Congresso descarta as ‘sugestões’ de Dilma e vai fazer sozinho a reforma política

Carlos Newton

Tanto na maioria da Câmara quanto no Senado, há consenso de que o plebiscito da presidente Dilma Rousseff não passa de um lance de marketing, um factóide, como se denomina, no linguajar político, algo que não existe, mas parece que existe e engana a opinião pública.

Dois parlamentares estão bastante inteirados do assunto, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), porque foram relatores de projetos sobre reforma política nas duas casas do Congresso. O Senado chegou a aprovar a proposta de Dornelles, mas a Câmara ainda não se manifestou.

No momento atual, os parlamentares já perceberam que, no meio da confusão, o governo e o PT estão querendo uma reforma que só interessa a eles, a começar pelo projeto do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que alia o financiamento público de campanha com a lista flexível que permite ao eleitor votar em um candidato, como já ocorre. Também mantém o atual sistema e ainda acaba com a coligação para beneficiar dois partidos.

“PIOR DOS MUNDOS”

“Cria-se um sistema em que você mistura dinheiro público com a possibilidade de eleger um candidato que fará uma campanha pessoal com um sistema que prioriza compra de colégios eleitorais. Ou seja, com todos os defeitos que têm o sistema de hoje, você ainda acrescenta o financiamento público. Isso é o pior dos mundos”, argumenta Caiado.

O democrata explica que esse tipo de sistema proposto impede a fiscalização do dinheiro público que será aplicado nas campanhas, pois os Tribunais Regionais Eleitorais e o próprio Tribunal Superior Eleitoral não têm estrutura para analisar todas as prestações de contas de milhares de candidatos.

O consenso no Congresso é pela imediata votação da reforma política, com ou sem referendo popular. O decreto legislativo de Dilma convocando o plebiscito tem até condições de ser aprovado no Senado, sob pressão do presidente Renan Calheiros. Mas pode ser rejeitado pela Câmara, desmoralizando ainda mais o governo. Eis a questão.

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

5 thoughts on “Congresso descarta as ‘sugestões’ de Dilma e vai fazer sozinho a reforma política

  1. ERRO TRIPLO DO PT – Lideranças do movimento sindical que organizam o manifesto da próxima quinta-feira, 11 de julho, anunciaram a intenção de centrar suas reivindicações em busca da redução da jornada de trabalho, do fim do fator previdenciário, de reajuste para os aposentados e maiores investimentos em educação e saúde. O deputado Paulinho da Força Sindical (PDT-SP) está protestando contra a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu na quinta-feira passada convocar os petistas a engrossarem as manifestações sindicais com a defesa de plebiscito para reforma política. Comete três erros o alto comando petista: 1. Tenta interferir numa luta de classe com claro propósito de deformar o significado de suas manifestações; 2. Insiste com plebiscito sobre reforma política como saída para a crise sabendo que não há chance de ser viabilizado; 3. Celebra 10 anos de poder tendo fechado suas prévias pelo presidente Lula, que fez uma “reforma política às avessas” sem contestação da estrutura.

  2. FICHA LIMPA
    Hoje a ig revela a intenção de Garotinho. Ele quer descontar da condenação de oito anos na ficha suja, o tempo em que estiver correndo recurso. Como é de conhecimento de todos tem recurso que leva mais de 8 anos. Neste caso não funcionaria a lei de ficha limpa. A idéia só poderia partir de um Garotinho condenado. Não é mesmo.

    BADERNA
    A quem interessa? O ataque atinge a todos os políticos, principalmente os Presidentes: Senado, Câmara e ao Executivo.
    Se eles conseguissem afastá-los quem assumiria o poder ?
    Não há necessidade de responde

    CAUTELA
    Antes de formar fileira sugiro que pensem bem o que poderá acontecer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *