Com quase 130 mil óbitos, Bolsonaro diz que o Brasil está “praticamente vencendo” a pandemia

Bolsonaro debocha diariamente do sofrimento da população

Deu no G1

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, dia 11, em evento na Bahia, que o país está “praticamente vencendo” a pandemia da Covid-19.

“Estamos praticamente vencendo a pandemia, o governo fez tudo para que os efeitos negativos da mesma fossem minimizados. Quer seja com auxilio emergencial, que atingiu 65 milhões de pessoas, quer seja auxílio a micro e pequenas empresas, com crédito. Ou seja, investindo também massivamente meios e recursos para que governadores e prefeitos não faltassem na saúde para atender os infectados”, afirmou o presidente.

O Brasil tem 129.865 mortos por coronavírus e, desde o início do de setembro, vem registrando quedas na média móvel de novas mortes diárias. O último balanço do consórcio de veículos de imprensa, divulgado às 20h de quinta-feira, dia 10, indicou que o país registra, em média, 692 mortes por dia. O número representa uma queda de 21% num intervalo de 14 dias.

CAUTELA – Mas, para especialistas, os dados devem ser observados com cautela. Para eles, ainda não é possível dizer que essa é a tendência da pandemia no país. No segundo trimestre de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 9,7% e, para economistas, o tombo seria ainda maior sem o auxílio emergencial mencionado pelo presidente. Ainda assim, o consumo das famílias – principal motor da economia – caiu 12,5%.

Já os recursos para empreendedores dão sinais de esgotamento. Um levantamento do G1 mostra que a maioria dos bancos já não tem recursos disponíveis do Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), lançado em 31 de agosto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
Durante meses Bolsonaro demonstrou como não agir diante de uma crise sanitária. Fez tudo o que não podia, receitou remédios sem comprovação e fez questão de incentivar milhares de pessoas a seguirem para o mesmo caminho da roleta russa pandêmica. Não satisfeito, tenta tomar as rédeas do tempo, e se coloca como salvador da pátria diante de uma vitória que ainda não tem dia ou hora para ocorrer. A mentira presidencial é o reflexo do escárnio diário ao qual a população se submete após ter eleito um político sem preparo, respeito ou detentor de mais de dois neurônios. Lastimável. (Marcelo Copelli)

24 thoughts on “Com quase 130 mil óbitos, Bolsonaro diz que o Brasil está “praticamente vencendo” a pandemia

  1. Vencer a pandemia, não sei, mas conquistar lugares no pódio, com certeza.
    Depois de superar Itália e Estados Unidos no índice de mortos por milhão, ultrapassamos o Reino Unido…este é um país que vai prá frente!

  2. Interessante como muitos bipolares vêem todos os dias na TV pessoas que nem sabemos quem são fazendo propaganda de remédios para todos os fins, com a advertência ao final: “Se os problemas persistirem, procure um médico”.

    Pelo menos os bipolares poderiam postar matéria condenando estas propagandas, mas isso não dá dinheiro nem dividendos cor de rosa, não é mesmo ?

    • Não basta os ‘bipolares’ postarem matéria condenando ‘estas propagandas’.
      Falta ação do Governo Federal, através de seus ministérios, fiscalizando e punindo os autores dessa propaganda enganosa.
      Quando o erro vem de cima É DIFÍCIL TER CONSERTO.

  3. Copelli, a tua credibilidade se dilui quando afirmas coisas que os médicos BRASILEIROS estão fazendo com sucesso e sabes ser verdade ao dizeres,….receitou remédios sem comprovação.
    Seja jornalista e não militante.
    O povo prefere estar vivo empiricamente do que morrer cientificamente!
    Sei que entendes.

  4. O Brasil está se saindo muito bem – em tudo! Levando em conta o presidente que temos.
    Fosse outro o presidente, preparado para os encargos da função, estaríamos testando nossa própria vacina, teríamos um médico no Min da Saúde, não seria esse Deus me acude pra sobreviver com rachadinhas e 300 miseráveis tostões.
    Mas tal qual o covid19, o virus jair18 vai um dia sumir. Para o bem de todos e a felicidade geral da nação um outro com integridade irá assumir para dirigir a pobre nação.

    • Se é pra fazer estatística de pessoas curadas, faz, também, de pessoas mortas por falta de leito de UTI, outras mortas por falta de respirador, outras que morreram em casa porque foram mandadas de volta, enfim, o estatístico tem um prato cheio de opões.

      • Verdade, governadores e prefeitos, deixaram muito a desejar nessas áreas, o STF tirou essa responsabilidade do presidente.

        Até agora não entendi porque fizeram hospitais de campanha e não usaram. Milhões de reais jogados no lixo.

  5. A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º de setembro, um projeto de lei que dobra a pena para pessoas condenadas por casos de corrupção envolvendo recursos destinados ao enfrentamento da pandemia.

    Apesar de ter sido aprovado com ampla maioria, por 421 a 64, o Projeto de Lei sofreu resistências.

    Os parlamentares do PT, PSOL e PCdoB votaram em bloco contra a medida.

  6. A quantidade inexplicável e injustificável de 131 mil mortos no dia de hoje, vitimados pela pandemia no Brasil, merece uma discussão à altura, menos que seja misturada à política.

    A causa não é o comportamento de Bolsonaro, o enfoque que deu ao vírus inicialmente, a falta de respiradores e até máscaras que tivemos, não.

    A causa desse número de vítimas fatais advém da incompetência dos executivos nacionais, que mesclaram suas atuações em defesa “da vida do povo” através de medidas que os levassem aos holofotes da mídia, e aproveitassem para divulgar as suas falsas preocupações com a vida de cada cidadão.

    Planalto, palácios de governos, prefeituras, agiram como aproveitadores, aves de rapina, que se alimentaram dos corpos dos pacientes que tombaram pela letalidade do COVID-19, onde cada prefeito, governador e até o presidente, almejavam se notabilizar pelas medidas levadas a efeito.

    Se prefeitos e governadores decidiam pelo funcionamento do comércio e indústria, escolas e repartições públicas, jamais apresentaram planos de auxílio às populações carentes, e que sofreriam muito mais com a pandemia.

    Se Bolsonaro apenas classificou o coronavírus como gripezinha, e alcançou 600 reais para cada pessoa – que puderam se inscrever, pois milhões ficaram de fora desse benefício -, da mesma forma nunca se preocupou ou apresentou qualquer plano de recuperação após a pandemia!

    Bom, se o vice-presidente teve a audácia, a ousadia, ao afirmar que os 600,00 reais estavam alimentando mais o povo, e permitindo reformas em suas “casas”. temos o quadro caótico que os governos deixaram por incompetência no tratamento ao vírus.

    Basta eu escrever que até agora Bolsonaro tem um ministro da Saúde provisório, e general do Exército, um senhor que entende tanto de saúde pública quanto a primeira-dama conhece tanque de guerra!

    Agora, preciso ser justo e verdadeiro:
    na onda do desprezo pela pandemia que Bolsonaro se notabilizou, milhões o seguiram nesse seu descuido irresponsável, e contribuíram para esse número absurdo de vítimas fatais.

    Os americanos até segunda-feira batem 200 mil mortos; nós, brasileiros, até o fim deste mês deveremos chegar a 150 mil vítimas fatais.

    O México já tem 70 mil mortos.
    Os três países que apresentam a maior quantidade de óbitos no mundo foram as nações que mais divulgaram o uso da cloroquina, curiosamente!

    As demais, que contabilizam muito menos mortos, não colocaram nos protocolos de tratamento do COVID-19 a droga milagrosa, na ótica de Bolsonaro!

    Assim como o Batista Filho, aplaudo a nota de redação escrita por Copelli.

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