Corregedora Eliana Calmon vai depor no Senado sobre corrupção no Judiciário, mas o ministro Cezar Peluso fugiu da raia.

Carlos Newton

A corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, já aceitou o convite para prestar depoimento na Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre a ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que tenta castrar o poder do CNJ de investigar e punir magistrados, exigindo que antes tenham sido investigados pelas corregedorias dos respectivos tribunais.

Como se sabe, a Comissão da Câmara convidou também o presidente do CNJ e do STF, ministro Cezar Peluso, mas já se sabe que ele não pretende comparecer à mesma sessão em que for ouvida a corregedora Eliana Calmon, que é implacável perseguidora de juízes, desembargadores e até ministros de tribunais superiores envolvidos com corrupção.

Na terça-feira, Peluso abriu a sessão do Conselho com a leitura de uma nota de repúdio às declarações da ministra Eliana Calmon de que o esvaziamento das atribuições do CNJ seria “o primeiro caminho para a impunidade da magistratura”, que, segundo ela, está infiltrada de “bandidos escondidos atrás da toga”. Mas a ministra não se intimidou e na quarta-feira repetiu as mesmas afirmações.  

Pelo menos, 35 desembargadores podem ser beneficiados caso o Supremo decida acatar a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros contra a resolução 135 do Conselho Nacional de Justiça, que estipulou e padronizou as regras das investigações contra juízes. Se forem considerados os juízes de 1ª instância sob investigação do Conselho, o número de beneficiados com a decisão pode subir para 115. Os casos envolvem suspeitas de vendas de sentença, favorecimento de partes de processo e desvio de recursos, entre outros.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, que também foi convidado e apoia integralmente a destemida atuação de Eliana Calmon na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, já confirmou que vai comparecer à sessão convocada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Mas o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil, Henrique Calandra, que moveu a ação no Supremo para tirar os poderes do Conselho Nacional de Justiça, ficará de fora. Oportunisticamente, Calandra se ofereceu para depor na Comissão do Senado junto com a corregedora nacional, mas os senadores nem se interessaram em convidá-lo.

Ao mesmo tempo, no Senado, uma proposta de emenda à Constituição para reforçar os poderes investigativos do Conselho Nacional de Justiça, apresentada pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), até a noite de quarta-feira já havia recebido cerca de 50 assinaturas de apoio. Traduzindo tudo isso: nem tudo é corrupção neste país.

A ministra Eliana Calmon é uma estrela em ascensão. Precisa ter saúde e disposição para enfrentar seus inimigos, que são muito poderosos. Estamos apoiando e torcendo por ela. Que Deus a proteja.  

 

This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

One thought on “Corregedora Eliana Calmon vai depor no Senado sobre corrupção no Judiciário, mas o ministro Cezar Peluso fugiu da raia.

  1. Os juízes corruptos, e os políticos só tomarão vergonha na cara, e temerão a verdadeira justiça, quanto tiver fim a lei de imunidade parlamentar e o foru privilegiado.

    Atualmente o sistema que só prende as prostitutas, os pobre e os pretos, e para que haja justiça e direitos iguais, é preciso punir os políticos corruptos e os juízes que vendem e negociam sentenças. pois tais juízes são tão bandidos, quantos os que soltam!

    Leia; caso esteja de acordo, assine e divulgue; pois uma andorinha sozinha não faz verão!

    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Janciron
    Os signatários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *