Cresce a população islâmica da França, que não tem como evitar os atentados

Policial guarda cena do crime ao lado dos corpos das vítimas estirados na Promenade des Anglais,em Nice (Foto: Franck Fernandes/Maxppp via ZUMA Press)

Os atentados ameaçam a indústria do turismo na França

Teresa Perosa
Época

A sensação de déjà-vu foi inevitável. A cada novo relato, vídeo publicado ou imagem compartilhada de Nice, o balneário chique da icônica Côte d’Azur francesa, o mundo foi transportado mais uma vez à Paris de novembro de 2015. A cidade do sul da França foi alvo, na quinta-feira, do segundo maior atentado terrorista da história recente do país: foram 84 mortos, entre eles dez crianças e adolescentes. Os feridos ultrapassam os 200, dos quais 50 se encontram em estado grave, sob tratamento em hospitais da cidade. A arma da vez foi um caminhão frigorífico de 19 toneladas. Ele foi lançado contra uma multidão reunida à beira-mar para comemorar o 14 de Julho, maior feriado cívico do país. No Dia da Bastilha, Nice virou um palco de carnificina de inocentes, sem sentido ou explicação plausível, como a Paris daquela sexta-feira 13 de novembro.

Trata-se do terceiro atentado de grande magnitude a atingir a França em um espaço de 18 meses. O Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado no sábado, afirmando que “o homem por trás da operação em Nice era um soldado do Estado Islâmico e lançou o ataque para atender aos chamados para atacar os cidadãos dos países que fazem parte da coalizaão internacional que combate o Estado Islâmico. Especialistas em terrorismo ainda questionam se o motorista tinha ligação de fato.

ALVO PREFERENCIAL – O governo francês, na figura do presidente François Hollande e do primeiro-ministro Manuel Valls, disse tratar-se, sim, de um ato terrorista, independentemente da procedência. A França parece ter se convertido no alvo preferencial – e vulnerável – para tais atentados. Isso é consequência em parte de seu papel como integrante da coalizão liderada pelos Estados Unidos que combate o Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Os franceses estão envolvidos também em ações militares contra grupos islâmicos militantes na África subsaariana.

A articulação de células jihadistas bem-sucedidas no recrutamento de terroristas nos subúrbios e nas prisões francesas também é um fator importante na sequência de atentados. E as multidões, pacíficas, em festa e em momentos de descontração parecem ser cada vez mais atrativas para a escalada empreendida pelos terroristas que lançam mão de qualquer tipo de arma – até mesmo caminhões –, apenas com o objetivo de propagar o medo e a sensação de uma guerra civil .

SEM SOLUÇÃO – E, a cada novo ataque, as autoridades francesas se mostram mais perdidas em como combater o terror. “O horror… O horror mais uma vez atingiu a França”, disse um abatido Hollande, no meio da madrugada da sexta-feira, em pronunciamento na televisão francesa. “Em Nice, um caminhão se lançou contra uma multidão com a intenção de matar e de massacrar. Está claro que precisamos fazer tudo ao nosso alcance para combater o terrorismo.”

Horas antes do ataque, aparentemente aliviado com a ausência de ataques durante a realização da Eurocopa, Hollande afirmara que o estado de emergência, em vigor desde novembro, seria suspenso. Depois dos eventos de quinta-feira, foi prorrogado por outros três meses. Segundo disse Hollande, a França está sob ataque do terrorismo islâmico.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs atentados tem efeitos políticos, sociais e econômicos, prejudicando a maior indústria francesa, que é o turismo. E não há como prevenir o terrorismo islâmico, porque estima-se que 7,5% da população da França sejam adeptos do islamismo, algo em torno de 4,7 milhões de pessoas. É a segunda maior religião do país. Como os casais islamitas não tentam limitar o número de filhos, acredita-se que dentro de 40 anos os muçulmanos serão maioria na população da França. Tradução simultânea – vai aumentar o nacionalismo, o preconceito e o racismo, e a tendência é tudo piorar  (C.N.)

5 thoughts on “Cresce a população islâmica da França, que não tem como evitar os atentados

  1. Bélgica e Holanda possuem cerca de 10% de islamistas em suas populações. A Suécia segue pelo mesmo caminho.Em certos bairros de Paris– a polícia não entra– a língua é o árabe, a lei é a sharia: casamentos, separações , soluções de conflitos são resolvidos pela autoridade religiosa local.
    Em 50 a 100 anos teremos o Califado Europeu. Eles voltaram 1300 anos depois. É a Reconquista. Ai mouraria.

  2. O problema é que no Islam não existe o principio cristão “dar a outra face” ,ao receber uma bofetada.
    Mediante a agressão, reagem de forma violenta e é o que eles tem feito. Se não conseguem pegar o seu agressor direto, os americanos, pegam seus
    parceiros e a França por suas posições de “maria vai com as outras”, na política internacional dos países desenvolvidos, é o alvo perfeito.
    Agora, até indivíduos sem vínculos religiosos mais profundos, mas com ficha criminal comum, estão também se lançando ao ataque, como no caso do caminhão.
    Por não se sentir um nativo autêntico do lugar, já é motivo para praticar uma barbárie. A França que se cuide.

  3. Por Alexandre Borges:
    “Tá bom, mas o que dá pra fazer?”
    OK, Borges explica:
    1. Controlar imigração usando inteligência e não ideologia barata.
    2. Intervir nos países que exportam terrorismo e refugiados em massa.
    3. Lembrar a todos os ocidentais diariamente o valor da civilização que construíram.
    4. Cobrar dos países árabes ricos que estabilizem a região sob pena de sanções econômicas imediatas.
    5. Deixar claro que a Lei da Sharia nunca, em hipótese alguma, será aceita nas democracias seculares ocidentais. Emigrar para o Ocidente exige o respeito total ao nosso arcabouço jurídico.
    Se precisar, a gente desenha. E ainda publica na Charlie Hebdo.
    https://www.facebook.com/AlexandreBorrges/

    O Islã já declarou a 3ª guerra mundial contra o Ocidente. Nós estamos perdendo até porque os lideres (bundões socialistas) diz “precisamos aprendera conviver com o terrorismo”.

    Os caras entram na minha casa, não respeitam minhas leis, crenças, costumes, estupram as mulheres e ainda cumprem a promessa de “matar os infiéis” e eu é que sou racista?
    Passou da hora de rever seus conceitos.

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