Cuba confirmada como o país com melhor desenvolvimento humano da América Latina

O comentarista Mário Assis nos envia esse informe, produzido pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, sigla em inglês). É um texto pequeno, mas há um link para o informe completo, em espanhol.  Este tipo de pesquisa não é noticiado na Globo, na Band, na Veja, etc., mas vale à pena tomar conhecimento.

É claro que Cuba tem esse formidável desenvolvimento social graças ao fato de ter sido sustentada durante décadas pela União Soviética, tendo se tornado também uma ditadura feroz, que esmagou a democracia e criou um país hoje praticamente inviável, que agora depende dos emigrantes para sobreviver. Mas não há dúvida de que, sob o ponto de vista exclusivamente social, a revolução cubana foi um projeto que deu certo e faz inveja.

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Na apresentação do Informe sobre o Estado da População Mundial 2011, o Fundo de População das Nações Unidas, além de analisar o fato de que o mundo chegou aos 7 bilhões de habitantes, assegurou que Cuba é a nação com mais alto desenvolvimento humano latino-americano, chegando a afirmar que conta com um desenvolvimento equivalente a um quarto de século de avanço em relação aos demais países da América Latina e do Caribe.

Isso ocorre devido aos baixos níveis de mortalidade do país, a elevada esperança de vida, seu acesso à saúde e educação, sua saúde sexual e reprodutiva, e os indicadores de envelhecimento de sua população, todos com valores similares e, inclusive, maiores aos de nações industrializadas.

Com respeito ao enfoque sobre os 7 bilhões de pessoas no mundo, a UNFPA não só evidenciou dados demográficos, como também o aprofundamento das problemáticas sociais e econômicas que implicam no crescimento da população, onde se alguns questionamentos foram levantados: De que maneira reduzir as lacunas entre ricos e pobres e retificar as desigualdades entre homens e mulheres, e entre meninos e meninas?  Ou ainda: Como alcançar que as cidades sejam lugares aptos para viver?

O documento mostrou os grandes contrastes sociais e as necessidades de trabalharmos unidos pelo progresso, como, por exemplo, a questão da natalidade. Enquanto nas nações européias mais industrializadas nascem 1,5 crianças por mulher, na África – de alarmantes indicadores sócio-demográficos e grande pobreza –, nascem cinco bebês por mãe. Esta conquista de Cuba se soma a sua reconhecida luta contra o racismo, a desnutrição infantil e sua comprovada qualidade em todos os níveis de educação.

(Tradução: Maria Fernanda M. Scelza)

Informe completo em espanhol: http://www.unfpa.org/webdav/site/global/shared/documents/SWP_2011/SP-SWOP2011.pdf

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