Comandante do Exército já vê risco de crise social no país

Villas Boas

Comandante fez as afirmações através de videoconferência

Rodrigo Vizeu
Folha

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse ver risco de a atual crise virar uma “crise social” que afetaria a estabilidade do país, o que, segundo ele, diria respeito às Forças Armadas. “Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade”, afirmou.

O militar prosseguiu: “E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos, porque passa a nos dizer respeito diretamente”.

VIDEOCONFERÊNCIA

Villas Bôas deu as declarações em inédita videoconferência para 2.000 oficiais temporários da reserva, os R2, que se prepararam durante o serviço militar, mas não seguiram carreira.

A conversa, com transmissão para oito comandos pelo país e cujos trechos circulam na internet, foi aberta a perguntas e teve a presença, por exemplo, do ex-governador Roberto Magalhães (DEM-PE), saudado pelo general.

O militar, que foi escolhido para o comando do Exército pela presidente Dilma Rousseff no início deste ano e já afastou intervenção militar em outras declarações, disse não ver uma crise institucional e que as instituições funcionam, dando como exemplo a reprovação das contas da petista pelo Tribunal de Contas da União.

“Dispensa a sociedade de ser tutelada. Não são necessários atalhos nos caminhos para chegar ao bom termo.”

DEFESA DA PÁTRIA

Questionado pela Folha sobre o significado de eventual crise social dizer respeito ao Exército, a instituição citou artigo da Constituição que afirma que as Forças Armadas “destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, sob autoridade presidencial.

“Foi com o pensamento de legalidade, de estabilidade e de legitimidade que o comandante do Exército se referiu”, disse em nota.

Segundo o Exército, que tem desenvolvido projeto recente de reaproximação com reservistas, a única intenção [do evento] foi manter o contato com ex-companheiros”.

O presidente do conselho de R2, Sérgio Monteiro, terminou assim nota publicada após a palestra: “Os tenentes estão de volta, prontos! Dê-nos a missão!”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo se dizia antigamente, é aí que mora o perigo. (C.N.)

10 thoughts on “Comandante do Exército já vê risco de crise social no país

  1. Parece que eu estou vendo uma luz no fim túnel.
    Vamos para frente comandante.O Brasil precisa colocar suas instituições nos eixos.
    A interferência do STF sobre as prerrogativas inerentes ao legislativo, nada mais foi do que um golpe de estado. Que pensar diferente é cúmplice dessa gente repugnante, que querem mandar no Brasil a vida toda.
    Avante comandante!, o povo decente do Brasil está contigo.

  2. Qualquer nação que se preze tem suas Forças Armadas como garantidora da órdem. Não é a toa que nossas FFAA estão no topo como a instituição mais bem avaliada pela população, muito acima dos partidos políticos.

  3. O comandante do Exército brasileiro outro dia elogiou e deu boas vindas para o novo Ministro da Defesa, senhor Aldo Rabelo, que todos sabem é do Partido Comunista do Brasil. Será que eles Cmtes da Marinha Exército e Aeronáutica acham que esta gente que governa o Brasil atualmente respeitam o Povo Brasileiro e as instituições democráticas brasileiras? Muito estranho ficar dando boas vindas a quem toma partido de ideologias que nunca foram bem aceitas no Brasil, porque seu povo assim não as querem.

  4. Enquanto isso:

    FORÇAS ARMADAS GRAVAM VÍDEOS A FAVOR DA PRESIDENTE

    Os comandantes das Forças Armadas gravaram vídeos que estão mostrados na web se declarando em apoio ao governo.
    Se alguém mandou que fizessem a gravação elogiando o comunista Aldo Rebelo e assim o fizeram, então temos pela primeira vez na história do Brasil militares que apoiam o comunismo.
    (blog do James Akel)

  5. Caro José,

    Grande parte da maneira de pensar atual do Aldo Rebelo, no que diz respeito ao país, está em acordo com os militares, principalmente quando o assunto é referente ao FATIAMENTO do país em reservas indígenas, ao pseudoecologismo e ao agronegócio.

    “ALDO REBELO: O CÓDIGO FLORESTAL E A QUINTA COLUNA
    Conta a lenda que ao cercar Madri durante a Guerra Civil Espanhola o general Emilio Mola Vidal ao ser questionado sobre qual das quatro colunas que comandava entraria primeiro na cidade sitiada, respondeu: -A quinta coluna!
    Mola referia-se aos seus agentes infiltrados entre a resistência.

    Por Aldo Rebelo
    Durante a Segunda Guerra Mundial a expressão tornou-se sinônimo de ações contra o esforço aliado na luta para derrotar o eixo nazi-fascista. A quinta coluna disseminava boatos, procurava enfraquecer e neutralizar a vontade da resistência e desmoralizar a reação contra o inimigo.
    Após a votação do Código Florestal, no último dia 24, um restaurante de Brasília acolheu os principais “cabeças” das ONGs internacionais para um jantar que avançou madrugada adentro. A Câmara acabara aprovar por 410 x 63 votos o relatório do Código Florestal e derrotara de forma avassaladora a tentativa do grupo de pressão externo de impedir a decisão sobre a matéria. O ambiente era de consternação pela derrota, mas ali nascia a tática da quinta coluna moderna para pressionar o Senado e o governo contra a agricultura e os agricultores brasileiros. Os agentes internacionais recorreriam à mídia estrangeira e espalhariam internamente a ideia de que o Código “anistia” desmatadores e permite novos desmatamentos.

    QUINTA COLUNA ESTRANGEIRA INFILTRADA NA IMPRENSA NACIONAL
    A sucessão dos fatos ilumina o caminho trilhado pelos conspiradores de botequim. No último domingo o ESTADO DE SÃO PAULO abriu uma página para reportagem assinada pelas jornalistas Afra Balazina e Andrea Vialli com a seguinte manchete: “Novo Código permite desmatar mata nativa em área equivalente ao Paraná”. Não há, no próprio texto da reportagem, uma informação sequer que confirme o título da matéria. É evidente que o projeto votado na Câmara não autoriza desmatamento algum. O que se discute é se dois milhões de proprietários que ocupam áreas de preservação permanente (margem de rio, encostas, morros) devem ser expulsos de suas terras ou em que proporção podem continuar cultivando como fazem há séculos no Brasil, à semelhança de seus congêneres em todo mundo.
    No jornal O GLOBO, texto assinado por Cleide Carvalho procura associar o desmatamento no Mato Grosso ao debate sobre o Código Florestal e as ONGs espalham por seus contatos na mídia a existência de relação entre o assassínio de camponeses na Amazônia e a votação da lei na Câmara dos Deputados.
    O GUARDIAN de Londres publica artigo de um dos chefetes do Greenpeace com ameaças ao Brasil pela votação do Código Florestal. Tratam-nos como um enclave colonial carente das lições civilizatórias do império.
    As ONGs internacionais consideram toda a área ocupada pela agropecuária no Brasil passivo ambiental que deve ser convertido em floresta. Acham razoável que milhões de agricultores sejam obrigados a arrancar lavoura e capim e plantar vegetação nativa em seu lugar, em um país que mantém mais de 60% de seu território de áreas verdes.
    A “anistia” atribuída ao relatório não é explicada pelos que a denunciam, nem a explicação é cobrada pela imprensa. Apenas divulgam que estão “anistiados” os que desmataram até 2008.

    QUEM DESMATOU ATÉ 2008? Os que plantaram as primeiras mudas de cana no Nordeste e em São Paulo na época das capitanias hereditárias? Os primeiros cafeicultores do Pará, Rio de Janeiro e São Paulo no século XVIII? Os colonos convocados pelo governo de Getúlio Vargas para cultivar o Mato Grosso? Os gaúchos e nordestinos levados pelos governos militares para expandir a fronteira agrícola na Amazônia? Os assentados do Incra que receberam suas terras e só tinham acesso ao título de propriedade depois do desmatamento?
    É importante destacar que pela legislação em vigor são todos “criminosos” ambientais submetidos ao vexame das multas e autuações do Ministério Público e dos órgãos de fiscalização. Envolvidos na teia de “ilegalidade” estão quase 100% dos agricultores do País por não terem a Reserva Legal que a lei não previa ou mata ciliar que a legislação de 1965 estabelecia de cinco a 100 metros e na década de 1980 foi alterada para 30 até 500 metros.
    Reconhecendo o absurdo da situação, o próprio governo em decreto assinado pelo presidente Lula e pelo ministro Carlos Minc suspendeu as multas em decorrência da exigência “legal”, cujo prazo expira em 11 de junho e que provavelmente será re-editado pela presidente Dilma.

    O GOVERNO E O PAÍS ESTÃO SOB INTENSA PRESSÃO DA DESINFORMAÇÃO E DA MENTIRA. A agricultura e os agricultores brasileiros tornaram-se invisíveis no Palácio do Planalto. Não sei se quando incorporou à delegação da viagem à China os suinocultores brasileiros em busca de mercado no gigante asiático a presidente tinha consciência de que quase toda a produção de suínos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná está na ilegalidade por encontrar-se em área de preservação permanente.
    A Câmara dos Deputados, por grande maioria, mostrou estar atenta aos interesses da preservação ambiental e da agricultura, votando uma proposta que foi aceita por um dos lados, mas rejeitada por aqueles que desconhecem ou precisam desconhecer a realidade do campo brasileiro. O Senado tem agora grande responsabilidade e o governo brasileiro precisa decidir se protege a agricultura do País ou se capitulará diante das pressões externas que em nome do meio ambiente sabotam o bem-estar do nosso povo e a economia nacional.”

    Matéria Publicado nosite do PC do B, 30 de maio de 2011

  6. Caro Carlos Newton, contrariamente à sua interpretação de que “Aí é que mora o perigo”, a bem da verdade e na realidade, muito mais que provavelmente (já quase na plena convicção de CERTEZA) talvez seja “Aí que resida a SOLUÇÃO!” Basta lembrar que foi o tão vilipendiado REGIME Militar de 21 anos (de 64 a 85) que conseguiu transformar nossa economia até então na rabeira da mundial, para a 14a!

  7. Como pior do que está, irá certamente ficar, se nada for feito para retirar esses delinquentes totalitários que se encastelaram em Brasília, . . . e como tradicionalmente nossas FFAAs apresentam raízes democráticas e patrióticas, certamente a solução para essa bolivarização patrimonialista gramscista, terá de passar pela gestão da categoria. E quanto mais cedo melhor. O tempo está urgindo!

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