Crise nos EUA: berço da indústria automotiva, Detroit pede falência

Do site Opera Mundi

Tribunal federal recebeu pedido proteção contra credores. Se trata da maior cidade norte-americana a declarar bancarrota

A cidade de Detroit, no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, declarou bancarrota e pediu, nesta quinta-feira (18/07), a um tribunal federal proteção contra os credores. É a maior cidade norte-americana a declarar falência, segundo a imprensa local. Detroit é conhecida por ter abrigado um bem-sucedido parque industrial automotivo.

Em uma carta que acompanha o pedido, o governador Rick Snyder diz ter aprovado o pedido do administrador emergencial da cidade, Kevyn Orr, de pedir a proteção do capítulo 9 da lei de falências do país, dizendo que “é claro que a emergência financeira em Detroit não pode ser abordada fora desse pedido, e essa é a única alternativa razoável disponível”.

O capítulo 9 da lei de falências dos EUA é aplicável apenas a municípios. O objetivo, segundo a corte de falências de Detroit é fornecer proteção à cidade contra seus credores, enquanto a mesma desenvolve e negocia um plano para ajustar seus débitos. Snyder apontou Orr para o cargo em março, com o objetivo de lider com a dívida de longo prazo da cidade, estimada em US$ 18,5 bilhões.

Berço da indústria automotiva norte-americana, Detroit vem enfrentando uma forte crise nos últimos anos. A população da cidade “encolheu” para 700 mil habitantes, frente ao 1,8 milhão que chegou a ter em seu auge, em 1950. O governo municipal tem sido alvo de casos de corrupção, e os reduzidos investimentos em iluminação e serviços de emergência deixaram a cidade com dificuldades de policiamento.

Em junho, Orr apresentou uma proposta aos credores que reduziria os pagamentos drasticamente. seu plano enfrentou resistência de alguns credores, notadamente de dois fundos de pensão de Detroit.

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11 thoughts on “Crise nos EUA: berço da indústria automotiva, Detroit pede falência

  1. Procurem reparar como “jornalistas” tipo JAnio de F., Mino C., santayana, Maurício D. e outros do tipo estão como baratas tontas diante de uma realidade que fez cair suas máscaras. A batida de seus veículos chapas-brancas foi tão forte que perderam o rumo.
    Perderam o chão completamente e agora se dedicam a detalhesinhos de comportamento dos manifestantes.
    Devem estar tomando calmantes ou aumentaram as doses de álcool.

  2. Henrique Meirelles (Folha)

    Novo problema, novo remédio

    Na economia, como na medicina, diagnóstico correto é o primeiro passo para tratamento correto. O segundo é que o remédio aplicado deve ser adequado ao problema.

    Já mencionei aqui a reação da política econômica à crise de 2008 e relatórios do FMI e de outros órgãos considerando a ação brasileira como modelo de enfrentamento de crise de crédito. O mais importante é entender precisamente qual era o problema, o que (e como) foi feito e aprender com isso.

    A quebra do banco Lehman Brothers, nos EUA, levou a um colapso das linhas de crédito internacionais, que eram cerca de 20% do total do crédito no Brasil. Isso gerou crise de liquidez em dólares e reais e dúvidas sobre a solvência de empresas e bancos. A resposta do Banco Central foi liberar liquidez em dólares, em reais e nos mercados futuros de forma rápida e decisiva.

    A melhor definição que vi para uma crise de crédito é compará-la a um ataque cardíaco. Se a resposta for rápida, precisa e com equipamento adequado, o ataque pode deixar poucas sequelas ou nenhuma. Caso demore, mais problemas causará ao coração, às artérias e ao cérebro, gerando danos irreparáveis ao corpo.

    O mesmo acontece na economia. Quanto mais dura for a crise, maiores os danos para toda a economia e, portanto, maior a dificuldade de resolver o problema.

    No caso do Brasil, em 2008, a economia se recuperou rapidamente, e as empresas retomaram as vendas depois do tombo da produção industrial de 20% em dois meses e da queda anualizada do PIB de 13% no último trimestre. No início de 2010, a economia já estava normalizada, e o BC ajustou os níveis de liquidez.

    A resposta com oferta de crédito naquele momento foi adequada, já que a prioridade era restaurá-lo, uma vez que sua contração era exatamente o problema. A resposta fiscal visando a retomada do consumo, em queda livre devido às restrições de crédito, também colaborou para restaurar o dinamismo.

    Hoje, examinando o Brasil, é possível diagnosticar que o problema é de custos elevados e baixo investimento. Essa carência importante é acentuada pelas incertezas da economia brasileira e pelo momento global, no qual os EUA consolidam sua recuperação e atraem capitais investidos em outros países.

    Portanto, o caminho do Brasil agora é transmitir confiança e credibilidade aos investidores por meio de regras estáveis, trajetória fiscal clara e política monetária firme. Assim, poderemos criar as condições para o aumento dos investimentos, principalmente para elevar a produtividade e reduzir os custos. Dessa maneira estaremos enfrentando de forma efetiva o problema do momento.

  3. Qual a relação entre o pedido de falência da cidade de Detroit com essa apologia furada aí em cima ao neoliberalismo no Brasil? Aliás, o que o blog publicou foi totalmente noticia, sem comentário de articulista. Procurei e não encontrei os tais Jânio de F., Mino C, etc. Por que o comentarista acima não analisou o tema da noticia, não dá um conselho econômico à cidade de Detroit ou sugestão ao prefeito de lá, ao invés de repetir como papagaio o que consultorias a serviços mercado financeiro e corporações estrangeiras nos vomitam diariamente nos meios de comunicações que eles monopolizam “democraticamente”?

  4. É muito estranho que o FED (Banco Central Americano através de seu Presidente Sr. Ben Bernanke) compre mensalmente US$ 85 Bi pelo Valor de face de Títulos Assets Backed Securities, dos Bancos/Seguradoras/etc, enfim Corporações do Setor Financeiro, mantendo-as Capitalizadas e valorizando todas as Ações na Bolsa de Valores, e não se disponha a comprar +- US$ 2 Bi/ano também em Valor de face dos Títulos da Cidade de Detroit para mantê-la também Capitalizada, cuja Dívida total é +- US$ 18,5 Bi. Dinheiro Público salvando Corporações Privadas e deixando Cidades que são BENS PÚBLICOS irem a falência. Está certo que os Bancos são “to big to Fail”, mas não custava muito também adicionar as Cidades, que custariam tão pouco em relação ao Total. Abrs.

  5. Não acho estranho, porque o FED foi privatizado em 1913 e desde então o congresso não consegue auditá-lo, apesar de algumas tentativas. Assim, SERVE a interesses privados e, principalmente, das corporações a ele associadas. Quer que a cidade, o interesse público e os recursos humanos de Detroit sifu. Pior é o nosso Banco Central, que nem legalmente é privatizado, só nos dá prejuizo, nao serve sequer para atender ao publico ou fornecer troco e papel moeda em condições à população, não sofre restrição de responsabilidade fiscal, utiliza dinheiro público para bancar o capital motel e paga pelos títulos emitidos juros altos fixados por mafiosos financeiros (dealers), visando aquisição de dólares que ficam reféns no exterior e aplicados a juros próximos a zero.

  6. Acho que o nosso Banco Central do Brasil, que teoricamente poderia fornecer Crédito Infinito ao Tesouro Nacional, não o faz, porque está amarrado a Tratados Internacionais, como o da Conversibilidade Internacional de nossa Moeda, e outros. Tratados com o BIS (Banco Central dos Bancos Centrais, etc, sediado na Suíça), etc. E outras coisas Sr. Laco Silva, que nossa vã Filosofia não alcança e talvez nem seja bom alcançar. O interessante é que até a China, Segunda Economia mundial, possuidora de Armas de Hidrogênio, etc, também sofre limitações no Campo Financeiro. Abrs.

  7. As coisas podem ser explicadas desde que corramos atrás das informações corretas. Ontem, por exemplo, o primeiro comentarista do artigo da Dora Kramer,
    intitulado ODEBRECHT QUER LULA EM 2014, que está alguns artigos abaixo, nos deixou um interessante link de uma aula de economia que esclarece didaticamente as sacanagens que somos vítimas. Escute e comprove que é mais pé no chão, de fácil entendimento, que mistério filosófico.

  8. Esqueci de perguntar ao comentarista acima. Por que não é bom que alcancemos compreender o que fazem com o nosso dinheiro no atacado? Sim, porque no varejo sabemos já de cor e salteado o nome dos políticos enriquecidos na vida pública. Então, é bom que todos saibam como se processa o saqueio no atacado das nossas riquezas, os agentes públicos escolhidos especialmente para essas áreas, a elaboração das legislações, as resoluções e circulares que facilitam a vida dos saqueadores no atacado. Aí, então, podemos melhor entender as razões dos problemas da saúde, educação e das injustiças contra aposentados e povão em geral.

  9. É sempre um prazer ter notícias sobre quebras,falências
    etc… vindas dos EUA. Um governo de bucaneiros,que se
    locupleta roubando outras economias mundo afora, invade
    o país que melhor lhe convém,saqueia,e presenteia parte
    de sua população de 3% milionários. O resto que se
    contente com sobras.
    Obs: Com cópia para NSA,Microsoft,Google et caterva.

  10. Prezado Sr. Laco Silva, Saudações

    A meu ver, não é muito bom que alcancemos entender muito bem o que acontece com “nosso Dinheiro no atacado”, como se produzem as operações Financeiras como certo Mega-Investidor fez contra o Tesouro da Inglaterra nos anos 70’s e numa tacada ganhou L$ 1 bilhão (de Libras Esterlinas Inglesas, não US$ Dollares), como se criam as famosas Crises Financeiras (que não são Crises do Sistema Capitalista de Mercados), como essa última que estourou em 2007, etc, porque “dá uma azia danada”. Faz mal para a nossa Saúde. São fenômenos muito abstratos que dão fortes dores de cabeça. Abrs.

  11. Dói minha cabeça permanecer alienado. E tema crucial de interesse nacional é sempre importante se aprender. Favor não misturar a operação financeira do Soros pontual contra a libra inglesa com o que o mercado financeiro faz milhares de vezes mais contra nossos interesses acobertado pelos seus agentes do Banco Central. Está encerrado o assunto com o senhor. Seu ponto de vista já foi exposto e, como não é a favor de que se exponha essas falcatruas grossas contra os interesses nacionais e bem estar dos brasileiros, encerro aqui para não me molestar.

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