Com apoio irrestrito de Lula, Centrais Sindicais querem parar o país quinta-feira.

Carlos Newton

O objetivo está cada vez mais claro. O título do movimento das Centrais Sindicais – “Dia Nacional de Luta e Mobilização” – já foi até alterado. Agora passou a ser “Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilização”, incluindo também paralisações de importantes categorias profissionais. Os metroviários de São Paulo, por exemplo, já se decidiram pela greve.

A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do Sindicato, no Tatuapé, com a presença de dirigentes das Centrais CSP-Conlutas, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical, Nova Central, CTB e CGTB.  Entidades como UNE e MST também apoiam.

“Votamos que os metroviários paralisam as atividades no dia 11. Temos uma pauta conjunta com o movimento”, ressaltou o secretário-geral do Sindicato e presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pasin. Ele destacou que na assembleia, as Centrais “passaram um quadro sobre a mobilização que está acontecendo em todas as categorias”.

“Nós metroviários também introduzimos questões das mobilizações da juventude, como a tarifa zero, somos contra as parcerias público-privada, concessões feitas pelos diversos níveis de governo que transferem lucro à iniciativa privada, e mais investimento no transporte sobre trilhos. Na pauta geral foi acrescentada a questão da correção da tabela do imposto de renda dos trabalhadores”, acrescentou Pasin.

CONTRA O GOVERNO

De acordo com o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), presidente da Força Sindical, entre os objetivos do movimento está “fazer uma forte crítica à política econômica do governo”. Entre as demandas, redução da jornada de trabalho, fim das demissões imotivadas (dispensa sem causa justa), maiores investimentos em saúde e educação e fim dos leilões de petróleo.

As manifestações marcadas para o dia 11 de julho visam reforçar a Pauta Trabalhista, que os sindicalistas querem que tenha seu andamento acelerado pelo governo e Congresso Nacional.

Detalhe importantíssimo: o ex-presidente Lula está apoiando esse megaprotesto contra o governo Dilma Rousseff. Há três semanas, ele se reuniu com os dirigentes de todas as Centrais Sindicais, UNE e MST, e deu sinal verde para a organização da manifestação em caráter nacional, conforme noticiamos aqui, com exclusividade. Acredite, se quiser.

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17 thoughts on “Com apoio irrestrito de Lula, Centrais Sindicais querem parar o país quinta-feira.

  1. Não consigo alcançar a intenção do Lula. Se Dilma é PT, ele que a colocou na presidência, se o mesmo continua no partido. Ou está aguardando dar algum golpe, e fechar o regime (o foro de São Paulo está ai) ou quer voltar como o salvador da pátria em 2014. Mas, se Dilma cair agora, como fica?

  2. O ex-presidente e as centrais sindicais querem retomar a dianteira/liderança das manifestações de rua que no mês anterior ficou com jovens anônimos de todas as idades.
    Voto pelos dois nas ruas: os colunáveis governistas e os anônimos. em locais diferentes, sem brigas, há espaço para todos. Liderança é ego/vaidade.

  3. A pelegada está certa. Agora o negócio é não perder a boca. Enquanto o PT estiver no governo a festa pode continuar. Então o negócio é botar a culpa toda em Dilma e acabar com ele.
    É muita malandragem.

    Quanto ao povo, este que fique como está.

    É assim que agem os salvadores que empunham a bandeira vermelha.
    Primeiro o pirão deles.

  4. A pelegada está certa. Agora o negócio é não perder a boca.
    Enquanto o PT estiver no governo a festa pode continuar.
    Então o negócio é botar a culpa toda em Dilma e acabar com ELA.

    É muita malandragem.

    Quanto ao povo, este que fique como está.

    É assim que agem os salvadores que empunham a bandeira vermelha.
    Primeiro o pirão deles.

  5. Postado na página http://www.facebook.com/valmor.stedile conforme segue: SÓ FALTA LULA FALAR – O jornalista Carlos Newton abre manchete na Tribuna da Imprensa desta segunda-feira – http://heliofernandes.com.br/?p=69192 – sobre questão que deve estar causando dissabores no plano político central, em Brasília: “Com apoio irrestrito de Lula, Centrais Sindicais querem parar o país quinta-feira”. Afinal, qual o interesse de Lula ao engrossar o “Dia Nacional de Luta com Greves e Mobilização”, previsto para 11 de julho, se o objetivo principal do movimento é fazer forte crítica à política econômica do governo?

  6. Nilda Paula, desde a operação Porto Seguro o conflito entre Dilma e Lula é notícia velha para os leitores desta tribuna. Dê uma olhada nos artigos anteriores sobre esse caso, que você vai ver.

    Pesquise os mais antigos ainda e você vai ter uma idéia da cara de pau de um sujeito que convoca uma greve geral contra tudo o que ele mesmo ajudou a implantar quando estava no poder.

  7. O fetiche do “mascate transacional” é a defesa do seu legado, suposto legado de benfeitorias, porém o que restou foi aposentados chafurdados em empréstimos consignados garantindo o lucro dos banqueiros e os que para completar sua parca aposentadoria voltaram ao trabalho são garfados pelo leão. Enquanto isso, as montadoras e outros amigos do rei recebem polpudos benefícios tributários e empréstimos subsidiados.
    Esse é o verdadeiro legado.

  8. Queria assistir Lula em cima de um palanque nas capitais para fazer discurso. O Pt lembra a antiga Arena que dominava os grotões do país. A pelegada (CUT, Força sindical, Une …) está assanhada para tomar conta dos movimentos nas ruas. Lula pode até ganhar novamente a presidência apoiado pelos grotões e bolsa família, mas não termina o governo. Já falam na volta do Palocci (ministro da fazenda) ao governo da Dilma – vai ser mais desmoralização para a Dilma e será um fator determinante para novas manifestações. Palocci está mais que provado que é um delinqüente.

  9. Vejo as reivindicações sindicalistas contemplando redução de jornada de trabalho e fim de demissões imotivadas como situações que envolvem produtividade, manutenção do emprego e competitividade das empresas, ou seja, relações entre patronato e sindicatos e, portanto específicas do mercado de trabalho.
    A agenda da população é muito mais ampla contemplando reformas estruturais e, portanto abrangentes visando colocar o país no rumo certo em beneficio de toda a população.
    No que tange às PPP e leilões de petróleo qual o problema de recorrer a capitais privados quando o Estado não tem poupança para financiar o investimento? Dependendo do projeto o estado perde feio para a iniciativa privada em eficiência e tecnologia.
    Em síntese, a agenda do sindicalista diverge bastante da pauta de interesses da população de modo que este movimento do dia 11 de julho parece no mínimo inoportuno, mas tem o apoio de Lula, vai entender!

  10. Pingback: Com apoio irrestrito de Lula, centrais sindicais querem parar o país quinta-feira! | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões

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