Como dizia Einstein, Deus não se importa em ser chamado de coincidência.

Carlos Newton

Diz o velho ditado que não se deve discutir política, religião e futebol. Aqui no Blog não se faz outra coisa, embora o futebol hoje esteja por baixo, desde a licença (digamos assim) do mestre Helio Fernandes. Na semana passada publicamos um artigo do Paulo Sólon, que deu o que falar e continua tendo repercussão. Como se sabe, Sólon não acredita em Deus e abomina as religiões, atribuindo a elas grande parte das mazelas humanas.

Respeito muito a opinião de Sólon, ele tem razão em praticamente tudo que diz. Eu quando jovem também fui materialista, recusei-me a fazer a primeira comunhão na Igreja Católica, não é difícil deixar de acreditar em Deus, sobretudo quando é visto como um juiz imperfeito, que deixa acontecerem coisas ruins a pessoas boas, enquanto há pessoas ruins que vivem numa boa.

Esses paradoxos são inaceitáveis, e o maior desafio à religiosidade é justamente a injustiça que caracteriza a vida de todos, podemos até chegar a esse exagero. Portanto, entendo por que o nordestino faz o sinal da cruz três vezes seguidas. É para dizer: “Creio; não creio; creio”. Eu me sinto assim, às vezes.

Com o passar do tempo, fui refluindo para uma religiosidade crítica. Quando trabalhava perto da catedral metropolitana, aqui no Rio, me acostumei a entrar lá e ficar meditando naquele templo enorme, onde eu ficava praticamente sozinho, era como se a catedral me pertencesse. Mas de repente chegava uma horda de turistas, filmando e fotografando tudo, meu sossego espiritual ia para o espaço e eu voltava à minha insignificância.

Passei a me interessar por outras religiões, especialmente o espiritismo, que inclui ensinamentos valiosos, comecei a pesquisar os fenômenos psíquicos, a premonição, a telepatia (sem qual os submarinos perdem o contato com a base, quando estão sob a calota polar), a hipnose, a regressão, a chamada vida após a vida (ou fenômeno quase morte) e as evidências de reencarnação.

Tudo isso é interessantíssimo. Tem a ver com ciência e com religião. Certa vez, desafiei num programa da TV Manchete um grande hipnoterapeuta, chamado Paulo Renaud, por ele afirmar que curava doença do pânico, gagueira e medo de elevador, coisas assim. Passei um mês inteiro procurando um supergago, até que achei, em outra emissora, a TVE, e a equipe da TV Manchete o levou ao consultório de Renaud.

Numa sessão de hipnose que durou apenas 25 minutos, Renauld regrediu e curou o “Gaguinho”, um dos mais conhecidos operadores de áudio do Rio. Na exibição desse programa, a audiência foi recorde, todos choravam, eu também. Lembro que o então senador Teotônio Vilela Filho ligou de Brasília, os telefones da TV não paravam. Anos depois, vi Paulo Renaud ser chamado de charlatão por uma fonoterapeuta, no programa “Sem Censura”. Fiquei com muita vergonha, porque eu também não acreditava nele e minha intenção era desmoralizá-lo em público. Quinze anos depois, “Gaguinho” deixou de ser gago, mas não perdeu o apelido. O único amigo que o chama de Fernando sou eu.

Na minha opinião, as pessoas inteligentes que não são religiosas não devem ficar com a alma encarcerada, precisam estar abertas a novas experiências. Os fenômenos paranormais, por exemplo, são altamente desafiadores. Existe o caso de uma jovem americana que lembrava ter tido vários filhos na Inglaterra, na vida anterior. Ela sabia os nomes deles, a cidade onde viviam. Escreveu para eles e foi ridicularizada. Não teve dúvidas, pegou um avião e viajou para lá. Contou tudo que sabia sobre eles, foi um espanto, é claro. Hollywood fez um filme muito interessante a respeito desse fenômeno de “dejá vu”, que tem um significado importante, não há dúvida. Outros fenômenos, como a vida após a vida, também são apaixonantes, quando a gente se dedica a estudá-los. Hollywood também costuma abordar o tema, mostrando a paz que o quase morto sente, ao observar a equipe médica tentando ressuscitá-lo.

Como dizia Shakespeare, há muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõe a nossa vã filosofia. E outro gigante da Humanidade, o judeu Albert Einstein, o maior cientista de todos os tempos, que tinha tudo para descrer, nos legou um ensinamento definitivo. “Deus não se importa de ser chamado de coincidência”. Mas no final, sabemos que tudo é relativo. O mais importante não é ser religioso, mas ser uma pessoa de bem.

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3 thoughts on “Como dizia Einstein, Deus não se importa em ser chamado de coincidência.

  1. Prezado Carlos Newton. Fiz hipnoterapia com Carlos Renaud para parar de fumar . Lá se foram dez anos e não encontro o tel dele ou qualquer meio de comunicação na minha agenda antiga.
    Tenho amigos que querem fazer o tratamento com ele.
    Será que você tem um meio de se comunicar com ele e fornecer meu email para contato?

    Att

    Rosangela Casemiro

    • Rosangela, os telefones que eu tenho do Paulo Renaud são os seguintes: 2493-8768, 2493-7256 e 2493-5622. Procure também a Associação Brasileira de Hipnose Ética.

      Abs.

      CN

  2. Eu gostaria imensamente de agradecer o trabalho de hipnose que o senhor Paulo Renault fez. Realmente incrível, agora estar dirigindo sem nenhum medo ou pânico, eu que frequentei tantas escolas para habilitados e não conseguia sequer sair de casa sozinha com meu carro. Depois de uma única sessão. Hoje me encontro curada indo pra todo lugar e inclusive viajando para outros estados de carro sozinha. DR. EU NAO SEI COMO AGRADECER AO SENHOR. EU QUE NAO TINHA MAIS ESPERANÇAS DE DIRIGIR. AGORA sou dona da minha liberdade e isso não tem preço. Minha eterna gratidão.

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