Considerações sobre capitalismo e socialismo, diante dos exemplos da China e do Brasil

Flavio Jose Bortolotto

Qual a melhor estratégia para aumentar rápida e continuamente o padrão de vida de um Povo, ainda em estágio pré-industrial? Centralização do Poder Político via partido único (acabam-se as negociações políticas, segundos turnos, os altíssimos custos das eleições etc.), e na Economia um Capitalismo Liberal com pouquíssimas regulamentações, algo que alguns chamam Capitalismo Selvagem? Ou a Democracia Representativa com multipartidarismo etc., e na Economia um Capitalismo superregulado pelo Estado, que quase engessa o Sistema.

A grosso modo são os casos da China e do Brasil. A prática sempre demonstrou que o Capitalismo, principalmente o BEM REGULADO, (o que não é o caso do Brasil), é o Sistema mais produtivo. Muito mais do que a Centralização Dirigida, via Plano Central das Economias Socialistas, que não conseguem ter a criatividade e a eficiência dos Mercados BEM regulados.

A meu ver, o Sistema Chinês é muito mais produtivo do que o nosso. O nosso é muitíssimo ineficiente. Há um detalhe que devemos levar em conta: O Japão, país orgulhoso e nunca invadido, teve a surpresa de no século XIX receber ” a visita” das canhoneiras americanas que, após os bombardeios, (mais para demonstrar poder do que destruir), ordenaram: Agora o Japão vai prosperar muito, será obrigado a comprar “sem tarifa” nossos manufaturados, e nos venderá “a bom preço” suas matérias-primas (commoditties).

O Japão ficou profundamente humilhado e em 1868 executou a sua brilhante “Revolução Meiji” que em uma geração, pouco mais de 30 anos, industrializou o País e o transformou em Potência Mundial. Que Revolução Russa que nada, a Revolução Meiji sim, deveríamos estudá-la a fundo.

A China, milenar país, vivia tranquila sem incomodar ninguém, quando também no século XIX começou a ter “visitas” das marinhas de Guerra da Inglaterra, Rússia, Japão, França, Alemanha, Holanda etc., que, após os bombardeios de praxe, exigiam “Comércio Livre” e Portos (Hong Kong etc.) e Territórios adjacentes.

Os EUA usaram muito suas canhoneiras, mas nunca exigiram território, contentava-se com o Domínio Comercial e Bancário (era mais inteligente). Por último veio o Japão (1937) e invadiu e ocupou cerca de 80% do território chinês. A grande China foi profundamente humilhada por muito tempo. A Coréia (Sul e Norte) foi por mais de 50 anos, invadida e ocupada pelos japoneses, foi violada e profundamente humilhada. Foi isso que lhes deu consciência e patriotismo.

Não podemos comparar uma história dessas com o Brasil, sempre explorado de forma bonachona por Portugal, após Inglaterra, depois USA, mas sempre de forma indireta sem que o brasileiro pudesse entender bem a questão e se sentir humilhado. Por isso, a consciência política no Brasil aconteçe de forma lenta.

O Brasil precisa, com os devidos cuidados, copiar a China, a começar pelo desenvolvimento secreto “daquelas armas que só poucos países possuem” e cuidar de suas crianças, principalmente as mais pobres, nosso maior patrimônio, mil vezes mais importante que todo o petróleo do Pré-Sal, em si já importante.

Obrigado, e Feliz Ano Novo a Todos.

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