Crise internacional manda brasileiros de volta para casa

Janaína Oliveira (Hoje em Dia)

A crise econômica na Europa e Estados Unidos tem levado muitos brasileiros a fazerem as malas de volta para casa. Entre 2008, quando a crise financeira sacudiu o mundo, e 2012, a população brasileira no exterior encolheu 20%. Segundo o Itamaraty, o número de residentes lá fora caiu de cerca de 3 milhões para 2,5 milhões. Na maioria dos casos, eles retornam pelos mesmos motivos que os levaram a ir: emprego e dinheiro.

Pesquisas do Ministério de Relações Exteriores junto aos postos da rede consular e associações comunitárias no exterior apontam forte tendência no movimento de retorno desses cidadãos, especialmente os que emigraram na última década.

“Em função da lenta recuperação dos Estados Unidos e aumento do desemprego nos países europeus, muitos têm desistido de tentar fazer patrimônio por lá para voltar ao Brasil, onde as oportunidades melhoraram, apesar de todos os problemas”, diz o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-MG), Cláudio Gontijo.

Com o cinto apertado, patrões cortam custos. E os primeiros sacrificados são os emigrantes. “Os empregos, na maior parte, são precários e em situação de ilegalidade. Garçons, motoristas, babás, faxineiras e, na melhor das hipóteses, trabalhadores da construção civil que, demitidos, perdem seu sustento”, descreve.

PORTUGAL

Há 10 anos, o desemprego em Portugal, por exemplo, era de 6,3%, quase a metade do índice brasileiro à época, de 12,4%. Em 2003, € 1,00 valia aproximadamente R$ 3,30. Condições que tornavam a terra de nossos colonizadores uma oportunidade de ouro para fazer a vida no estrangeiro. De lá para cá, porém, a taxa de desemprego em Portugal explodiu. É a terceira maior da União Europeia e três vezes superior à do Brasil, hoje em 5,6%,segundo o IBGE.

A estilista Dorleane Torres, 41, passou seis anos na Península Ibérica. Trabalhou em salão de beleza, loja de roupas e chegou a participar do ModaLisboa, a versão lusitana do Minas Trend Preview. Até que veio a crise. Desiludida e sem emprego, fez o caminho inverso. Na capital mineira, reencontrou família, amigos e um bom trabalho. “Aqui, a gente é mais feliz”, diz.

(artigo enviado por Sergio Caldieri)

 

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