia, Rosa Weber manda governo bancar leitos de UTI em três estados

  1. O povo vai se voltar contra os governadores, P$TF e$querda.

    Covid-19: Bolsonaro divulga repasses do Governo Federal aos estados em 2020
    https://gazetabrasil.com.br/especiais/jair-bolsonaro/covid-19-bolsonaro-divulga-repasses-do-governo-federal-aos-estados-em-2020/

    O presidente Jair Bolsonaro divulgou neste domingo (28) os recursos federais destinados aos estados para combater a pandemia da covid-19. Depois que alguns governadores decretaram lockdown e toques de recolher nos estados, o chefe do executivo voltou a reforçar as críticas contra as medidas restritivas imposta por governadores e prefeitos.

    Veja a lista publicada pelo presidente no Twitter:
    “Acre: R$ 6,8 bilhões. Auxílio: R$ 1,38 bilhão
    Alagoas: R$ 18,09 bilhões. Auxílio: R$ 5,46 bilhões
    Amazonas: R$ 18,5 bilhões. Auxílio: R$ 6,84 bilhões
    Amapá: R$ 6,7 bilhões. Auxílio: R$ 1,47 bilhões
    Bahia: R$ 67,2 bilhões. Auxílio: R$ 25,35 bilhões
    Ceará: R$ 42,5 bilhões. Auxílio: R$ 15,17 bilhões
    Distrito Federal: R$ 9,8 bilhões Auxílio: R$ 3,45 bilhões
    Espírito Santo: R$ 16,1 bilhões. Auxílio: R$ 5,57 bilhões
    Goiás: R$ 27,1 bilhões. Auxílio: R$ 9,95 bilhões
    Maranhão: R$ 36 bilhões. Auxílio: R$ 11,8 bilhões
    Mato Grosso: R$ 15,4 bilhões. Auxílio: R$ 4,96 bilhões
    Mato Grosso do Sul: R$ 11,9 bilhões. Auxílio: R$ 3,71 bilhões
    Minas Gerais: R$ 81,4 bilhões. Auxílio: R$ 26,96 bilhões
    Pará: R$ 39,5 bilhões. Auxílio: R$ 14,71 bilhões
    Paraíba: R$ 21,2 bilhões. Auxílio: R$ 6,57 bilhões
    Paraná: R$ 38,6 bilhões. Auxílio: R$ 13,7 bilhões
    Pernambuco: R$ 42,7 bilhões. Auxílio: R$ 16,2 bilhões
    Piauí: R$ 19 bilhões. Auxílio: R$ 5,68 bilhões
    Rio de Janeiro: R$ 76 bilhões. Auxílio: R$ 24,94 bilhões
    Rio Grande do Norte: R$ 18,3 bilhões Auxílio: R$ 5,55 bilhões
    Rio Grande do Sul: R$ 40.9 bilhões Auxílio: R$ 12,2 bilhões
    Rondônia: R$ 8,6 bilhões Auxílio: R$ 2,64 bilhões
    Roraima: R$ 5,1 bilhões. Auxílio: R$ 1,04 bilhão.
    Santa Catarina: R$ 21,6 bilhões. Auxílio: R$ 7,22 bilhões
    São Paulo: R$ 135 bilhões. Auxílio: R$ 55,19 bilhões
    Sergipe: R$ 12,9 bilhões. Auxílio: R$ 3,85 bilhões
    Tocantins: R$ 10,5 bilhões. Auxílio: R$ 2,28 bilhões.”

  2. Acho que o stf está tentando consertar a burrice que fez.
    Se não tivesse tirado o comando do governo federal, hoje estaria mais preparado para intervir em situações pontuais, evitando esta disputa política sem pé nem cabeça….

  3. Enfim, a politicagem grassa no stf (supremo tribunal de facínoras). Tal decisão é um passe livre para os governantes locais roubarem.

    Por quê os governadores desativaram os hospitais de campanha? Por quê os governadores proibiram os tratamentos preventivo e precoce? Por quê dispensaram os leitos de UTI? E, a pergunta mais importante, onde foi parar os bilhões de reais que a União transferiu para estados e municípios?

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