Com o registro do PPL, o Brasil passa a ter 29 partidos. É um exagero democrático, não há dúvida.

Carlos Newton

Além do PSD do prefeito paulistano Gilberto Kassab, mais um partido poderá disputar as eleições municipais de 2012: o PPL (Partido Pátria Livre). Seu registro foi deferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último dia 4, quando faltavam apenas três dias para se encerrar o prazo relativo à criação de novos partidos que quisessem disputar a sucessão municipal no próximo ano.

“Foram quase três anos de campanha de coleta de assinaturas para a obtenção do registro, o que gerou um volume de mais de 1,2 milhão de assinaturas, em 22 unidades da federação, até o mês de agosto, quando foi protocolado o pedido junto ao TSE”, comemorou o presidente do Diretório Estadual do PPL-CE, André Ramos.

Como o PPL é o 29º partido com registro na Justiça Eleitoral, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, fez um comentário crítico sobre o sistema político-partidário brasileiro. “Estamos indo além do pluripartidarismo, estamos ingressando no hiperpartidarismo. É uma novidade que criamos no Brasil”, disse Lewandowski.

Esse exagero faz parte das liberdades democráticas e não deve ser criticado. É melhor ter partidos políticos em excesso do que haver escassez de partidos políticos, não é mesmo?

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