Cuba recebe 10 mil e paga apenas 100 aos médicos?

Pedro do Coutto

A resposta lógica à pergunta contida no título revela nitidamente um ângulo do absurdo completo de que reveste a iniciativa de contratar médicos cubanos para trabalhar no sistema de saúde brasileiro. Um ângulo, porque existem vários outros envolvendo a questão. O tema foi muito bem focalizado pelas repórteres Cláudia Rolli e Flávia Barreiro, edição de 23 da Folha de São Paulo. A matéria acentua que o Ministério Público do Trabalho vai ingressar na Justiça contra a medida anunciada pelo governo Dilma Rousseff. Razões não faltam. Ao contrário: sobram.

Em primeiro lugar no paraíso socialista de Cuba os médicos ganham por mês entre 60 a 100 reais. No Brasil, o salário médio no Serviço Público por 40 horas semanais oscila em torno de 3 mil a 3 mil e 500 reais. Ocorre que o governo brasileiro pretende pagar 10 mil reais por médico importado. Mas para quem vai o pagamento? Para a administração de Raul Castro. Quer dizer uma terceirização às avessas. A chamada antigamente de pérola das Antilhas vai receber o equivalente a 10 mil reais mensais por médico cedido  e vai pagar ao profissional o máximo de cem reaias. O cenário revela a venda de trabalho humano, uma exploração que em nosso país foi abolida em 1888.

Não existe a menor legitimidade em tal transação. Pois um poder estatal está remunerado apenas em função de consentir que um cidadão natural do país possa exercer sua profissão além de suas fronteiras. Não existe procedente no mundo. Uma exploração absoluta do trabalho alheio. O Ministério Público do Trabalho – acentuam as repórteres a Folha de São Paulo – está reunindo argumentos contra o que considera uma neo escravidão declarada, contra a não aplicação aos médicos cubanos do salário mínimo brasileiro, contra a falta de cobertura pela Previdência Social. Elenco bastante forte de argumentos. Contra, também, a falta de vínculo trabalhista envolvendo empregador e empregado. O pagamento do décimo terceiro salário aparece no rol das dúvidas.

DESIGUALDADES

Mas as desigualdades não terminam ainda neste ponto. O governo deseja contratar médicos? Num país como o nosso em que a remuneração aplicada aos médicos é praticamente três vezes menor, não faltariam interessados. Então porque pagar a Cuba se existe mão de obra disponível no Brasil? O Ministério da Saúde, o órgão mais diretamente vinculado à questão, efetuou alguma pesquisa de mercado sobre o problema? Não realizou, caso contrário teria divulgado os resultados. Por qual motivo não procedeu assim?

Na mesma edição da FSP de 23 saiu uma outra reportagem, esta de Marcelo Leite, sustentando que o governo cubano forma milhares de médicos como produto de exportação. Estão em vários países. São relacionados Mônaco, Reino Unido, Estados Unidos e, agora Brasil. Importante que o ministro Eliseu Padilha informe em que condições? Não é possível que sejam iguais ou pelo menos semelhantes às projetadas para o Brasil. O titular da Saúde, que está aparecendo pouco nessa nebulosa questão, se mandasse fazer um levantamento estaria de posse de muitas respostas capazes de dar transparência ao tema. É mais provável, porém, que, no caso, a transparência seja impossível.
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26 thoughts on “Cuba recebe 10 mil e paga apenas 100 aos médicos?

  1. O religião marxista-leninista afeta sobre-maneira essa gente petista que nos governa. Chega ao fanatismo. O hediondo não faz a menor diferença para esses petista. estão no poder e isso é o que interessa.
    Para acrescentar alguma coisa ao excelente artigo de Pedro do Couto, vai aqui mais uma sobre o assunto da neo-escravidão impingida ao povo cubano pelos castros:

    “ELIO GASPARI

    O advogado-geral de Fidel Castro
    Luís Inácio Adams nega preventivamente a cubanos um direito que protegeu e salvou muitos brasileiros

    O doutor Luís Inácio Adams informou que os médicos cubanos que vêm para o Brasil não terão direito a asilo político caso queiram se desvincular da ilha comunista. Nas sua palavras: “Me parece que não têm direito a essa pretensão. Provavelmente seriam devolvidos”.

    Num país que teve um presidente asilado (João Goulart) e centenas de cidadãos protegidos pelo instituto do asilo, Adams nega-o, preventivamente, a cubanos. Isso numa época em que o russo Vladimir Putin concedeu asilo a um cidadão acusado pelo governo americano de ter praticado crimes e a doutora Dilma tem um asilado na embaixada brasileira em La Paz. Noves fora a proteção dada a Cesare Battisti, acusado de terrorismo pelo governo italiano.

    A tradição petista vai na direção desse absurdo. A Polícia Federal já deportou dois boxeadores cubanos durante a gestão do comissário Tarso Genro no Ministério da Justiça. (Ele foram recambiados e fugiram de novo.)

    O próprio governo castrista já permitiu a saída de cidadãos para a Espanha. A vigorar a Doutrina Adams, o Brasil transforma-se numa dependência do aparelho de segurança cubano.”

  2. Prezados, não sou petista, mas neste quesito ponto para o PT e a base aliada. Respeito os médicos brasileiros, que eles continuem reivindicando hospitais, postos de saúde, upas e afins 100% equipados e o devido salário que eles merecem, em todos os municípios. Agora, não vou entrar na questão jurídica e/ou trabalhista, mas no item salarial os cubanos comportam-se como sacerdotes, provando que não estão ligados aos bens materiais. E isso o povão e a massa nos rincões da Pátria Brasileira vão entender logo. Os médicos cubanos vão trabalhar pelo ideal de uma humanidade mais feliz, realizando verdadeiras caridades. Sei que muitos vão discordar… paciência. Lembro quando Mao Tsé Tung chegou ao poder, criou o programa “Médicos de Pés Descalços” e muitos iam pelas cidades interioranas da China, a troco de pequenos salários, mas pela postura quase que religiosa de construir uma grande nação. Conseguiram ! Camarada presidenta Dilma, neste quesito, nota 10 !

    • Primeiro, daqueles que estão vindo, nem todos são médicos. Segundo, existem leis em nosso país, que o teu PT não gosta de cumprir. Terceiro, porque o teu PT ainda, não fez nada para melhorar a saúde no Brasil? São dez anos que nada acotece em saúde pública. Minto, agora está muito pior, mas muito pior mesmo.

  3. Se já na fosse absurdo, o governo petista perdoar as dívidas de ditadores africanos. Agora, os governantes imundos do Brasil( Luladilma ), querem patrocinar o ditador socialista comunista Fidel Castro e sua atroz governança de desastrada postura.
    Os médicos(?) sequer podem trazer seus familiares, que ficarão na ilha como encarcerados do comandante, para que evite fuga em massa!
    O anão moral que está ensebando os cômodos do Piratini, deve estar de prontidão, pois não passa de um capataz do ditador da ilha do terror.
    Enquanto isso plantam que a “comandanta’ Dilma dá um rolé em cima da marca capitalista. Canalhas! Porcos! Imundos!
    Por Cuba Livre!Por uma Cuba livre da ditadura de Castro!
    Pela liberdade dos povos oprimidos e escravizados!
    Por um Brasil livre e soberano da ditadura comunista do Foro de São Paulo!
    Fora canalhas petistas!
    Fora imundos escravagistas!

  4. Cai por terra o que disse Antonio Rocha acima, como por exemplo esta sua frase: “Os médicos cubanos vão trabalhar pelo ideal de uma humanidade mais feliz, realizando verdadeiras caridades.”

    Afinal eles NÃO farão CARIDADE ALGUMA! Pois o governo cubano RECEBERÁ do governo brasileiro pelo serviço que cada médico cubano prestar em nosso território.

    Isso não caracteriza caridade de jeito nenhum! É trabalho remunerado!

    Porém com seríssimas características de trabalho ESCRAVO, afinal o governo cubano agirá como verdadeiro explorador de mão-de-obra humana, desrespeitando violentamente as sólidas leis trabalhistas brasileiras!

    E vou além, Antonio Rocha. Afirmo-lhe que só virão ao Brasil médicos cubanos que tenham familiares em Cuba. Suas famílias obviamente ficarão naquela ilha mesmo, vigiadas à distância (ou de perto mesmo!). Funcionarão como “garantia humana” para evitar que médicos queiram “fugir” do trabalho escravo, para ficarem aqui pelo Brasil para sempre.

    Bem se vê que não há nada de sacerdotal, de missionário, ou de humanitário nessa “jogada” Brasil-Cuba!

  5. Esse Antonio Rocha mais parece uma besta do partidão votando em assembleia. Parece uma coisa pegajosa-petista que prega na sola do sapado em vias públicas. Que horror! Se não bastassem funcionários que ganham sem dar aulas como o Delúbio Soares,o tesoureiro ladrão condenado pelo STF, aparecem defensores do indefensável. Haja justiça! Quem lambe sapatos, lambem outras coisas!

  6. 23/08/2013 16:12
    Presidenta, explique para nós. Coluna Carlos Brickmann
    (*) – ATENÇÃO: COLUNA EXCLUSIVA PARA A EDIÇÃO DOS JORNAIS DE DOMINGO, 25 DE AGOSTO DE 2013
    Há pouco mais de um mês, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Governo tinha desistido da importação de médicos cubanos. De repente, não mais que de repente, arranjou quatro mil para pronta entrega. Será Padilha tão bom assim de negociação? Ou antes estaria, perdoe-nos a ousadia, mentindo?

    Cuba, comunista há mais de 50 anos, tem no planejamento centralizado a base de sua estrutura governamental. Como é que, de repente, aparecem quatro mil médicos disponíveis? Estará Cuba, em nome da solidariedade ao Governo brasileiro tão amigo, disposta a sacrificar o atendimento médico à sua população?

    O PT condena a gestão da Saúde por organizações sociais, a seu ver uma inaceitável terceirização. Saúde não deve dar lucro. Pagar um Governo estrangeiro para que envie profissionais de sua escolha e os remunere com parte do que recebe não é terceirização? O que sobra para o Governo cubano não é lucro?

    Grandes empresas do país já foram enquadradas na Lei do Trabalho Escravo porque terceirizaram parte de sua produção para outras, que pagavam abaixo do mínimo, obrigavam seus empregados a morar onde mandavam e aproveitavam-se de sua situação para explorá-los – ou aceitavam ou eram enviados de volta a seus países. Em que diferem os médicos cubanos, obrigados a morar onde Havana mandar, impedidos de optar por outra vida e ganhando aquilo que lhes for determinado pelo Governo cubano, dos imigrantes escravizados?

    São dúvidas razoáveis. E a presidenta com certeza dará respostas excelentas.

    Lula-lá

    Do presidente Lula, em 19 de abril de 2006, ao inaugurar o setor de emergência do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (fonte, Agência Brasil): “Eu acho que não está longe da gente atingir a perfeição no tratamento de saúde neste país”. Seriam os médicos cubanos o toque que faltava para atingir a perfeição? Se eram, por que o Governo demorou tanto para trazê-los?

    Pensando no futuro

    Tanta gente chegando ao Brasil, em tão pouco tempo, faz surgir outra dúvida: imaginemos que alguns dos cubanos resolvam mudar de vida e pedir asilo político ao Brasil. Os pugilistas cubanos que se atreveram a isso foram presos e enviados de volta a Cuba num avião venezuelano. Já Césare Battisti recebeu asilo político. Qual dos exemplos será seguido se algum médico não quiser voltar?

    Dúvida final

    Por que os médicos cubanos não podem a trazer a família para o Brasil?

    Mate e ganhe

    Na folha de pagamentos do Tribunal de Justiça de São Paulo, a que esta coluna teve acesso, constam diversos desembargadores com vencimentos superiores ao teto constitucional, que equivale ao salário de ministro do Supremo Tribunal Federal.

    Mas há algo ainda mais intrigante: Marcos Antônio Tavares, condenado em decisão definitiva a 13 anos de reclusão pelo assassínio de sua esposa, consta na folha do TJ paulista como Juiz de Direito de Entrância Extraordinária, Fórum da Comarca de Jacareí. Seus vencimentos são de R$ 21.766,15 mensais. Tavares cumpriu quatro anos de sua pena de prisão em regime fechado e o restante em casa. Até 2009 recebeu aposentadoria por invalidez – anulada quando se comprovou, por suas atividades e por perícia médica, que a invalidez não existia.

    O Tribunal de Justiça de São Paulo com certeza poderá esclarecer como um assassino condenado continua recebendo rigorosamente em dia.

    Sem sobressaltos

    Após a desocupação da Câmara dos Vereadores do Rio, a situação voltou ao normal. Os vereadores já podem não trabalhar como sempre.

    Questão de idioma

    Mandar que a Câmara de Vereadores seja desocupada não será redundante?

    Achando os culpados

    Na verdade, ninguém pode se queixar. As últimas pesquisas para o Governo de Brasília indicam Joaquim Roriz na frente, com folga, seguido de José Roberto Arruda. Roriz renunciou ao Senado para não ser cassado por corrupção. Não pode se candidatar, pois é ficha-suja. Arruda, depois cassado pela Justiça, foi o primeiro governador do país preso por corrupção no exercício do mandato.

    Explique também, deputado

    O deputado federal Carlos Roberto, presidente do PSDB de Guarulhos, SP, quer ser candidato a prefeito em 2016. Já disputou em 1996, 2008 e 2012, sempre sem êxito. Mas antes de partir para a quarta candidatura majoritária – persistente, não desistirá até aprender – precisa resolver um problema na Justiça: o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para apurar a movimentação de R$ 21 milhões em sua conta bancária, entre janeiro de 2011 e outubro de 2012. Carlos Roberto é empresário, tem dinheiro, mas a Receita Federal considera que o valor mesmo assim é alto demais, incompatível com a receita de Sua Excelência. Um exemplo: em 2012, o parlamentar tucano declarou rendimentos de pouco mais de R$ 200 mil e movimentou pouco menos de R$ 15 milhões.

    Carlos Roberto, com certeza, explicará a distância entre o que diz que ganhou e o que movimentou.

    carlos@brickmann.com.br
    http://www.brickmann.com.br

  7. Até tu Pedro correndo atrás da manada? Tanta coisa para escrever e você preocupado com os médicos cubanos que “vão morrer” nos confins do Brasil ganhando 100 reais. E você parece acreditar nisso. Porque não te preocupas em perguntar a razão dos médicos brasileiros para lá não quererem ir? Será medo de onça? Ae cobra? de assombração? de veado? de macaco? de carapanã? De coruja? Ou é falta de patiotismo. Atrás da manada você não é o Pedro é o pedrinho.

  8. Senhores,
    Acredito não ser hora de política partidária de PSDB, PT e outros. Deixe trabalhar quem quer que seja. Equiparar este fato a prostituição. Acho que essa mulher (médica) passou das medidas. Chame-os de comunista se desejar. Todo país tem seu leão do imposto sobre as rendas. Cada qual com o seu e a seu modo. O regime deles é deles não nos interessa. Cuba está nas barbas dos EUA e eles saem em busca de ditadura no oriente médio.
    Por que os médicos brasileiros não querem se inscrever ao em vez de ficar acusando? Vamos trabalhar. Os cubanos são corajosos saíram de sua terra distante para enfrentar o trabalho. Se você que uma ressonância magnética às margens do rio amazonas. Tem muita cidade no interior de São Paulo que não tem. Nem vocês sabem trabalhar estas máquinas. Não vou combate-los só porque são comunistas. Isto é assunto que não me diz respeito.

  9. Muitos petistas ainda tentam justificar o trabalho escravo, que é o cerne da questão aqui, dizendo que é coisa de partidos contrários.
    Essa gente da religião marxista-leninista vivem de imaginação. Acreditam no que pensam. Para um religioso não há fatos. Pior, na religião marxista-leninista, o hediondo tem justificativas divinas para sua prática.

  10. Quem inventou que os médicos cubanos iraão receber R$ 100, 00 por mês aqui no brasil deve estar mentindo, pois ninguém vive com um salário minúsculo deste aqui no Brasil……mas se ganham este valor em Cuba aí já é outra história, pois, provavelmente é livre de qualquer outra despesa ou seja, dá para o cafezeinho, a bebida e o cigarro.

  11. Senhor Mau, digo Mauro,
    Minha religião é católica. Não tenho partido ou melhor não sou inscrito em nenhum partido. Não sou marxista-leninista, nem conheço este nome por isto copiei seu.
    Não é meu feitio atacar comentarista, mas me sentí ofendido com seu comentário. O senhor ainda pode morrer por falta de atendimento. basta não ter uns trocados no bolso. A medicina virou comercio. Saúde.

  12. Prosseguindo, ,
    E mais, se ainda falta médico, claro que não poderia se ter remédios, gazes, iodo etc. Não tinha quem os requisitasse. Com a chegada dos médicos certo que haverá pedido de quem os aplicará aos clientes. Não só isto, quem deverá cuidar da guarda destes medicamentos. para que não haja desaparecimento e ou …

  13. Senhor laerte, o que se discute aqui é a hedionda situação do povo cubano sob a ditadura dos castros, que é fundamentada na religião marxista-leninista e o governo do PT, que também ésectária dessa religião. Por essas e outras, os fatos criados por este governo de fanáticos e corruptos, mostram claramente a solidariedade entre ele e o ditador.
    Quanto à questão médica, poder-se-ia tranquilamente buscar os profissionais da saúde nos paises vizinhos como a Bolívia, Peru, paraguai,etc, que não faltariam para preencher essa caêencia em pauta. Estes viriam como profissionais com todos os seus DIREITOS HUMANOS garantidos, como por exemplo trazer a família, etc, etc, etc.

  14. Quanto a questão de buscar médicos em outros países: a medicina cubana é a melhor do mundo, isso é sabido. Até para quem não é fundamentado na “religião marxista-leninista”.

  15. Pode alguem, com o consentimento do Ministério do Trabalho, trabalhar no Brasil recebendo a terça parte do salário mínimo sob alegação do patrão de que existe concordância do empregado? Acho que não.
    Se o empregado for estrangeiro isso seria legal? Olha aí o precedente!

    • Não liga não,Antonio!!!Esse Rodrigo é um reacionário discípulo e seguidor do astrólogo e ex-comunista Olavo de Carvalho.Não é preciso dizer mais nada em termos de obscuridade de idéias.
      É um pobre diabo desentupidor de privadas!!!!

      • É melhor ser um pobre diabo desentupidor de privada que ser a MERDA EM SI.
        Merda’cy! Merda’cy…é só falar em escarro que o cachorro de cemitério “Merda’cy” aparece para lamber.
        É só falar em lamber que o babaca aparece para chupar. Então chupa, Darcy!

  16. Os senhores não gritaram, não xingaram nem ameaçaram com polícia aos Roger Abdelmassih, o estuprador, nem contra o infeliz que extorquiu R$ 1.200 para fazer o parto de uma adolescente pobre, nem contra os doutores dos dedos de silicone, nem contra os espertalhões da maternidade paulista cuja única atividade era bater o ponto.

  17. Pingback: Cuba recebe 10 mil e paga apenas 100 aos médicos? | Debates Culturais – Liberdade de Idéias e Opiniões

  18. 23/08/2013 7:42 pm

    Dez informações sobre a saúde e a medicina em Cuba

    215

    O jornalista Marco Weissheimer, do Portal Sul21, apresenta 10 argumentos que credenciam os médicos cubanos a trabalharem em comunidades pobres brasileiras que sofrem com a falta de acesso a saúde

    Por Marco Weissheimer, do Sul21

    Escola Latino-Americana de Medicina, em Cuba, assumiu a premissa da responsabilidade social, diz Organização Mundial da Saúde (Foto: Reprodução / Sul21)

    Um dos principais argumentos da reação irada de entidades médicas brasileiras contra a vinda de médicos cubanos para o país consiste em questionar a qualidade e a competência dos profissionais cubanos. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, chegou a dizer que “os cubanos poderão causar um genocídio” no Brasil. Os primeiros 400 médicos cubanos chegam ao Brasil neste fim de semana, em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas). Uma das maneiras de aferir essa qualidade é levar em conta a realidade da saúde e da medicina em Cuba. Eis aqui dez indicadores e informações sobre a saúde cubana para a população brasileira avaliar (os dados são do governo cubano e da Organização Mundial da Saúde):

    (1) Em Cuba, há 25 faculdades de medicina (todas públicas), e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil . (Estudaram em Cuba e lá se formaram, entre outros, dois filhos de Paulo de Argollo Mendes, presidente há 15 anos do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e critico ferrenho do programa Mais Médicos).

    (2) Em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Deste total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia. Desde a Revolução Cubana em 1959, foram formados cerca de 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes.

    (3) A duração do curso de medicina em Cuba, como no Brasil, é seis anos em período integral. Depois, há um período de especialização que varia entre três e quatro anos. Pelas regras do sistema educacional cubano, só entram no curso de medicina os alunos que obtêm as notas mais altas ao longo do ensino secundário e em um concurso seletivo especial.

    (4) Estudantes de medicina cubanos passam o sexto ano do curso em um período de internato, conhecendo as principais áreas de um hospital geral. A sua formação geral é voltada para a área da saúde da família, com conhecimento em pediatria, pequenas cirurgias, ginecologia e obstetrícia.

    (5) Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes. Em países como Espanha e Portugal, essa relação é de 4 médicos para cada mil habitantes.

    (6) A taxa de mortalidade em Cuba é de 4,6 para mil crianças nascidas, e a expectativa de vida é de 77,9 anos (dados de janeiro de 2013). No Brasil, a taxa de mortalidade é de 15,6% para mil bebês nascidos (IBGE/2010).

    (7) Em 1998, depois que o furacão Mitch atingiu a América Central e o Caribe, Fidel Castro decidiu criar a Escola Latino-Americana de Medicina de Havana (Elam) com o objetivo de formar em Cuba médicos para trabalhar em países chamados subdesenvolvidos. A Organização Mundial da Saúde definiu assim o trabalho da Elam: “A Escola Latino-Americana de Medicina acolhe jovens entusiasmados dos países em desenvolvimento, que retornam para casa como médicos formados. É uma questão de promover a equidade sanitária. A Elam assumiu a premissa da “responsabilidade social”.

    (8) Em 20 anos, médicos cubanos atenderam a mais de 25 mil afetados pela explosão em Chernobyl, incluindo muitas crianças órfãs. Desde o início do programa, em 1990, foram atendidos mais de 25.400 pacientes, a maioria deles crianças. 70% dos menores que receberam tratamento na localidade cubana de Tarará perderam seus pais e chegaram a Cuba com enfermidades oncológicas e hematológicas provocadas pela exposição à radiação (ver vídeo abaixo).

    (9) Segundo a New England Journal of Medicine, uma das importantes revistas médicas do mundo, o sistema de saúde cubano parece irreal. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito. Apesar de dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o dos EUA não conseguiu resolver ainda.

    (10) Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano em expectativa de vida e educação durante a última década.

    Certamente o sistema de saúde cubano não é o paraíso na Terra e seus profissionais não são os melhores do mundo. No entanto, os indicadores e informações acima citados parecem credenciá-los para desenvolver um importante trabalho de medicina comunitária e medicina da família em comunidades pobres brasileiras que têm grande dificuldade de acesso a serviços de saúde. Os profissionais cubanos têm especialização e tradição de trabalhar justamente nesta área e não representam nenhuma concorrência para profissionais brasileiros nesta área. Virá daí um genocídio???

    Tags: Chernobyl, Cuba, Escola Latino-Americana de Medicina, IDH, Mais Médicos, medicina comunitária, medicina preventiva, médico de família, Nações Unidas, New England Journal of Medicine, OMS, OPAS, Organização Panamericana de Saúde

    23/08/2013 7:42 pm

    23/08/2013 7:42 pm

    Dez informações sobre a saúde e a medicina em Cuba

    215

    O jornalista Marco Weissheimer, do Portal Sul21, apresenta 10 argumentos que credenciam os médicos cubanos a trabalharem em comunidades pobres brasileiras que sofrem com a falta de acesso a saúde

    Por Marco Weissheimer, do Sul21

    Escola Latino-Americana de Medicina, em Cuba, assumiu a premissa da responsabilidade social, diz Organização Mundial da Saúde (Foto: Reprodução / Sul21)

    Um dos principais argumentos da reação irada de entidades médicas brasileiras contra a vinda de médicos cubanos para o país consiste em questionar a qualidade e a competência dos profissionais cubanos. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, chegou a dizer que “os cubanos poderão causar um genocídio” no Brasil. Os primeiros 400 médicos cubanos chegam ao Brasil neste fim de semana, em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas). Uma das maneiras de aferir essa qualidade é levar em conta a realidade da saúde e da medicina em Cuba. Eis aqui dez indicadores e informações sobre a saúde cubana para a população brasileira avaliar (os dados são do governo cubano e da Organização Mundial da Saúde):

    (1) Em Cuba, há 25 faculdades de medicina (todas públicas), e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil . (Estudaram em Cuba e lá se formaram, entre outros, dois filhos de Paulo de Argollo Mendes, presidente há 15 anos do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e critico ferrenho do programa Mais Médicos).

    (2) Em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Deste total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia. Desde a Revolução Cubana em 1959, foram formados cerca de 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes.

    (3) A duração do curso de medicina em Cuba, como no Brasil, é seis anos em período integral. Depois, há um período de especialização que varia entre três e quatro anos. Pelas regras do sistema educacional cubano, só entram no curso de medicina os alunos que obtêm as notas mais altas ao longo do ensino secundário e em um concurso seletivo especial.

    (4) Estudantes de medicina cubanos passam o sexto ano do curso em um período de internato, conhecendo as principais áreas de um hospital geral. A sua formação geral é voltada para a área da saúde da família, com conhecimento em pediatria, pequenas cirurgias, ginecologia e obstetrícia.

    (5) Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes. Em países como Espanha e Portugal, essa relação é de 4 médicos para cada mil habitantes.

    (6) A taxa de mortalidade em Cuba é de 4,6 para mil crianças nascidas, e a expectativa de vida é de 77,9 anos (dados de janeiro de 2013). No Brasil, a taxa de mortalidade é de 15,6% para mil bebês nascidos (IBGE/2010).

    (7) Em 1998, depois que o furacão Mitch atingiu a América Central e o Caribe, Fidel Castro decidiu criar a Escola Latino-Americana de Medicina de Havana (Elam) com o objetivo de formar em Cuba médicos para trabalhar em países chamados subdesenvolvidos. A Organização Mundial da Saúde definiu assim o trabalho da Elam: “A Escola Latino-Americana de Medicina acolhe jovens entusiasmados dos países em desenvolvimento, que retornam para casa como médicos formados. É uma questão de promover a equidade sanitária. A Elam assumiu a premissa da “responsabilidade social”.

    (8) Em 20 anos, médicos cubanos atenderam a mais de 25 mil afetados pela explosão em Chernobyl, incluindo muitas crianças órfãs. Desde o início do programa, em 1990, foram atendidos mais de 25.400 pacientes, a maioria deles crianças. 70% dos menores que receberam tratamento na localidade cubana de Tarará perderam seus pais e chegaram a Cuba com enfermidades oncológicas e hematológicas provocadas pela exposição à radiação (ver vídeo abaixo).

    (9) Segundo a New England Journal of Medicine, uma das importantes revistas médicas do mundo, o sistema de saúde cubano parece irreal. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito. Apesar de dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o dos EUA não conseguiu resolver ainda.

    (10) Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano em expectativa de vida e educação durante a última década.

    Certamente o sistema de saúde cubano não é o paraíso na Terra e seus profissionais não são os melhores do mundo. No entanto, os indicadores e informações acima citados parecem credenciá-los para desenvolver um importante trabalho de medicina comunitária e medicina da família em comunidades pobres brasileiras que têm grande dificuldade de acesso a serviços de saúde. Os profissionais cubanos têm especialização e tradição de trabalhar justamente nesta área e não representam nenhuma concorrência para profissionais brasileiros nesta área. Virá daí um genocídio???

    Tags: Chernobyl, Cuba, Escola Latino-Americana de Medicina, IDH, Mais Médicos, medicina comunitária, medicina preventiva, médico de família, Nações Unidas, New England Journal of Medicine, OMS, OPAS, Organização Panamericana de Saúde

    Dez informações sobre a saúde e a medicina em Cuba

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    O jornalista Marco Weissheimer, do Portal Sul21, apresenta 10 argumentos que credenciam os médicos cubanos a trabalharem em comunidades pobres brasileiras que sofrem com a falta de acesso a saúde

    Por Marco Weissheimer, do Sul21

    Escola Latino-Americana de Medicina, em Cuba, assumiu a premissa da responsabilidade social, diz Organização Mundial da Saúde (Foto: Reprodução / Sul21)

    Um dos principais argumentos da reação irada de entidades médicas brasileiras contra a vinda de médicos cubanos para o país consiste em questionar a qualidade e a competência dos profissionais cubanos. O presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila, chegou a dizer que “os cubanos poderão causar um genocídio” no Brasil. Os primeiros 400 médicos cubanos chegam ao Brasil neste fim de semana, em um convênio com a Organização Panamericana de Saúde (Opas). Uma das maneiras de aferir essa qualidade é levar em conta a realidade da saúde e da medicina em Cuba. Eis aqui dez indicadores e informações sobre a saúde cubana para a população brasileira avaliar (os dados são do governo cubano e da Organização Mundial da Saúde):

    (1) Em Cuba, há 25 faculdades de medicina (todas públicas), e uma Escola Latino-Americana de Medicina, na qual estudam estrangeiros de 113 países, inclusive do Brasil . (Estudaram em Cuba e lá se formaram, entre outros, dois filhos de Paulo de Argollo Mendes, presidente há 15 anos do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul e critico ferrenho do programa Mais Médicos).

    (2) Em 2012, Cuba formou 11 mil novos médicos. Deste total, 5.315 são cubanos e 5.694 vêm de 59 países principalmente da América Latina, África e Ásia. Desde a Revolução Cubana em 1959, foram formados cerca de 109 mil médicos no país. O país tem 161 hospitais e 452 clínicas para pouco mais de 11, 2 milhões de habitantes.

    (3) A duração do curso de medicina em Cuba, como no Brasil, é seis anos em período integral. Depois, há um período de especialização que varia entre três e quatro anos. Pelas regras do sistema educacional cubano, só entram no curso de medicina os alunos que obtêm as notas mais altas ao longo do ensino secundário e em um concurso seletivo especial.

    (4) Estudantes de medicina cubanos passam o sexto ano do curso em um período de internato, conhecendo as principais áreas de um hospital geral. A sua formação geral é voltada para a área da saúde da família, com conhecimento em pediatria, pequenas cirurgias, ginecologia e obstetrícia.

    (5) Em Cuba há hoje 6,4 médicos para mil habitantes. No Brasil, esse índice é de 1,8 médico para mil habitantes. Na Argentina, a proporção é 3,2 médicos para mil habitantes. Em países como Espanha e Portugal, essa relação é de 4 médicos para cada mil habitantes.

    (6) A taxa de mortalidade em Cuba é de 4,6 para mil crianças nascidas, e a expectativa de vida é de 77,9 anos (dados de janeiro de 2013). No Brasil, a taxa de mortalidade é de 15,6% para mil bebês nascidos (IBGE/2010).

    (7) Em 1998, depois que o furacão Mitch atingiu a América Central e o Caribe, Fidel Castro decidiu criar a Escola Latino-Americana de Medicina de Havana (Elam) com o objetivo de formar em Cuba médicos para trabalhar em países chamados subdesenvolvidos. A Organização Mundial da Saúde definiu assim o trabalho da Elam: “A Escola Latino-Americana de Medicina acolhe jovens entusiasmados dos países em desenvolvimento, que retornam para casa como médicos formados. É uma questão de promover a equidade sanitária. A Elam assumiu a premissa da “responsabilidade social”.

    (8) Em 20 anos, médicos cubanos atenderam a mais de 25 mil afetados pela explosão em Chernobyl, incluindo muitas crianças órfãs. Desde o início do programa, em 1990, foram atendidos mais de 25.400 pacientes, a maioria deles crianças. 70% dos menores que receberam tratamento na localidade cubana de Tarará perderam seus pais e chegaram a Cuba com enfermidades oncológicas e hematológicas provocadas pela exposição à radiação (ver vídeo abaixo).

    (9) Segundo a New England Journal of Medicine, uma das importantes revistas médicas do mundo, o sistema de saúde cubano parece irreal. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito. Apesar de dispor de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o dos EUA não conseguiu resolver ainda.

    (10) Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Cuba é o único país da América Latina que se encontra entre as dez primeiras nações do mundo com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano em expectativa de vida e educação durante a última década.

    Certamente o sistema de saúde cubano não é o paraíso na Terra e seus profissionais não são os melhores do mundo. No entanto, os indicadores e informações acima citados parecem credenciá-los para desenvolver um importante trabalho de medicina comunitária e medicina da família em comunidades pobres brasileiras que têm grande dificuldade de acesso a serviços de saúde. Os profissionais cubanos têm especialização e tradição de trabalhar justamente nesta área e não representam nenhuma concorrência para profissionais brasileiros nesta área. Virá daí um genocídio???

    Tags: Chernobyl, Cuba, Escola Latino-Americana de Medicina, IDH, Mais Médicos, medicina comunitária, medicina preventiva, médico de família, Nações Unidas, New England Journal of Medicine, OMS, OPAS, Organização Panamericana de Saúde

  19. Só para corrigir, o ministro se chama ALEXANDRE Padilha. Neste post está escrito errado o nome dele. Está falando de uma coisa e nomeando a culpa para outro que não tem nada a ver. Só para corrigir.

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