CPI convoca governadores de Goiás e do DF. E o Cabral? Por que não?

Carlos Newton

Foi um grande alívio para Sérgio Cabral. CPI do Cachoeira aprovou a convocação dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), mas rejeitou ouvir o governador do Rio. No caso de Cabral, 17 membros da CPI votaram contra a convocação do governador fluminense e outros 11 a favor. Parlamentares do PSDB votaram contra a convocação, vejam que já não se faz oposição como antigamente.

A justificativa é que foi genial: “Vamos chamar o governador do Rio aqui porque ele colocou um guardanapo na cabeça e ficou dançando?”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).

Mas Cabral escapou apenas momentaneamente: “Vai ficar muito clara a necessidade da convocação quando chegar o sigilo nacional da Delta na CPI”, afirmou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), prometendo que o governador do Rio não escapará tão facilmente..

A decisão de votar requerimentos convocando governadores levou mais de duas horas, tomadas pelo embate entre o PT e o PSDB na comissão de inquérito.

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PERILLO

Marconi Perillo, que segundo investigações da Polícia Federal teria loteado seu governo com indicações de Cachoeira e recebido dinheiro do empresário pela venda de uma casa, foi convocado por unanimidade, que não foi surpresa, porque ele próprio já havia se oferecido para depor na CPI.

O governador de Goiás esteve ontem no Congresso para pedir ao presidente do colegiado para prestar logo os esclarecimentos, mas não foi ouvido pela comissão. Em entrevista a jornalistas, o tucano afirmou que não tem relacionamento com Cachoeira.

Perillo negou ainda que haja contradição na versão dele e a do ex-vereador Wladimir Garcez, também preso na Operação Monte Carlo, sobre a venda de uma casa no condomínio Alphaville, em Goiânia.

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AGNELO

A convocação de Agnelo Queiroz foi aprovada por 16 votos a favor e 12 contra. O PT foi contrário a chamá-lo, alegando que não há no inquérito nada que ligue o governador ao esquema de Cachoeira.

A PF identificou, entretanto, o envolvimento do seu ex-chefe de gabinete, Cláudio Monteiro, com o empresário, assim como outros membros do governo do DF.

Monteiro pediu afastamento do cargo após ser citado em conversas telefônicas de pessoas do grupo de Cachoeira. Em uma das conversas, é discutido um suposto pagamento de propina pelo sargento aposentado da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, e Cláudio Abreu, então diretor da Delta.

Monteiro também é citado com um dos que teriam celular antigrampo. Ele admite que se encontrou com Dadá por duas vezes, na condição de funcionário da Delta, empresa que faz a coleta do lixo em Brasília.

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