Das 10 maiores empresas do mundo, 6 são estatais, diz conselheira da Caixa Econômica

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Estados Unidos tem sete mil estatais, afirma Maria Rita Serrano

Carlos Newton

O assunto é repetitivo, mas vale à pena insistir, quando se trata de defender os interesses nacionais. O problema é tão grave que em setembro do ano passado foi lançada a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, para se contrapor à mensagem diariamente transmitida pela grande mídia, que desde sempre vem atuando em favor dos interesses do capital estrangeiro.

Um dos destaques da cerimônia, realizada na Câmara Legislativa de Brasília, foi o pronunciamento da executiva Maria Rita Serrano, membro do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal.

SUPERESTATAIS – “Tudo que é público tem corrupção, e no setor privado não tem. Lá a governança funciona que é uma maravilha”, ironizou Maria Rita Serrano, assinalando: “Talvez a grande diferença seja o fato de que o privado olha para o consumidor e o público tem que olhar o cidadão. Essa é a diferença fundamental”, continuou a representante da CEF, que também é coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

 “Para muitos no Brasil, o modelo ideal são os Estados Unidos. E lá existem sete mil estatais. Dados do ano passado do instituto Forbes, que é um instituto liberal, revela que das 10 maiores empresas em ativos do mundo, seis são estatais dos Estados Unidos, da China e da Europa”, ressaltou Maria Rita, revelando dados importantíssimos que a grande imprensa procura ocultar.

REESTATIZAÇÃO – Maria Rita Serrano destacou que entre 2000 e 2017, ao menos 884 serviços foram reestatizados no mundo, segundo o TNI (Transnational Institute), centro de estudos em democracia e sustentabilidade, sediado na Holanda.

Citou reestatizações ocorridas em países centrais do capitalismo, como Estados Unidos e Alemanha. E isso ocorreu porque, segundo o TNI, as empresas privadas que assumiram concessões públicas, como abastecimento de água e energia, priorizavam o lucro e os serviços se tornaram ineficientes e caros.

“As reestatizações, portanto, foram feitas em defesa dos interesses da população”, sintetizou.

NOÇÃO DE SOBERANIA – “Por que a Alemanha detém 20% do controle acionário da Volkswagen? Por que a França tem 15% do controle acionário da Citroën e da Renault?”, questionou Maria Rita Serrano, explicando.

“Isso acontece porque esses países têm noção da importância da soberania. Eles sabem que se não tiver alguma inserção nesse processo, as empresas simplesmente vão embora e o país perde empregos, perde qualidade de vida. Oitenta por cento do controle do petróleo mundial é exercido por empresas estatais. A saúde na Inglaterra é pública. Nós estamos na contramão do que o mundo está fazendo. O que a gente vive são grandes mentiras que, repetidas várias vezes, vão se tornando verdadeiras.”

BANCOS PÚBLICOS – Em seu impressionante pronunciamento, Maria Rita enfatizou a importância de discutir essas informações com a população e lembrou que, desde 2015, foram realizadas mais de 150 audiências públicas em câmaras municipais e assembleias legislativas pelo país para debater a importância dos bancos públicos.

“Temos de reproduzir esse debate com a população, temos de falar com empresários, com produtores rurais, sobre a importância dos bancos públicos e das empresas públicas.”

Na verdade os bancos públicos estão enfrentando um processo intenso de sucateamento desde que o governo Temer tomou o poder, em 2016, política que continua no governo atual.

ÁREAS ESTRATÉGICAS – Também teve grande repercussão o discurso de Juvandia Moreira, funcionária do Bradesco e presidente da Contraf-CUT. “Esse desmonte não é feito só vendendo a empresa ou vendendo uma subsidiária, é feito desmontando no dia a dia. Desde a saída de Dilma Rousseff, com o governo Temer e agora com Bolsonaro, já são mais de 20 mil trabalhadores desligados nos bancos públicos. É um desmonte de áreas e setores estratégicos.”

Juvandia ressaltou que foi definido um calendário com uma série de ações, atividades e audiências públicas em todo o  Brasil para debater a importância da defesa das empresas públicas. “Já fizemos muitas atividades e continuaremos fazendo. Temos audiências marcadas nos municípios, assembleias legislativas, nas câmaras de vereadores, no Brasil inteiro dialogando com a população sobre a importância dos bancos públicos na vida das pessoas.”

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P.S.
É uma discussão da máxima importância, mas não está sendo travada. A atuação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional vem sendo boicotada pela imprensa, que prefere promover a demonização das estatais, sem maiores considerações. Apenas isso. (C.N.)

31 thoughts on “Das 10 maiores empresas do mundo, 6 são estatais, diz conselheira da Caixa Econômica

  1. Até posso concordar que os governos detenham uma participação pequena em algumas empresas estratégicas para os países. Porém, no Brasil, devido à cultura política, empresas estatais são para acomodar os amigos em cargos para os quais estes não tem nenhuma competência e, o pior, para servir como fonte de corrupção. Sendo assim, melhor privatizar tudo. Eu, como “dono” de empresas públicas, nunca, jamais, recebi algum dividendo de seus lucros. Pelo contrário, meu dinheiro sempre é utilizado para tampar os rombos e roubos feitos nelas por aqueles que misturam o público com o privado em benefício próprio.

    • Penso exatamente assim, caro Geraldo. No Brasil, o controle estatal é falho em praticamente tudo. Soma-se a isso a valorização do “jeitinho” e da “malandragem” acima da honestidade. No Brasil, o governo pode ser sócio, mas não controlador de grandes empresas.

    • Ademais, é preciso levar em conta o contexto nas comparações feitas para justificar um mesmo approach com respeito á manutenção de estatais. Na Noruega eles destinam os rendimentos com o petróleo para o povo, mas eles são noruegueses – lá a coisa é séria! Aqui, parte seria para as escolas de samba e outra parte para os afilhados de políticos corruptos. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa (já disseram isso,não?).

  2. Eu, quando tinha ações do BB, recebia sistematicamente “filhotes” e $ das ações que detinha.
    A outra “bandeira” para “acabar” com a PB e dizer que se tem que trabalhar no que se é mais eficiente e eficaz e deixar o “resto” para outros; e com isso vai se “doando” as distribuidoras; as redes de distribuição de gás, que ninguém quer colocar mais, quando tudo foi feito pela PB, querem de graça; as refinarias, o segmento de pesquisas e implantação de parques de “energia limpa” e por aí vai.
    E alguns “poderosos mau caráter” vão incutindo na cabeça dos incautos de que estatal só serve para dar emprego a “parentes/amigos”.
    Uma estatal, amplia a rede de postos para lugares que embora não sejam atrativos em termos financeiros; são importantes no aspecto social; colocam sistemas hospitalares para atender seus empregados e a população adjacente e por aí vai. A empresa privada; “nunquinha” faria isto.
    Foi o que o Mestre Carlos Newton colocou: A empresa privada visa o consumidor e a estatal, visa também o cidadão.

  3. PS: No meu carro Volks, o limpador de parabrisa é bosch que também faz geladeiras, fogões, e etc, etc, etc,….
    Só a PB que tem que ficar só no achar petróleo e colocar as árvores de natal e aí entregar para as multinacionais levarem o óleo nosso?!!!

  4. Sra. Maria Rita Serrano;
    Os funcionários das estatais americanas tem os mesmos contratos de trabalho e os mesmos salários que os empregados da iniciativa privada.
    “A Maria Rita fala a verdade, somente a verdade, mas nem toda a verdade”.

  5. Tenho para mim que o âmago da discussão não deveria ser privatização ou estatização, mas como impedir que corruptos tenham acesso às diretorias das estatais e roubem fortunas para seus partidos e para si próprios.

    Apesar da “cultura” política ser de corrupção, desonestidade, traição contra o povo e país, prejudicar o patrimônio nacional por causa de péssimos indivíduos pouco vai adiantar, pois eles irão encontrar novos meios de espoliar o que é nosso.
    Simplesmente a solução seria, a meu ver, uma reforma nas estatais, onde os cargos diretivos não mais seriam da escolha dos governantes, mas através de um Plano de Carreira estabelecido para funcionários concursados, e que compõem o quadro de servidores da empresa.

    Evidente que a responsabilidade seria do ministério que alberga a estatal, tanto no lucro apurado quanto do prejuízo anunciado, mas não haveria esta ingerência absurda e comprometedora na administração da estatal como vem acontecendo sistematicamente, e com solenes prejuízos e danos!

    A questão é evitar o mínimo possível que o deletério e corrupto parlamentar que escolhe os diretores, mediante acordo com o governo porque o deputado ou senador compõe a base política do governo, tenha acesso às nomeações.
    Penso que seria uma medida que diminuiria os roubos praticados, e não perderíamos o que é nosso, do povo.

    Da mesma forma, urge que a escolha dos ministros para os tribunais superiores saia da alçada do presidente da República.
    A condução deveria ser também através de um Plano de Carreira somente com juízes concursados, que depois de ascenderem à função de desembargadores estariam aptos a galgar os tribunais superiores, mediante um critério de pontuação.
    Basta de escolha pessoal do presidente que, ao longo do tempo, tem demonstrado o quanto nos tem prejudicado esse tipo de decisão política para o Judiciário.

  6. Sou a favor de privatizar o máximo possível, de empresas que produzem mal e dão prejuízo, mas sou contra privatizar setores chaves para a estabilidade e sobrevivência do país, incluo ai minério, petróleo, energia, utilidades (agua, luz).
    Também sou a favor de que não haja estabilidade para servidor publico, que sejam todos CLT e que seja tudo fiscalizado, de modo a não ter corrupção.
    Também sou a favor de privatização justa, não a moda Brasil, onde se vende a 1/10 do que vale e a grana é paga com empréstimos públicos com juros baixíssimos do BNDES, criação de monopólio local para grupos locais e tudo acaba quase que na mesma mas deixando algum político através de laranjas mais rico, junto com alguns empresários.

  7. Eu só não entendo como não aceito que, se sabemos de onde os erros se originam nas estatais, que não exigimos mudanças!

    O patrimônio é público, e não pode ser loteado entre parlamentares e o executivo por conta de apoio político ou porque o partido é da base aliada do governo.

    Se as nomeações de políticos ou até mesmo de pessoas pelos políticos para as diretorias têm dado muito errado, tá na hora de acabar com este frege, com esta farra.

    A menos que tenhamos abandonado de vez o país, então o aumento indiscriminado da miséria, pobreza, analfabetismo, desemprego e endividamento do cidadão, ou seja, entregamos o Brasil de bandeja para as castas, elites e banqueiros.

    Não nos resta outra alternativa que não seja chorar na cama porque lugar quente.

  8. Ante a ânsia desestatizante / privatizante deste governo, que vem sendo levado a cabo por Paulo Guedes, cabe perguntar: Bolsonaro é patriota?

    ECONOMIA DE CEMITÉRIO. É como o saudoso Dr. Enéas Carneiro (um autêntico patriota brasileiro), citando o professor de Economia Adriano Benayon (outro autêntico patriota brasileiro), costumava chamar o projeto de privatização das riquezas nacionais em nome de uma suposta estabilização da economia.

    PRIVATIZAR TUDO é o que propõe ao atual governo, o ministro da Economia Paulo Guedes. Acreditem se quiser mas Paulo Guedes é a favor de que se privatize também a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, sem sequer fazer ressalva quanto a desnacionalização. Paulo Guedes colocou na Petrobrás um presidente, Roberto Castello Branco, que disse que na Petrobrás não há ativos inegociáveis. Estão promovendo lá o desmonte. As nossas refinarias já estão em vias de passar para os estrangeiros.

    Empresas de Áreas não estratégicas podem e, em muitos casos, devem ser privatizadas, desde que sem desnacionalização.

    Economicamente, Paulo Guedes acredita que uma privatização radical seria a receita para se acabar com a dívida pública interna. Sim, isso mesmo: sem auditoria da dívida, sem crítica dos juros e amortização da dívida, ignorando todos os esquemas fraudulentos envolvendo o sistema da dívida pública. Apenas privatizar, entregar tudo para o capital estrangeiro.

    E nem precisamos dizer que essa receita neoliberal está na contramão do ‘á-bê-cê’ de todo e qualquer nacionalismo (mais à direita ou mais à esquerda). Um nacionalismo verdadeiro se fundamenta na defesa da empresa nacional, no fortalecimento do Estado e numa política ampla e consistente de desenvolvimento nacional pautada na Indústria. Quem defende a venda massiva das empresas nacionais para os estrangeiros pode ser qualquer coisa: menos nacionalista, menos patriota, ainda que – como Bolsonaro – afirme ser.

    Quando falamos de nacionalismo é no sentido da defesa do que é nosso para o bem de nosso povo em primeiríssimo plano, não permitindo que sejamos explorados / dominados economicamente.

    Sugestão de leitura:

    1) A verdade sobre as Estatais – Autor: Paulo Gomes – Editora: Brasília Jurídica.

    2) Livro: “Japão: o capital se faz em casa” – Autor: Dr. Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho – Livro este que pode ser adquirido pelo site Estante Virtual;

    3) Entrevista especial com Adriano Benayon (A desnacionalização da economia brasileira) => http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/512156-a-desnacionalizacao-da-economia-brasileira-entrevista-especial-com-adriano-benayon – Vê-se lá um errinho de digitação – na pergunta: Pode-se dizer que a desnacionalização tem contribuído para acentuar o processo de desindustrialização? – Adriano Benayon – “Sem a menor dúvida. A desnacionalização levou à industrialização, … . “. O certo é: “… levou à desindustrialização, … . ”

    4) Artigo do Almirante Roberto Gama e Silva: 3.1 – “Desnacionalizando o Brasil” => http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/5919 ; 3.2 – http://www.varican.xpg.com.br/varican/Beconomico_2/Alesiprivat.pdf

    5) Aepet demonstra como foi criminosa a venda dos gasodutos da Petrobrás => https://www.brasil247.com/economia/aepet-demonstra-como-foi-criminosa-a-venda-dos-gasodutos-da-petrobras

  9. Esse mito que em empresa privada não há corrupção é uma coisa incutida nas mentes de inocentes úteis.
    Sonegação, corrupção acontecem em empresas privadas também.
    Claro que algumas empresas públicas não tem sentido de existir, pois os benefícios ao país e seus cidadãos são nulos ou até negativos.

    Existem também empresas públicas que não dão lucro, mas são fundamentais aos cidadãos brasileiros.

    Enfim, acho que o caminho do meio é desejável. Nem tudo estatal, nem tudo privado. Nem livre mercado, nem mercado controlado. É isso que funciona.

    E é fundamental a eficiência e eficácia das empresas ao país e seu povo.

    Por exemplo, as refinarias que estão sendo vendidas. Qual o objetivo? Os impostos vão aumentar? Os preços dos derivados irão diminuir? Por que qq empresa não constrói uma refinaria? Haverá aumento de empregos? Haverá aquisição de tecnologias novas pelo país? Parte dos lucros não será remetido às matrizes e o Brasil, no final das contas, não vai perder?
    Façamos um exercício mental semelhante para qualquer venda de patrimônio e assim poderemos chegar à alguma conclusão lógica.

    • Jose Vidal, a venda de patrimônio é para bancar a Nomenklatura, os salários dos funcionários públicos. O rombo no orçamento é de mais R$ 130 bilhões. Antes esse rombo era financiado por inflação (emissão de nova moeda e aumento da inflação) e dívida (vender título para arrecadar dinheiro, provocando aumento de juros).

      O governo mudou o foco, quer inflação e juros baixos, para isso tinha encontrar outra forma de arrecadar dinheiro, sobrando a venda de patrimônio.

    • Alex Moura,
      é sério que acreditas nisso? Só é possível diminuir os juros porque o mundo está fazendo isso. E os juros não são pagos, apenas rolados, aumentando a dívida pública (em 2019 aumentou em 9,5%). A inflação está baixa devido à pouca demanda. O deficit primário pode diminuir temporariameente por alguma venda , pela devolução de valores do BNDES, pelo lucro de estatais ou outras receitas extraordinárias. Mas o problema permanece. Lembremos que a venda de patrimônio é finita e o problema se agravará após o esgotamento dessas receitas. A reforma da previdência não é suficiente. Por isso o governo busca desesperadamente por novas fontes.

      • Caro Jose Vidal … o Delfin Netto cansou de nos repassar que os juros astronômicos do Plano Real eram desnecessários … se quiser eu volto a postar as falas dele – dava até para se pensar que os diretores do BC hummm

        Foi com Ilan Goldfajn, nomeado por Temer … que a coisa começou a mudar!!!

        Realmente, me surpreendi com os novos diretores do BC!!!

        Um aperto de mão.

      • José Vidal, o mundo esta reduzindo o juros para os paises, com o mínimo de organização do orçamento, veja que nossos vizinhos argentina e venezuela tem juros alto para atrair algum capital.

        O juros são pagos sim, a dívida total é que é rolada. E ainda vem aumentando pq o governo vendeu muitos títulos pré fixados(ipca+ 6%) com vencimento em 5, 15, 20 anos. As dividas novas é que estão pagando +6%, mas esses titulos são serão pagos em 10, 20 anos.

        A inflação é um problema monetário,(criação de moeda nova) não devido a baixa demanda.

        “O deficit primário pode diminuir temporariamente” Aqui é a relação receita/despesa. A previsão é que o rombo feche em 2021/2022. A PEC do teto não impede que a despesa com o governo aumente a cada ano, o que inclui salários da Nomeklatura e gasto com previdência.

        “Lembremos que a venda de patrimônio é finita” O governo é o maior sócio de qualquer empresa do pais, recebe sua parte em impostos, mesmo que a empresa tenha prejuizos, e ganha em cima do imposto de renda.

        “Por isso o governo busca desesperadamente por novas fontes”
        Essa busca não adiantará nada, se a maior parte vai para bancar a Nomenklatura. Quanto mais arrecada, mais a Nomenklatura quer aumentar seus salários.

        • Os juros são pagos? Claro que não. Com deficit primário isso não existe (o governo emite títulos para cobrir esse rombo). Píor isso a dívida aumenta ano a ano. O deficit nominal que inclui os juros, é muito naior.

          Quando a produção não atende a demanda a inflação aumenta, porque os produtos tendem a aumentar o seu valor.

          Até a Argentina e a Venezuela diminuíram os seus juros.

          • Jose Vidal, os juros são pagos sim, pois nenhum título emitido pelo governo deixou de ser pago, em sua totalidade, capital principal + juros. O detalhe é que o governo, por ter um rombo em sua conta, sempre emite mais dívida nova para pagar a anterior. A dívida nunca será quitada, pois o governo sempre empurra com a barriga, vendendo novos títulos para pagar o anterior. Mas o juros está sendo pago, até porque no dia que o governo anunciar o calote, não conseguirá vender títulos novos. Quem vai comprar o título de um governo que ja disse que não pagará?

            A inflação é um fenômeno monetário, resultado da criação de nova moeda, ou seja, quando o governo resolve jogar mais dinheiro na economia.

            “Até a Argentina e a Venezuela diminuíram os seus juros.”
            A argentina está com juros acima de 50%, diminuiu mesmo.

          • Alex Moura, dá uma pesquisada melhor. A dívida do Brasil está em torno de trilhões. E sobre essa dívida incidem juros que são previstos no orçamento do governo. Vamos supor que no próximo ano os juros previstos para a rolagem da dívida sejam uns 300 milhões. Esse valor então estará no orçamento. Mas como não é pago, somente rolado, esse valor aumentará a dívida pública. Esse valor e mais o valor do deficit primário. Ou achas que esses juros previstos no orçamento são pagos?

            Quanto aos juros da Argentina e Venezuela há de se saber a inflação desses países para verificar os juros reais que são praticados.

            Quanto à inflação, procura saber como ela é calculada.

          • José Vidal,

            “Alex Moura, dá uma pesquisada melhor. A dívida do Brasil está em torno de trilhões. E sobre essa dívida incidem juros que são previstos no orçamento do governo.”

            A operação entra no orçamento, porque tem que constar que o governo venceu titulo e o dinheiro entrou no caixa e saiu pra pagar os títulos que estavam vencendo. Não é o pagamento apenas do juros, mas do título que venceu e dos juros dos títulos que tem pagamento semestral do juros. Tem título que o governo paga tudo no vencimento, em 5, 10, 15 anos e tem outro que paga o juros a cada 6 meses. Essa operação tem que constar no orçamento, uma vez que o dinheiro entrou na conta e vai sair. Vai ficar na rúbrica de custeio da dívida, que da perto de R$ 400bilhões, que é montante necessário para pagar os titulos antigos(dos governo collor, itamar, fhc, lula e dilma, temer; as dividas do governo bolsonaro serão em 5,10, 15, 20 anos.)

            “Vamos supor que no próximo ano os juros previstos para a rolagem da dívida sejam uns 300 milhões. Esse valor então estará no orçamento. Mas como não é pago, somente rolado, esse valor aumentará a dívida pública.”

            O valor é pago, mas a divida aumenta porque o governo esta sempre emitindo cada vez mais dívida. Quando tiver sobra no orçamento(sem considerar o que é arrecadado na venda de titulo), ai vai reduzindo a divida geral, em relação ao PIB, ou seja, a dívida vai aumentar nominalmente, mas vai reduzir em relação ao pib.

            “Esse valor e mais o valor do deficit primário. Ou achas que esses juros previstos no orçamento são pagos?”

            O juros é pago, a divida aumenta pq é criado nova divida.

            “Quanto à inflação, procura saber como ela é calculada.”

            A inflação é fenômeno monetário, provocado por injeção de dinheiro na economia. Paulo Guedes fala isso direto. Quando o governo resolve criar mais dinheiro(que é bom para o governo), passa a ter mais dinheiro que produtos, então o dinheiro perde valor, que é observado pelo aumento de preços em geral.

          • Alex Moura, quem sabe esse artigo tehttps://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/governo-usa-metade-dos-impostos-para-pagar-a-divida-publica-mito-ou-verdade-0j758zvmyvkp1mntiehxo16ly/ ajude:

  10. Jose Vidal e Alex Moura, meus caros … creio que devemos melhorar nosso entendimento do que seja rentismo … que costumamos afirmar ser coisa de quem ganha juros ( em especial o juro sobre juro sobre juro etc etc etc).

    Ganhar juros sem se precisar suar kkk KKK kkk acontece que uma certa taxa de juros pode ser benéfica se o que se empreende lucra o necessário para cobrir juros, né??? se sobra então???

    Deste modo … passei a entender que também é rentismo bancar a Nomenklatura kkk KKK kkk

    Sds.

  11. “A atuação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional vem sendo boicotada pela imprensa…”

    -Atualmente, a imprensa defende que lhe pagar mais dividendos.
    Tal qual uma garota de programa.

  12. A Sra Maria Rita deveria ter dito que lá na matriz, os funcionários de estatais americanas, trabalham de segunda à sexta e não enforcam feriadão.
    São regidos por leis e salários iguais aos do serviço privado.
    Não rola atestado médico para ficar mais uma semana em casa “descansando”.
    Funcionários públicos de países “sérios”, sim, tratam a população como cidadãos.
    Aqui, pelo menos a iniciativa privada nos trata como consumidores, onde temos o mínimo direito. E os funcionários públicos??? Como nos tratam??
    A senhora é bem tratada em todas as repartições públicas, quando busca auxílio??? Encontram todos os funcionários do departamento???
    Quanto aos bancos públicos, poderiam se diferenciarem dos privados reduzindo juros de cheque especial e cartão de crédito, pois tombariam os juros privados, porém tanto o público quanto o privado o interesse é “ganhar”, e nisso, nossos bancos públicos se portam como privados.
    Por favor, vamos ser racionais, somos um país de quinta categoria, temos uma povo de quinta categoria, não nos permitindo sermos comparados com países de primeiro mundo, que oferecem um mínimo de dignidade aos seus cidadãos.

  13. KKK caro CN mas data vênia, para quê serve a nossa imprensa? Na prática, para nada, pois só defende o pestismo e as suas “conquistas”, vide o artigo acima sobre o tal filme que pode ser premiado pelos aloprados de Hollywood. Esta imprensa não se interessa e muito menos se preocupa com o que realmente importa, parece viver em um Nirvana, sustentado à muita maconha e cocaína.

  14. No fundo essa questão de privatizações talvez seja uma falsa questão.
    No caso essa mulher(Maria Rita Serrano) confunde alhos com bugalhos.O governo da Alemanha detem 20 % da Volkswagen e o o governo frances tem 15% da PEUGEOT/CITROEN. Algo muito normal e necessário, não tem nada a ver com estatização pois as empresas são privadas e mais do que tudo politicos inescrupulosos nem pensam em meter as “patas” no comando das empresas.
    As nossas estatais gigantes PETROBRAS e ELETROBRAS já apresentam claros sinais de recuperação. Em conjunto as estatais em 2015 deram prejuizo de mais de R$ 35 bilhões. Em 2019, já estão dando mais de R$ 70 bilhões de lucro. Isso não tem nada a ver com privatização e sim com uma clara mudança de governança, os apaniguados de politicos ladrões foram postos prá correr e as empresas passaram a adotar politicas corretas de governança.
    Talvez nem haja necessidade de se privatizar, basta que administrações competentes conduzam as estatais responsavelmente. Temos vários casos de estatais bem administradas, além das citadas PETROBRAS e ELETROBRAS temos também a SABESP em São Paulo e várias em outros estados também. Um grande fator na depuração dessas empresas sem dúvida nenhuma é terem capital aberto na bolsa.
    Para CEF, antes de se pensar em privatização, seria obrigatório se pensar numa abertura de capital, assim como é o bem administrado Banco do Brasil. Num futuro idealizado, com o capital bem pulverizado e as empresas bem sólidas, seria bem possivel o governo deter uns 20% do capital do Banco do Brasil e/ou da ELETROBRAS e outras. Aí essa discussão de ser privada ou estatal perderia completamente a relevância.
    E finalmente empresas bem administradas geram lucros e dividendos para os acionistas, incluindo aí os próprios governos federal, estaduais e municipais.

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