Conversa com comentarista, sobre Petain, Rudolf Hess e Pierre Laval na Segunda Guerra Mundial

Helio Fernandes

Ricardo Salles me escreve: “Você falou sobre Petain e Rudof Hess, esqueceu de Pierre Laval”. Não esqueci, Ricardo, são figuras diferentes. Hess e Petain nem se conheceram. Viveram episódios e aventuras na Segunda Guerra Mundial, inteiramente negativas em relação à Primeira Guerra Mundial.

Ninguém é herói ou covarde porque matou um número maior ou menor de pessoas. Mas é assim que muitos julgam os homens em relação às guerras. Por isso, Petain era tido como HERÓI na Primeira Guerra e VILÃO na Segunda. As atuações de Laval nesse palco sangrento e gigantesco têm outras formas de serem lembradas.

Seus problemas eram pessoais e ideológicos, coisa que não acontecia com Petain ou Hess. Laval, radical de esquerda (declaradamente comunista), foi coadjuvante da política de 1914 a 1918. Já de 1939 a 1945, teve papel relevante, junto com o Marechal Petain. Quando as “Panzer divisiones” do general Guderian entraram em Paris em abril de 1940, Laval e Petain montaram o governo da França, em Vichy.

O marechal como presidente e Laval como primeiro-ministro, serviram aberta e acintosamente aos alemães. Terminada a guerra, foram julgados e condenados à morte. Petain, todos sabem, não foi executado por causa da idade.

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PS – Laval foi enforcado. Seus amigos pretendiam que fosse fuzilado, as chamadas autoridades recusaram, com a justificativa: “Fuzilamento é para militares, mesmo traidores.

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