Compra de uma casa no Lago por preço ínfimo volta a ser usada para atacar o governador Agnelo Queiroz.

Carlos Newton

A compra de uma casa no Lago Sul (bairro mais nobre de Brasília) pelo atual governador do Distrito Federal, em 2007, é trazida novamente à baila, desta vez pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR). Na época, houve denúncias de que Agnelo, que era apenas servidor público, não teria recursos para comprar uma casa no Lago, e a venda foi feita por preço ínfimo. Aqui mesmo no Blog da Tribuna o assunto foi tratado por Helio Fernandes.

Segundo Francischini, a casa no Lago Sul (bairro nobre de Brasília) foi vendida pelo empresário Glauco Santos por R$ 400 mil a Agnelo em março de 2007. Em outubro, Agnelo foi nomeado diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) e autorizou o funcionamento de uma importadora de medicamentos criada pelo empresário que lhe vendera a casa.

O deputado diz que em abril de 2008, como diretor da Anvisa, Agnelo liberou o funcionamento da Saúde Import, do mesmo Glauco, em um processo que durou apenas dois meses. A documentação sobre o caso foi exibida na Câmara por Francischini. “Um clássico caso de tráfico de influência: uma casa num setor de mansões em Brasília não vale isso”, disse.

Em nota, a assessoria de Agnelo acusou o deputado de “repassar informações inverídicas à imprensa, agindo de má-fé”. Segundo a nota, Agnelo “repudia qualquer vinculação de favorecimento a qualquer empresa”.

Como se vê, as denúncias contra Agnelo Queiroz (ex-PCdoB, hoje PT) estão se avolumando, não somente com relação à sua passagem pela Anvisa, mas também no ministério do Esporte, como antecessor de Orlando Silva, que era secretário-geral da pasta na gestão de Agnelo. Hoje, ambos respondem a processos sobre irregularidades cometidas no ministério.

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