Corrupção no Turismo é antiga. Um dos servidores presos chefiou o gabinete da ministra Marta Suplicy, entre 2007 e 2008. A única solução agora é “relaxar e gozar”.

Carlos Newton

O tempo passa rápido e muita gente já nem lembra que atual senadora Marta Suplicy (PT-SP), já foi ministra do Turismo, entre 2007 e 2008, no governo Lula. Em sua gestão, o maior destaque foi uma frase pronunciada dia 13 de junho de 2007, que certamente alguma pessoas ainda recordam. Ao ser perguntada sobre o que dizer aos turistas diante dos graves problemas nos aeroportos, a então ministra, que é sexóloga, então afirmou: “Relaxa e goza, porque você vai esquecer dos transtornos”.

Agora, com a prisão de um de seus mais importantes colaboradores e amigos, Mário Moysés, que foi seu assessor na Prefeitura de São Paulo e chefe de gabinete quando ela era ministra do Turismo, entre 2007 e 2008, Marta Suplicy diz que o caso policial deverá ser explorada eleitoralmente. “Vamos esperar baixar a poeira. Se já estava difícil antes, imagine agora. Vão explorar à vontade”, afirmou a senadora.

O pior foi a mancad dela na terça-feira passada, quando foi desfechada a Operação Voucher. Sem saber da gravidade da corrupção no Ministério do Turismo, Marta Suplicy deu declarações à Folha de S. Paulo, em que fez questão de elogiar Mario Moysés, dizendo que “ele fez um trabalho exemplar no Ministério do Turismo”. Na mesma entrevista, a senadora ela também a atuação de outro amigo e colaborador,  Luiz Barretto, que a sucedeu na pasta e é um dos principais envolvidos nas irregularidades. “Fiquei por um ano no ministério. Ambos foram exemplares. Tanto que foram mantidos no governo”, afirmou ela, terça-feira, recusando-se a fazer avaliação sobre a Operação Voucher.

Formado em Física pela USP (Universidade de São Paulo) e pós-graduado em Administração Financeira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), Moysés trabalhou na Folha, em cargo administrativo, de março de 2000 a fevereiro de 2004. Com esse currículo, era considerado um dos petistas mais capacitados e de maior prestígio em São Paulo.

Moysés chegou a Brasília como chefe de gabinete da hoje senadora, quando ela foi nomeada ministra do Turismo em março de 2007. Ele foi exonerado depois da saída de Marta Suplicy do ministério, em junho de 2008, mas retornou, cinco meses depois, para assumir a secretaria-executiva do ministério, então sob o comando de Luiz Barretto. Entre setembro e dezembro de 2010, acumulou o cargo de presidente interino da Embratur e, em janeiro de 2011, foi exonerado do ministério e nomeado oficialmente para o comando da Embratur.

Pois bem. Certamente não foi em função dessa atuação “exemplar” citada pela senadora Marta Suplicy que na manhã de terça-feira seu amigo e colaborador Mário Augusto Lopes Moysés foi preso na operação Voucher da Polícia Federal, junto de outras 35 pessoas em Macapá, São Paulo e Brasília.

Como a Oposição certamente vai explorar o assunto, não há dúvidas de que a senadora Marta Suplicy, precandidata à prefeitura de São Paulo, terá problemas por seu envolvimento com Mario Moysés e Luiz Barreto. Na terça-feira, no Senado, ela já teve de se refugiar no banheiro da sala do cafezinho da Câmara, para fugir do assédio dos jornalistas.

Nesse quadro, seria o caso de se repetir a ela a sugestão que deu durante o “apagão” aéreo de 2007, quando milhares de passageiros ficaram presos nos aeroportos brasileiros: ““Relaxa e goza, senadora, porque você vai esquecer dos transtornos”.

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