Com apetite e rumo certo, Sérgio Moro vai se firmando como nova alternativa eleitoral

Sergio Moro entra na campanha eleitoral de 2018

Para se tornar político, Sérgio Moro teve de aprender a sorrir

Alberto Bombig, Camila Turtelli e Matheus Lara
Estadão

Um veterano de várias campanhas presidenciais explica o motivo de Sérgio Moro (Podemos) ter chacoalhado a chamada terceira via: “Até aqui, o ex-juiz está mostrando apetite e rumo”. Não é pouco para quem era considerado um principiante na política, especialmente quando comparado a outras alternativas de grande quilometragem eleitoral, como Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), por exemplo.

As declarações de Moro combinam contundência e sentido estratégico, algo difícil de ser encontrado na pasmaceira do “centro”.

ALVO PREFERENCIAL – O ex-juiz escolheu Jair Bolsonaro com alvo preferencial, mas sem deixar de polarizar com Lula (PT). E a forte reação do presidente indica que ele sentiu o baque.

“Percebi boas condições de convergências. Interesse comum em ajudar o País a ter uma alternativa em 2022 à polarização instalada”, disse Eduardo Leite (PSDB) ao Estadão após o encontro que manteve com Sérgio Moro, neste sábado, dia 4, em Porto Alegre.

Do lado do PT, apesar de avançadas, as conversas de Geraldo Alckmin com o pessoal do campo da esquerda estão longe de chegar a um acerto definitivo, diz um participante das negociações. O cenário está tão aberto que o ex-governador pode sair de aliado de Fernando Haddad no plano nacional para adversário do petista na disputa pelo governo do Estado.

MDB LANÇA SIMONE – Em Brasília, a direção do MDB prepara o lançamento da pré-candidatura presidencial da senadora Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, nesta quarta-feira, dia 8.

A decisão, porém, enfrenta muita resistência. O senador paraense Jader Barbalho, por exemplo, tem dito a interlocutores que o MDB poderá indicar o vice de Lula.

Nas bancada do Sul, no entanto, o nome do pré-candidato petista não pode nem ser citado entre os emedebistas, que são muito divididos.

7 thoughts on “Com apetite e rumo certo, Sérgio Moro vai se firmando como nova alternativa eleitoral

  1. Moro está hiper bem assessorado. Recursos não faltam. E a imprensa se esmera na produção do ventríloco. Até na escolha das fotos para as matérias, todas elogiosas.

  2. Gosto muito da senadora Simone Tebet de MS, mas, sua candidatura não tem a mínima chance de decolar. Simone e Dória são candidatos para perder. O MDB não está unido, por ser uma frente com variados interesses. Têm alas que apoiam Bolsonaro outra ala apoia Lula e os do meio não apoiam ninguém.
    Ulisses Guimarães sofreu com esse Partido, o maior do Brasil. Deixaram o Senhor Diretas morrer na praia, em último lugar. Foi traído de ponta a ponta pelo MDB. Vão fazer a mesma coisa com Simone, podem apostar.
    Quanto ao Dória, o atual governador de Sampa, que traiu Geraldo Alkimim, abandonando seu mentor político ao se abraçar na eleição de 2018 com Bolsonaro, com o slogan BolsoDoria, para vencer a disputa pelo governo de SP, ameaçado por França, o candidato do PSB.
    É uma pena o MDB mandar Simone para o sacrifício, e ficar quatro anos sem mandato. Simone deveria buscar a reeleição por MS, muito mais garantido.

    • Perfeita sua análise. Assim que Simone Tebet foi indicada pelo MDB. comentei aqui em casa, que ela era uma boa candidata, mas infelizmente está num partido que é um balaio de uma mistura heterogênica.
      Simone é da política, discursa bem, vai tirar votos de muitos candidatos, principalmente de Lula e Bolsonaro. Quem viver, verá

  3. Ricardo, data Vênia, mas, o atual governador de Minas, Romeu Zema é figura inexpressiva no canário político nacional.
    Talvez, nem consiga a reeleição. O povo mineiro não acostuma votar na novidade pela segunda vez.
    Será tragado pela polarização entre Bolsonaro e Lula. Terá chance, se colar em Moro.
    Ninguém comenta nada sobre Zema, um governo sem realizações. Perdeu a chance da sua vida, se equilibrando no muro.

  4. A trampa de 2018 se repete. Segundo os institutos de pesquisa a serviço do narco-socialismo, Bolsonaro perde para todo mundo.

    Em 2022 o eleitor brasileiro terá que escolher entre dois candidatos: o candidato da degeneração narco-socialista e o candidato contrário ao narco-socialismo.

    Apesar do ex-juiz Sérgio Moro não ser aliado de traficantes, parte significativa dos seus apoiadores o é (com destaque para a imprensa globalista). Está sendo usado para roubar algumas dezenas de votos do Presidente Bolsonaro, de modo a dar legitimidade à fraude eleitoral preparada pelos advogados do crime organizado no stf (supremo tribunal de filhos-da-puta).

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