Comentarista conta detalhes sobre a escolha de Carlos Lupi para o ministério, representando o PDT.

Antonio Santos Aquino

Quando Lupi foi escolhido pela Executiva do partido para ser o candidato a ministro (teria que ser aceito por Lula), ficou uma interrogação na cabeça de Miro Teixeira. Por que foi preterido? Qual o argumento que prevaleceu?

A justificativa foi de que Miro, para não ser expulso por Brizola do PDT, tinha saido e se filiado ao PT. Depois, com a morte de Brizola, voltou ao partido. Esta foi a razão de não ter sido escolhido.

A escolha ficou então entre Lupi e Manoel Dias, secretário do PDT; Lupi foi escolhido. Logo a seguir apareceu nas instâncias do governo a denúncia, não da imprensa, de que os diplomas de Lupi eram fajutos. Diziam também que Lupi era mal casado (corno) e homossexual. O governo naturalmente mandou ver nos colégios se os diplomas apresentados por Lupi eram verdadeiros. Aproveitaram para vasculhar sua vida pessoal; as denúncias não se confirmaram. Nem os diplomas eram fajutos e nem Lupi era homossexual ou corno.

Veio o segundo capítulo: Lupi queria assumir o Ministério do Trabalho sem deixar a presidência do PDT, acumulando os dois cargos. Querendo manter um pé de apoio, pela incógnita do cargo de ministro, “endureceu” dizendo que não abandonaria a presidência do PDT; fez até uma bravata. Lula já tinha pensado em “desnomeá-lo”, mas preferiu mandá-lo conversar com o ministro Sepulveda Pertence, presidente do Conselho de Ética.

 O ministro foi taxativo: o senhor não pode permanecer ministro sendo presidente de partido. Sugeriu então que ele se licenciasse. Assim foi feito. Algum tempo depois estoura uma denúcia sobre o Paulinho da Força Sindical, e falavam alguma coisa sobre o Lupi.

Casualmente, passo no partido e encontro na entrada o ministro Lupi. Ao me ver, fala comigo e aproveito para dizer-lhe na frente de uns três companheiros: “Lupi acho você muito ingênuo para lidar com essa gente, cuidado que vão botar muitas cascas de banana no teu caminho. E, se você escorregar, vais levar junto o partido”.

Lupi não gostou e respondeu: “Você fala isso porque é radical, mas a política na prática não é como você pensa”.

Depois lhe escrevi carta fazendo alerta sobre o que falavam aqui no Rio de Janeiro, sugerindo algumas atitudes, e dei até um “conselho privado”. No dia 13/10/2011, Lupi veio a uma reunião no partido e falou rapidamnte comigo dizendo: “Li tua carta, mas não fica impressionado, porque a política é assim. Nem sempre o que falam é verdade. Eu estou firme”.

O terceiro capítulo é o que a mídia está escancarando. Só falta o epílogo. Façam apostas, senhores.

 

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