Corpo do ditador norte-coreano ficará mumificado e exposto ao público, para continuar sendo venerado. É o novo Lenin.

Carlos Newton

O corpo do dirigente norte-coreano Kim Jong-il foi embalsamado e exposto em um grande mausoléu de Pyongyang, onde está o corpo de seu pai, Kim Il-sung, exatamente como ocorreu com o corpo insepulto de Vladimir Ilitch Lenin, o líder da Revolução Russa, que desde sua morte, em 1924, está exposto em seu mausoléu, na Praça Vermelha em Moscou.

Além disso, em diversos locais do país serão construídos monumentos em memória a Kim Jong-il, que governou a Coreia do Norte com mão de ferro a partir da morte do pai em 1994, e faleceu em 17 de dezembro de 2011, aos 69 anos. Seu filho mais novo, Kim Jong-un, foi designado sucessor.

A Coreia do Norte já exibiu o corpo de Kim Jong-Il e louvou seu sucessor, o filho Kim Jong-Um. O canal público de televisão norte-coreano transmitiu imagens dos restos mortais do ex-número um do país, vestido com seu habitual uniforme caqui e deitado em um caixão de vidro cercado por flores.

Líderes do Partido único e do exército prestaram sua homenagem no mausoléu Kumsusan de Pyongyang, onde seu herdeiro designado, Kim Jung-Un, também podia ser visto nas imagens.

“Os participantes ficaram por um longo tempo diante do caixão, choravam a morte súbita e cruel de Kim Jong-Il, líder excepcional do partido, do Estado e do exército, comandante sem igual (…) e pai da nação”, narrou a agência de notícias oficial KCNA.

Desde o dia seguinte ao anúncio de sua morte, a televisão norte-coreana continuou a transmitir cenas de tristeza coletiva, mostrando as longas filas de pessoas que apresentavam suas condolências em várias partes do país, e em meio a canções patrióticas.

Para demonstrar sua vontade de marcar a transição, a imprensa tem prestado homenagem ao sucessor designado, Kim Jong-Un, um jovem de 29, sem qualquer experiência política. “Na vanguarda da revolução está o camarada Kim Jong-Un, grande sucessor da revolução” e “inabalável pilar espiritual e ideológico do nosso povo”, disse a KCNA, vejam só quanta desfaçatez.

A poderosa vizinha China, que um dos poucos aliados de Pyongyang, anunciou na terça-feira passada que conversou com os Estados Unidos e com a Coreia do Sul sobre a importância de manter a estabilidade na península coreana após a morte de Kim Jong-Il. Beijing quer evitar a todo custo um colapso do regime.

O ministro chinês das Relações Exteriores Yang Jiechi conversou por telefone com o ministro sul-coreano Kim Sung-Hwan e com a secretária de Estado americana Hillary Clinton, informou o porta-voz da diplomacia da chinesa Liu Weimin.

 

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