CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão estão no final da fila

Deu na Agência Brasil

Mais um pedido de criação de comissão parlamentar de inquérito (CPI) foi apresentado hoje à Câmara dos Deputados por líderes dos partidos de oposição ao governo. A oposição conseguiu as assinaturas de 186 deputados de 24 partidos em requerimento para a criação de CPI a fim de investigar indícios de aplicação incorreta dos recursos e de manipulação na gestão de fundos de previdência complementar.

No requerimento, os deputados propõem que sejam investigadas as gestões da Fundação dos Economiários Federais – Funcef; Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros; Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – Previ; e do Instituto de Seguridade Social dos Correios e Telégrafos – Postalis, no período de 2003 a 2015.

Na justificativa do requerimento, os líderes da oposição, que assinaram e encabeçaram o documento para a criação da CPI, Rubens Bueno (PPS-PR), Júlio Delgado (PSB-MG), Carlos Sampaio (PSDB-SP), e Mendonça Filho (DEM-PE) afirmam que “a situação torna-se ainda mais grave diante de evidências da participação de quadrilhas na gestão do patrimônio de vários fundos de pensão. Personagens já notórios do enredo de corrupção que literalmente tomou o Brasil de assalto – como o doleiro Alberto Yousseff e um de seus principais auxiliares, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa”.

Esse é o décimo quinto requerimento para criação de CPI apresentado à Câmara nesta legislatura. Já estão em funcionamento quatro comissões. O Regimento Interno da Casa estabelece que só podem funcionar simultaneamente cinco CPIs. Cabe ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), ouvindo a assessoria da Casa, decidir se há ou não fato determinado para a criação da comissão. O presidente obedece à ordem de apresentação dos requerimentos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Para evitar importantes CPIs, como a do BNDES e a dos Fundos de Pensão, o PT saiu apresentando pedidos de formação de comissões sobre temas sem importância no momento, um atrás do outro. Com isso, atravancou a lista de CPIs. Por isso, a CPI dos Fundos de Pensão vai ficar para as calendas gregas na Terra do Nunca Jamais, criada pelo reverendo britânico Charles Lutwidge Dodgson, que era como determinados comentaristas aqui do Blog e escrevia sob pseudônimo. (C.N.)

7 thoughts on “CPIs do BNDES e dos Fundos de Pensão estão no final da fila

  1. Licença… já que as tais CPIs vão demorar mesmo, informo… mais um time verde e branco em final de campeonato … é o Vitória da Conquista, BA, terra bela que conheci em 1974 … após uma ótima campanha invicta, pode chegar ao título… estou torcendo … claro.

  2. De qualquer forma nunca podemos esperar muita coisa das CPIs. Já foram tantas na história deste país, como por exemplo a CPI do Cachoeira, que não deu em nada!

    CPIs não têm se revelado como bom mecanismo para passar este país a limpo.

  3. Se os políticos estiverem afim de trabalhar para o Brasil e acabar finalmente com a corrupção e impunidade, as CPIs da Petrobras, BNDES e Fundos de Pensão, irão desmascarar finalmente este partido de corruptos e demagogos que são os petistas.

  4. A CPI do BNDES só iniciará seus trabalhos no dia em que o Sargento Garcia prender o Zorro. Não interessa aos partidos governistas, nem aos Partidos de oposição a abertura dessa caixa-preta. Caso contrário, nem um centavo pingará no caixa dos partidos oriundos do financiamento privado de campanha.

    Quero ver a reação das Centrais Sindicais sobre a decisão do Ministro da Fazenda, de tirar 10 bilhões do FGTS para irrigar o caixa do BNDES para o banco público emprestar aos empresários com juros de 6% ao ano e longos anos para pagar, se pagar não é! Se qualquer cidadão quiser dinheiro do FGTS para financiar sua casa própria, garanto que os juros são bem maiores. Vamos pagar caro pelo ajuste fiscal do representante da Escola de Chicago. O povo sempre paga pelos erros de sua classe dirigente.

  5. A luta (nossa), sempre, será desigual. O governo com cargos e dinheiro sempre será atrativo a parlamentares que objetivam, com o mandato, transformarem-se em homens de “bens”, enquanto nosso funcionalismo entra com as necessidades que são portadores. É preciso não desanimar, ainda que não vejamos o sucesso, que fique para as nossas gerações futuras.

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