Cunhado não é parente, desabafa Ackmin, sobre o novo caso de corrupção em São Paulo.

Carlos Newton

Como todos sabem, a corrupção é fenômeno político que grassa nos mais diversos partidos brasileiros, independentemente de ideologia. Agora vem à tona mais um caso, desta vez no ninho dos tucanos. Uma empresa que tem como sócios parentes de Lu Alckmin, mulher do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), é investigada sob suspeita de ter se beneficiado de uma fraude de R$ 4 milhões contra a Prefeitura de São Paulo.

Reportagem de Evandro Spinelli e Giba Bergamim Jr., publicada pela Folha de S. Paulo, mostra que o esquema, que também envolve outras empresas, foi alvo de operação em conjunto da Corregedoria Geral do Município, Polícia Civil e Ministério Público e resultou na prisão de quatro pessoas na última sexta-feira.

A prefeitura afirma que a empresa dos parentes de Lu Alckmin – Wall Street Empreendimentos e Participações – falsificou documentos para pagar um valor menor de taxas cobradas para autorizar a construção de prédios. A taxa em questão é a outorga onerosa, dispositivo que permite a construção de imóveis acima do limite previsto, mediante pagamento à prefeitura.

Por conta das fraudes, a Prefeitura de São Paulo promete interditar a partir desta terça-feira as obras de 21 prédios, alguns deles de alto luxo, nas zonas leste e oeste da cidade.

A construção de edifícios é livre até o limite definido para cada região da cidade, chamado de gabarito.Em São Paulo, permite-se que a edificação ultrapasse o gabarito, mas para tanto o proprietário do imóvel precisa requerer à prefeitura a concessão da “outorga onerosa”, pagando um tributo adicional.  

Estão sendo investigadas 23 empresas, entre elas a de Geraldo Cesar Ribeiro Filho, irmão da primeira dama e, portanto, cunhado do governador Geraldo Alckmin, Sua empresa é suspeita de ter fraudado um boleto de IPTU, que teria possibilitado economia ilegal de 4 milhões com a outorga onerosa.

Alckmin não é atingido diretamente pelo escãndalo, mas fica na antiga condição de Leonel Brizola, a proclamar que cunhado não é parente.

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