Corrupção é a característica comum aos assessores escolhidos por Temer 

Charge do Mário (Arquivo Google)

Sérgio Roxo e Cleide Carvalho
O Globo

Não bastasse ter o núcleo duro de seu governo atingido por denúncias, Michel Temer também viu, nos últimos seis meses, os aliados que viviam à sua sombra serem colocados sob suspeita. Delações e investigações da Polícia Federal atingiram de amigos de longa data a assessores do Palácio do Planalto. As acusações dos executivos da JBS, tornadas públicas no último dia 19, trouxeram para os holofotes até pessoas ligadas a Temer que estão longe da política. Próximo ao peemedebista desde os anos 1980, o policial militar aposentado João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, teria recebido, segundo depoimento de Ricardo Saud, da JBS, R$ 1 milhão do “dinheiro que Temer roubou para ele do valor pago pelo PT para comprar o apoio do PMDB a Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2014”.

Lima faz parte do trio de amigos mais íntimos do presidente, ao lado de José Yunes – ex-assessor especial da Presidência que deixou o cargo em dezembro após um executivo da Odebrecht revelar que ele recebeu R$ 1 milhão em 2014 – e de Wagner Rossi — também citado na delação da JBS. “São as pessoas que ele mais confia. São relações de décadas. Os três têm grande intimidade com o Michel” — conta um peemedebista.

MARQUETEIRO – Outro integrante do núcleo paulista atingido pela delação da JBS foi o marqueteiro Elsinho Mouco, que trabalha com Temer há mais de 15 anos.

Entre o grupo formado pelo presidente durante o seu período na Câmara e levado ao Planalto, foram acusados o deputado Rodrigo Rocha Loures e ex-assessores especiais Sandro Mabel e Tadeu Filipelli, que foi preso semana passada.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não se pode esquecer o deputado federal João Paulo Tavares Papa (PSDB-SP), que recebeu R$ 600 mil da Odebrecht, com o codinome “Benzedor”. Ele é aliado de Temer no velho esquema do Porto de Santos. Pelo menos três ex-presidentes da Cia. Docas de São Paulo foram indicados por Temer — um deles é o ex-ministro Wagner Rossi, que, segundo o empresário Joesley Batista, recebeu “um mensalinho” de R$ 100 mil, a pedido de Temer, depois de demitido do Ministério da Agricultura. (C.N.)

7 thoughts on “Corrupção é a característica comum aos assessores escolhidos por Temer 

  1. Com a devida licença:

    “Corrupção é a característica comum aos assessores escolhidos por Temer ”

    A corrupção, no nosso caso, é uma característica do povo brasileiro.

    Ou assumimos nossos erros, ou continuamos buscando os erros só nos outros!

    E assim, tudo continuará como era e como está.

    Fallavena

      • Amigo Lionço
        O que mais tem é corrupção no governo Temer, nos anteriores também. E poderá continuar nos próximos. Foi isto que tentei dizer.
        Não existe país/estado corrupto sem um povo corrupto nele.
        Sempre fomos assim. Mas, nas últimas décadas mais ainda.
        O fácil é encontrar os erros nos outros. Nós não erramos.
        Nosso país é um mar de corrupção, com pequenas ilhas de exceção.
        O que eu não concordo é com a defesa INCONDICIONAL que alguns brasileiros fazem de gente corrupta, ladra, cafajeste. Fazem isto para poder defender também suas condutas lesivas, nefastas, safadas.
        Temer é apenas mais um dos produtos de nossa sociedade.
        Mas alguém dirá que parcela do povo foi enganada, desconhecia este lado dele. Afinal, também dirão, todos roubam e dão seu jeitinho.
        Aceitar estes argumentos, é “bater tambor para maluco dançar”.
        Abraço.
        Fallavena

  2. Tudo é show de hipocrisia. Em 2015, quando Delcídio do Amaral foi preso, aplaudi. Tinha que ser preso mesmo. Todos, todos.

    Agora, um outro senador está numa lama muito mais suja (Is it possible ?) e prendem sua irmã e seu primo. Isto é, um mesmo peso e duas medidas diferentes (paralaxe ?). Mais tarde, soltam os dois por “insuficiência” de provas e se dá o caso como encerrado. Será que vamos repetir a Carochinha, determinando que há um partido amado “eleito” e os outros são o “gentio” ?

    Ou muito me engano ou o cidadão que o Congresso “eleger” como presidente terá como missão principal enviar um projeto de lei anistiando todos os envolvidos na Lava Jato. E Curitiba sabe bem disso, mas continua incidindo na filtragem.

  3. Estadão:

    “A Polícia Federal é subordinada ao Ministério da Justiça. O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) em conversas gravadas por Joesley Batista defendeu a troca de Serraglio por considerar que ele não tinha pulso para interferir nos trabalhos da PF para direcionar delegados que irão investigar determinados políticos.”

    Pois bem: Serraglio foi substituído.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *