Conflito entre poderes

Carlos Chagas

Acontecerá o quê, caso o Supremo Tribunal Federal decida esta semana sobre o futuro do Conselho Nacional de Justiça, limitando  suas atribuições de julgar juízes, desembargadores e ministros acusados  de corrupção? 

Simplesmente, o deslocamento  de uma questão interna do  Judiciário para um ostensivo conflito entre os poderes da União. Porque, prevê-se, quinze minutos depois de uma decisão da mais alta corte nacional de justiça que contrarie o  CNJ, começará a tramitar no Senado, com urgência, projeto restabelecendo e até ampliando as prerrogativas do órgão.  Nessa hipótese, poderá alegar o Supremo  a inconstitucionalidade de   uma lei só porque contrariou suas decisões anteriores?

A   tertúlia promete, já que o sentimento  majoritário  no Congresso inclina-se pelo direito de o Conselho Nacional de Justiça continuar denunciando e até punindo  maus juízes. No Supremo, porém,   prevalece  o corporativismo.
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TUCANOS SEM PLANO DE VÔO

Bastou o senador Aécio Neves  sinalizar  possibilidade de candidatar-se ao palácio do Planalto,  em 2014, para o Alto Tucanato paulista entrar em crise. José Serra acha que a vez ainda será dele. Geraldo Alckmin sustenta que se não for ele, será pelo menos quem ele indicar, jamais Aécio Neves. Fernando Henrique espera que o venham buscar, não para candidato,  mas para árbitro maior  do partido.

Numa palavra: divididos em muitas  facções, os tucanos   paulistas unem-se quando se trata de preservar ilusões de poder em seu território. Correrão o risco de perder pela quarta vez, apenas por bairrismo inconsequente?

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