Confirmado: o Ministério do Trabalho jamais apurou os escândalos das ONGs.

Carlos Newton

Depois do novo escândalo da Operação Esopo, desfechada pela Polícia Federal no prédio do Ministério do Trabalho e Emprego, causando a demissão do secretário-geral, que vem a ser o vice-ministro e administrador da pasta, surge uma notícia surpreendente.

O site Repórter Sindical, que leio diariamente, revela que o ministro do Trabalho, Manoel Dias, reuniu quarta-feira todo o seu secretariado, para anunciar medidas que vão nortear a execução das políticas do Ministério em relação aos contratos e convênios realizados pelas secretarias.

Manoel Dias anunciou a criação imediata de uma Comissão Técnica que, em regime de mutirão, vai analisar todos os convênios da pasta nos últimos anos. As prioridades serão os convênios alvos de investigação pela Polícia Federal e aqueles sob análise dos órgãos de auditoria (TCU, CGU e MPU). A portaria foi publicada na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União, e o grupo será composto por 22 servidores do Ministério. Amanhã, haverá a primeira reunião do grupo do “mutirão”.

Engraçado, eu achava que essa providência de analisar todos os convênios do Ministério do Trabalho já havia sido tomada desde os tempos do ministro Carlos Lupi, mas parece que eu estava enganado. Eles realmente não tinham apurado nada…

 

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6 thoughts on “Confirmado: o Ministério do Trabalho jamais apurou os escândalos das ONGs.

  1. Sr. Newton,parabéns,Brizola deu “cobertura a quem não devia”, foi ministro do trabalho,saiu pela porta do fundos, virou dono do partido, passando a ser o “reizinho”, dando cobertura à corrupção, traiu e continua traindo. Infelizmente os descendentes de Brizola estão “batendo cabeça”.
    Chego à conclusão: Os Poderes no País, estão na podridão!! A cada dia que passa, a Mídia,apresenta mais um “tumor canceroso”.
    Milhões roubados, que terminará em PIZZA!, o Mensalão não nos deixa mentir.

  2. Newton, se o ministro do trabalho encaminha a CGU, TCU e MPU pedido de controle e um desses orgãos responde que quem tem que fazer a primeira fiscalização é MTE, tudo registrado pela mídia o que devemos pensar? Que no mínimo deviam retornar ao MTE dizendo: Primeiro os senhores averíguem ou fiscalizem . Depois então voltem ao CGU. Ou deixar engavetado o pedido? Se não acontecer nada está tudo bem. Se estourar qualquer desonestidade dizer. Primeiro teriam de investigar; no segundo momento a CGU entraria na investigação. Pergunta infantil? O MTE é orgão investigativo? Bandalheiras, crimes, desvios, corrupções minuto a minuto são publicadas em toda à mídia. O espanto é nenhum. Quando aparece um crime que não atinge a cúpula do MTE é um espanto e alarido ensurdecedor. A primeira coisa é arrancar o Brizola do túmulo para vilipendiar o cadáver. Vamos esperar para ver quem vai para cadeia.

  3. Belo Horizonte (12.09.2013) — Ex-prefeitos de cidades mineiras presos pela Operação Esopo, da Polícia Federal, apontaram o deputado federal Ademir Camilo (PSD-MG) como intermediário de verbas do ProJovem, liberadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e direcionadas para municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha, onde o parlamentar foi votado. O programa é uma das maiores fontes de recursos sob suspeita de desvio para a organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Instituto Mundial de Desenvolvimento e Cidadania (IMDC), com sede em Belo Horizonte, acusado de desviar R$ 400 milhões de recursos públicos nos últimos cinco anos. A operação que prendeu 22 pessoas, incluindo seis ex-prefeitos, provocou a queda de quatro pessoas no MTE, entre elas o número 2 da pasta, o secretário executivo Paulo Roberto Pinto, filiado ao PDT.
    O deputado, contudo, refuta as acusações e nega o envolvimento. “Deputado não é intermediário. Nós tivemos uma formatura em Belo Horizonte da primeira turma do ProJovem em Minas, de 12 mil pessoas, e eu estive presente. Posteriormente, o ministro (Carlos Lupi) garantiu ao governador Antonio Anastasia (PSDB) que ampliaria o número de jovens atendidos”, garantiu. Segundo Camilo, as cidades atendidas foram estipuladas pelo ministério.
    ADEMIR CAMILO FOI ELEITO EM 2006 PELO PDT E REELEITO EM 2010. HOJE ESTÁ NO PSD, DE GILBERTO KASSAB.
    AS TAIS VERBAS FORAM REPASSADAS PELO MINISTÉRIO AOS MUNICÍPIOS? COMO OCORRE COM VERBAS DE TODOS OS MINISTÉRIOS? QUEM CONTRATOU O TAL DE IMDC? OS MUNICÍPIOS OU O MINISTÉRIO DO TRABALHO?
    Mais, ainda: em todos os Ministérios deputados procuram verbas para levar para seus municípios, sem que isto signifique corrupção; conseguida a verba, os municípios fazem as licitações.
    Não é assim no caso do Projovem, também?

  4. Este imbroglio do Ministério do Trabalho tá ficando meio engraçado; agora vem a história de que prefeitos ligam “deputado André Camilo e Lupi”. No que se refere a verbas. Ora, em todos os Ministérios deputados reivindicam verbas para os municípios, sem que isto signifique corrupção.
    Aí eu fico um tanto quanto cabreiro: o PT cresceu detonando com o trabalhismo; Lula foi estimulado pelo Golbery para ser o anti-Brizola; será que, ao dar o Ministério do Trabalho ao PDT, não foi para, mediante algumas artimanhas, por trás dos panos, que o “partido fosse enlameado pela corrupção” para, definitivamente, dar o golpe final, ou algo assim, no trabalhismo?

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