Comissão da Câmara convoca ministro Braga Netto para explicar suposta ameaças às eleições

Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Braga Netto tinha sido “convidado”, agora foi “convocado”

Luiz Felipe Barbiéri
G1 — Brasília

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara aprovou nesta terça-feira (3) um requerimento de convocação para que o ministro da Defesa, Braga Netto, esclareça o conteúdo de uma reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo”, que atribui a ele uma ameaça à realização das eleições de 2022. O ministro negou que tenha feito a ameaça.

A reportagem informou que Braga Netto teria enviado um recado ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), no dia 8 de julho, dizendo que, se não for aprovado o voto impresso e “auditável”, não haverá eleições em 2022.

PRINCIPAIS CAUSAS O voto impresso é uma das principais causas defendidas atualmente pelo presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

Braga Netto nega ter condicionado as eleições de 2022 ao voto impresso; autoridades dos Três Poderes reagem

O requerimento para a convocação de Braga Netto, de autoria do deputado Rogério Correia (PT-MG), foi aprovado por 15 votos a 7 na comissão. O ministro deve comparecer ao colegiado no dia 17 de agosto.

Na justificativa para apresentação do pedido, o parlamentar afirmou que “a suposta ameaça, se confirmada, se constitui em grave crime praticado contra o sistema democrático”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O texto fala em convocação. Ou seja, o ministro é obrigado a comparecer. Parece uma provocação, e é mesmo. Não era necessária a convocação. O ministro já recebeu e aceitou convite de outra comissão, e o depoimento já está marcado. Chama-se a isso “chover no moilhado”. (C.N.)

13 thoughts on “Comissão da Câmara convoca ministro Braga Netto para explicar suposta ameaças às eleições

  1. Uai, o “seu” Bragga, militar da reserva (como eu sou carpinteiro aposentado), tem que se submeter ás leis como todos nós. Não é porque um cidadão é baixinho e idoso que desfruta de privilégios especiais – todos nós perante a lei somos iguais.

  2. É tudo fogo de palha. Cão que ladra não morde.
    São declarações para agradar o chefe. Nada mais.
    Lembram do Collor? Também tinha seus fanáticos. Ao final foi abandonado e parecia até que ninguém tinha votado nele!

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