Crise está levando o país para baixo e para o ridículo

Charge de Fernando Cabral, reprodução da internet

Carlos Heitor Cony
Folha

Poucas vezes tivemos crise como a que atravessamos. Não é dramática como a de 1954, que provocou o suicídio de um presidente. Nem sanguinária (até agora), como os golpes de 1964 e 1968. A atual é uma crise que seria apenas ridícula se não trouxesse os males que a nação está sofrendo desde que se inaugurou o governo do PT, em especial, o governo de dona Dilma, que ainda obriga seus auxiliares a chamá-la de “presidenta” e, se conseguiu emagrecer fisicamente, está fazendo o país emagrecer.

Tirante alguns petistas alucinados, que teimam em defendê-la e em defender o seu partido, a nação como um todo está perdendo a dignidade que se exige de um país que pretende ter um papel importante no cenário internacional.

Vemos todos os dias, nas mídias, que o Brasil está caindo cada vez mais no saco de gatos onde os países mirins se ferem uns aos outros e só produzem notas ao pé de página nos livros sobre o nosso tempo.

LEMBRANDO 1929

Tenho a impressão de que o povo, em sua maioria, não despertou para a realidade atual e sobretudo dos dias de amanhã, ou seja 2016. A situação de hoje já está há muito tempo trazendo o desespero para todas as classes, inclusive a classe média que foi promovida ficticiamente pelo governo anterior, também do PT.

O desemprego está começando a lembrar os dias de fome da crise de 1929, nos Estados Unidos. As demissões são feitas às toneladas, e diariamente. A violência, apesar de não ser instalada exclusivamente pelo governo do PT, continua alcançando índices alarmantes. E o problema da saúde, com hospitais desaparelhados, chega ao ponto de ameaçar a Olimpíada, forçando a desistência de grupos internacionais que estão cancelando suas reservas.

E o pior: a crise atual não levará o Brasil para cima, pelo contrário, está levando o país para baixo e para o ridículo.

(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

10 thoughts on “Crise está levando o país para baixo e para o ridículo

  1. O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), disse nesta quinta-feira (21) que “o desespero bate à porta do trabalhador”, com o número recorde de empregos fechados no ano passado. Foram 1,542 milhão de postos com carteira assinada perdidos até dezembro, o pior resultado desde o início da série história, em 1992. Só no mês passado, foram fechadas 596.208 vagas formais de trabalho. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

    “Os números assustam, mas o governo continua a fazer propaganda na televisão e o PT também, quando na realidade a incompetência campeia”, afirmou Bueno. Para ele, o país está “um caos” com a inépcia do governo Dilma Rousseff. Os números do Caged, na avaliação do líder, “são alarmantes, um desastre, do ponto de vista social”.

    Rubens Bueno ressalta que o desemprego atinge toda a família do trabalhador e deixa todos em desespero. “Como pagar o aluguel, as contas de água e luz, como comprar comida, gás, enfim como tocar a vida sem o dinheiro do sustento?”, lamentou.

    Com um número tão alto de perda de postos de trabalho com carteira assinada, só no ano passado, analisa o parlamentar, as consequências são muito graves. “São pais e mães aflitos, atormentados, famílias desamparadas e nenhuma sensibilidade do governo para reverter essa situação”, salientou.

    O líder pergunta qual a resposta da presidente Dilma e do PT para essa situação. “Eles estão no poder somente para lá permanecer. Ora desempregam o trabalhador, ora entram na vida dos fundos de pensão dos funcionários públicos e dão rombos de bilhões de reais. Onde o trabalhador ganhou com o PT? Em nenhum aspecto, não ganhou nada. Quem ganhou foi o aparelho petista, que dominou as entranhas do Poder Executivo e subtraiu propina para sustentar sua máquina gigantesca e insaciável”.

    Os dados do Caged foram divulgados na manhã de hoje. Dos oito setores consolidados no levantamento, houve grande redução na indústria da transformação (608 mil) e na construção civil (416 mil), que concentra parcela importante dessa redução dos postos em 2015. Nos serviços, foram 276 mil vagas fechadas.

  2. Carlos Heitor, que recebe gorda mesada por ter sido ” perseguido” por militares, agora faz grande constatação, a constatação dos imbecis, a constatação de que o welfare state não funciona.
    Grande “JENIO”, o Sr. Cony. Ele prega agora, o que Roberto Campos, Og Mendes, Merquior, entre outros,
    falaram trinta anos atrás.
    Carlos Heitor Cony conhece de economia, como eu conheço sobre o sexo dos anjos.
    Davi Lima de Araújo.
    CPF 11049901568
    FONE 77 34225243

    • Excelente comentário Davi!
      O pior, é que esse aí é “apenas mais um” idiotizado pelo canto da sereia, que está tentando saltar do trem antes de cair junto com a “galera”, no “preci(hos)pício” do “buraco negro” que tudo suga, em que transformaram Brasília!

  3. O país não está perdendo a dignidade, porque, como já disse De Gaulle, nunca foi um país sério, e o veterano Cony repete De Gaulle há trocentos anos. O país tb não está encolhendo mas desinchando e inchaço não é crescimento, nem desenvolvimento e muito menos evolução, mas, isto sim, doença. Quanto a crise, esta é brava, como nunca visto antes na história deste país, como diz o filósofo Lula da Silva. E não pode ser resolvida com os remédios tradicionais arquivados na prateleira da história, até porque todos com prazo de validade vencido há muito tempo, além de serem insuficientes diante do tamanho e da complexidade da dita cuja. Senhores e Senhoras, estamos todos diante do exaurimento de um longo ciclo de poder, que já dura 126 anos, totalmente dominado pelo partidarismo-eleitoral , o golpismo-ditatorial, e seus tentáculos inclusive midiáticos, velhaco$, de modo que são esses os nomes da doença que está matando o Brasil e enlouquecendo a sua população. O resto são futricas e armações mortais da velha guerra tribal primitiva permanente e demente, inerentes ao partidarismo-eleitoral e ao golpismo-ditatorial, velhaco$, por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, protagonizada pela oposição e situação. E tenho dito. Vão encarar de frente, ou preferem continuar vazando a jato dos lados igual caranguejo , ao invés de caminhar todos para frente rumo ao Novo Brasil de Verdade, porque evoluir é preciso ?

    • Cara, vc. escreve igualzinho ao “Gentileza”, . . . deve andar lendo muito os textos nas pilastras que restam do viaduto da Francisco Bicalho na altura do Antigo Gasômetro, pois não? O engarrafamento por alí tem sido realmente estressante, . . . e até seja compreensível se “distrair” com as curiosas “escrituras” que o Gentileza deixou por alí, . . . mas também não PRECISA EXAGERAR!

      • Basta falar em partidarismo-eleitoral e golpismo-ditatorial, velhaco$, e do prazo de validade vencido dos mesmo$, já dói os cornos dos ditos cujos , usuários e aproveitadores, não é mesmo ? O seu escrito não me parece outra coisa senão confissão de culpa no cartório.

  4. A tia tem que se resolver logo. Caga ou desocupa a moita, ficar fingindo que governa e inaugurando prédio de
    pobre, dando aula de “mosquitologia”, não da mais.
    Já estamos com a água batendo na bunda, logo logo vai bater no queixo e mais qualquer pouquinho, vamos
    morrer afogados.
    Ta na hora de se “aligeirar”.

  5. É bom não perder de vista as matérias que , lá fora , os tais de INVESTIDORES estão lendo sobre o Brasil

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    “30 de janeiro de 2016

    Edição impressa/ The Economist

    FESTEJANDO NUM PRECIPÍCIO

    http://msalx.veja.abril.com.br/2016/01/28/1829/pe6Cx/alx_economist-partying-precipice_original.jpeg?1454012932

    Janeiro é um mês lânguido no Brasil. Para além do tumulto nos ensaios das escolas de sambas , praticando para suas obscenas apresentações anuais durante o Carnaval, que começa dia 5 de fevereiro , os negócios param enquanto os brasileiros saem de férias no verão escaldante do sul , mais carros entopem as ruas e mais corpos lotam as praias.

    Os políticos costumam desligarem- se como os demais. Os congressistas retornam das suas férias de Natal no dia 2 de fevereiro, mas pouco fazem até o dia 4 e, em seguida, retomam as férias até depois do carnaval, uma semana depois, na quarta-feira de cinzas.

    Este ano, no entanto, nem eles nem a presidente, Dilma Rousseff, serão capazes de relaxar. Uma doença transmitida por um mosquito assustador , colocou as autoridades de saúde em alerta máximo . Enquanto isso, as crises políticas e econômicas do Brasil estão se aprofundando. Quando os políticos retornarem ao trabalho poderão lamentar o tempo que passaram sem tentar resolvê-las.

    A economia continua despencando ladeira abaixo. O número de empregados formais despencou um milhão e meio em 2015,no mais rápido ritmo de destruição de emprego desde que os registros comparativos começaram em 1992. Os analistas acreditam que outro milhão empregos poderão sumir este ano. As vendas de veículos caíram cerca de 20% no ano passado. O FMI prevê agora que o PIB irá encolher 3,5% em 2016, mais de três vezes o que era projetado em outubro passado. Apesar da recessão, a inflação pulou para quase 11%, o seu nível mais alto desde 2002.

    Os chefes de família do sexo masculino constituem o maior percentual dentre os recém desempregados diferindo de crises anteriores, que afetavam principalmente a mão de obra jovem e do sexo feminino, observa Naercio Menezes do Insper, uma Universidade em São Paulo. Isso significa que as dificuldades causadas pela recessão atual serão maiores. Para os mais jovens, o desemprego é uma novidade. Pois muitos entraram no mercado de trabalho formal durante o boom da commodities de 2003/2013. Ninguém sabe como eles vão reagir ao infortúnio, avisa Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, que também é sociólogo.

    Enquanto a miséria cresce, a capacidade do governo para tratar as suas causas está diminuindo. Os promotores que investigam o grande escândalo de corrupção centrado na Petrobras, a gigante do petróleo e gás controlada pelo Estado, irão continuar a apresentar acusações adicionais contra figuras importantes do Partido dos Trabalhadores (PT),de Dilma Rousseff, que já foi gravemente manchado pelo caso. Uma preocupação ainda maior para Dilma é a ameaça de impeachment contra ela , por acusações não relacionadas, que apontam o uso de truques de contabilidade para esconder a verdadeira amplitude do défice fiscal do Brasil.

    Sua fraqueza política a torna cada vez mais dependente da boa vontade dos sindicatos controlados pelo PT , que são visceralmente opostos às reformas necessárias para estabilizar a economia. Este mês Dilma Rousseff se atreveu a reconhecer que os brasileiros se aposentam muito cedo – 55 anos para os homens, em média. Com efeito, ela admitiu que o governo não pode estabilizar suas finanças se continuar adedicando 40% de sua arrecadação aos gastos com aposentadorias e pensões.

    Mas ela recuou diante da resistência de seu partido e dos sindicatos alinhados. A elevação da idade de aposentadoria seria inaceitável, declarou o PT , em seguida.

    Isto tornará muito mais difícil para Nelson Barbosa, o ministro das Finanças recém-nomeado,conter o défice orçamental, que está perto de 10% do PIB. Sua ideia principal é reintroduzir um imposto sobre as transações financeiras, que é detestado pelo mercado e pela população , mas é popular entre os aliados de esquerda de Dilma Rousseff. O imposto resultaria em apenas 10 bilhões de reais de receita extra, uma fração do endividamento bruto do governo , que deverá ser de 500 bilhões de reais neste ano. Dilma chamou de volta um conselho de sábios homens e mulheres , que ela desativara durante seu primeiro mandato, para sugerir reformas. Uma manobra ilusionista e dilatória.

    Embora a política fiscal oscile, os economistas estão começando a se preocupar também com a política monetária. Depois de semanas insinuando que iria elevar os juros para combater a inflação, o Banco Central decidiu, em 20 de janeiro, mantê-los estáveis em 14,25%. A decisão pode ter sido justificada: taxas mais elevadas enfraqueceriam ainda mais a economia e tornariam ainda mais difícil de controlar o défice fiscal. Mas pareceu uma rendição à pressão política. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reuniu-se co Dilma Rousseff dois dias antes da decisão sobre a taxa de juro. Então ele quase que antecipou a decisão do Copom , ao apontar para as previsões mais pessimistas do FMI dos crescimentos brasileiro e mundial, que a essa altura não eram nenhuma surpresa. Em vez de escorar a credibilidade financeira do Brasil, o Banco Central danificou-a ainda mais.

    Há pouca perspectiva de que os congressistas irão tomar quaisquer medidas para repará-la quando finalmente voltarem ao trabalho. Aqueles que estão empurrando com a barriga o impeachment de Rousseff admitem, reservadamente, que não são capazes , no momento, de reunir a maioria de dois terços dos votos necessária na Câmara Baixa para enviar a proposta ao Senado. Mas eles pretendem arrastar o processo, desde que os prazos legais o permitam. O objetivo é minar a presidente mas isto não animará o Brasil.”

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