Contradição: o Flamengo é um gigante administrado por pigmeus

Hugo Gomes de Almeida

O Flamengo é uma instituição nacional — certamente a maior do País. É um gigante infelizmente preso ao marasmo a que os pigmeus da diretoria, inertes e atabalhoados, nos submetem.

A torcida cobre densamente todo o território brasileiro. As cores rubronegras despertam amores apaixonados e demonstram resistência à inação e aos desmandos de dirigentes há muitas décadas.

Não há, da parte dos que deveriam administrá-lo, adoção de medidas além das convencionais, as mesmas dos coirmãos desprovidos de forte base torcedora. A mesmice de todas as demais entidades esportivas que, por carência de amplos horizontes, são obrigadas a resignar-se com o estado de pobreza.

Quando mencionamos décadas de atraso, é para frisar o quanto se tem perdido tempo. E coitados dos que não sabem aliar-se a cronos. Quer na condução da vida pessoal, quer da institucional.

A diretoria vê-se composta por figuras omissas e incapazes de erigir pedestais. Que não souberam sequer administrar patrimônios familiares. Há entre esses dirigentes quem sobrevive às expensas do clube. Remunerado, sem que haja contraprestação laboral. Chega-se ao desplante de receber mês a mês em troca de desserviço semeado pela incompetência em alto grau.

A primeira medida de uma diretoria do Flamengo, à altura de sua grandeza, é atrair as inteligências — portadoras de integridade ética — para dentro da Gávea. Quando nos referimos às inteligências, é com o propósito de conferir destaque a profissionais com cacife para, interagindo com os torcedores em todo o Brasil, elaborar programas aglutinadores de 35 milhões de aficionados e tornar o clube beneficiário de receitas provenientes de múltiplas fontes.

Em qualquer lance operacional visando à dinamização organizada da entidade monumental, não se pode esquecer tornar-se essencialíssimo a participação entusiástica da mulher flamenguista.

O Flamengo, pelo seu significado e principalmente pela sua dimensão espraiada do Oiapoque ao Xuí, é para ser administrado em inúmeras frentes. E os que vierem a exercer liderança dos núcleos flamenguistas , nas mais diversas comunidades, devem conjugar os requisitos da capacidade empreendedora e da honradez sem mácula, a emoldurar o currículo pessoal.

Estou convicto de que a legião de flamenguistas espalhada em todas as regiões almeja, ávida, trabalhar de mãos dadas com qualquer diretoria, cujos integrantes se façam respeitar — seja no aspecto da probidade, seja na dinamicidade das ações benfazejas.

O setor de inteligência não pode abrir mão da interlocução diária com a massa torcedora. Esta, além de conhecer as peculiaridades regionais, possui inesgotável capacidade criativa. E ninguém desconhece o valor das ideias aplicadas no momento certo. Ninguém duvida da existência, entre milhões de flamenguistas Brasil afora, de cérebros admiravelmente privilegiados. Gente com méritos para dinamizar a gestão do clube amado, levantando-o àquelas alturas em que tanto desejamos posicioná-lo.

Afigura-se intolerável ver esse clube gigantesco abatido por crescente dívida estrastoférica, com seus recursos corroídos pela irresponsabilidade e pequenez de vistas de irresponsáveis postos na sua direção.

Não nos é dado continuar adotando a criminosa postura da omissão. Todos os flamenguistas devem tornar-se ativos, máxime em movimentos organizados, para expulsão da irresponsabilidade e da incompetência, de dentro da Gávea. Precisamos, sobretudo, de honradez, capacidade empreendedora e grandeza de vistas.

O Flamengo precisa, o quanto antes, tornar-se grande em qualquer aspecto, como é sua imensa base torcedora. Adquire tonalidade imperiosa transformar a grande instituição em motivo de justo orgulho dos que a idolatram. Em motivo permanente de renovadas alegrias. Nunca nos satisfazendo com essa pobreza desonrosa destruidora de esperanças. Para tanto, devemos — os flamenguistas — tornar-nos muito mais exigentes, operosos e participantes!

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