De cegos e de anões

Mauro Santayana
(Jornal do Brasil)

Se não me engano, creio que foi em uma aldeia da Galícia que escutei, na década de 70, de camponês de baixíssima estatura, a história do cego e do anão que foram lançados, por um rei, dentro de um labirinto escuro e pejado de monstros. Apavorado, o cego, que não podia avançar sem a ajuda do outro, prometia-lhe sorte e fortuna, caso ficasse com ele, e, desesperado, começou a cantar árias para distraí-lo.

O anão, ao ver que o barulho feito pelo cego iria atrair inevitavelmente as criaturas, e que o cego, ao cantar cada vez mais alto, se negava a ouvi-lo, escalou, com ajuda das mãos pequenas e das fortes pernas, uma parede, e, caminhando por cima dos muros, chegou, com a ajuda da luz da Lua, ao limite do labirinto, de onde saltou para  densa floresta, enquanto o cego, ao sentir que ele havia partido, o amaldiçoava em altos brados, sendo, por isso, rapidamente localizado e devorado pelos monstros que espreitavam do escuro.

Ao final do relato, na taverna galega, meu interlocutor virou-se para mim, tomou um gole de vinho e, depois de limpar a boca com o braço do casaco, pontificou, sorrindo, referindo-se à sua altura: “Como ve usted, compañero… con el perdón de Dios y de los ciegos, aun prefiero, mil veces, ser enano…”

BRASIL E ISRAEL

Lembrei-me do episódio — e da história — ao ler sobre a convocação do embaixador brasileiro em Telaviv para consultas, devido ao massacre em Gaza, e da resposta do governo israelense, qualificando o Brasil como irrelevante, do ponto de vista geopolítico, e acusando o nosso país de ser um “anão diplomático”.

Chamar o Brasil de anão diplomático, no momento em que nosso país acaba de receber a imensa maioria dos chefes de Estado da América Latina, e os líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta, além do presidente do país mais avançado da África, país com o qual Israel cooperava intimamente na época do Apartheid, mostra o grau de cegueira e de ignorância a que chegou Telaviv.

O governo israelense não consegue mais enxergar além do próprio umbigo, que confunde com o microcosmo geopolítico que o cerca, impelido e dirigido pelo papel executado, como obediente cão de caça dos EUA no Oriente Médio.

O que o impede de reconhecer a importância geopolítica brasileira, como fizeram milhões de pessoas, em todo o mundo, nos últimos dias, no contexto da criação do Banco do Brics e do Fundo de reservas do grupo, como primeiras instituições a se colocarem como alternativa ao FMI e ao Banco Mundial, é a mesma cegueira que não lhe permite ver o labirinto de morte e destruição em que se meteu Israel, no Oriente Médio, nas últimas décadas.

PAZ NA DIVERSIDADE

Se quisessem sair do labirinto, os sionistas aprenderiam com o Brasil, país que tem profundos laços com os países árabes e uma das maiores colônias hebraicas do mundo, como se constrói a paz na diversidade, e o valor da busca pacífica da prosperidade na superação dos desafios, e da adversidade.

O Brasil coordena, na América do Sul e na América Latina, numerosas instituições multilaterais. E coopera com os estados vizinhos — com os quais não tem conflitos políticos ou territoriais — em áreas como a infraestrutura, a saúde, o combate à pobreza.

No máximo, em nossa condição de “anões irrelevantes”, o que poderíamos aprender com o governo israelense, no campo da diplomacia, é como nos isolarmos de todos os povos da nossa região e engordar, cegos pela raiva e pelo preconceito, o ódio visceral de nossos vizinhos — destruindo e ocupando suas casas, bombardeando e ferindo seus pais e avós, matando e mutilando as suas mães e esposas, explodindo a cabeça de seus filhos.

RESPEITO AO BRASIL

Antes de criticar a diplomacia brasileira, o porta-voz da Chancelaria israelense, Yigal Palmor, deveria ler os livros de história para constatar que, se o Brasil fosse um país irrelevante, do ponto de vista diplomático, sua nação não existiria, já que o Brasil não apenas apoiou e coordenou como também presidiu, nas Nações Unidas, com Osvaldo Aranha, a criação do Estado de Israel.

Talvez, assim, ele também descobrisse por quais razões o país que disse ser irrelevante foi o único da América Latina a enviar milhares de soldados à Europa para combater os genocidas   nazistas; comanda órgãos como a OMC e a FAO; bloqueou, com os BRICS, a intervenção da Europa e dos Estados Unidos na Síria, defendida por Israel, condenou, com eles, a destruição do Iraque e da Líbia; obteve o primeiro compromisso sério do Irã, na questão nuclear; abre, todos os anos, com o discurso de seu máximo representante, a Assembleia Geral da Nações Unidas; e porque — como lembrou o ministro Luiz Alberto Figueiredo, em sua réplica — somos uma das únicas 11 nações do mundo que possuem relações diplomáticas, sem exceção – e sem problemas – com todos os membros da ONU.

Finalmente, lembremos ao Senhor Yigal Palmor uma marcante diferença entre nossos dois países, com um último exemplo da “irrelevância” brasileira no contexto geopolítico: enquanto Israel depende em quase tudo – incluindo sua sobrevivência militar – dos norte-americanos, o Brasil é o quarto maior credor individual externo do tesouro dos Estados Unidos.

20 thoughts on “De cegos e de anões

  1. Santayama precisaria ter muitos seguidores na midia, talvez assim o Carniceiro da Terra Santa,( que paradoxo), receberia um basta e uma condenaçao por esse genocidio.

  2. Sou Bacharel pela extinta FRI-GB … Faculdade de Relações Internacionais da Guanabara … há outros que também o são (http://www.esbam.edu.br/site/?p=2643 … Sérgio é Bacharel em Relações Internacionais, pela Faculdade de Relações Internacionais da Guanabara, 1974 a 1976).

    No entanto, não houve reconhecimento pelo MEC … dizia a diretoria da FRI-GB que era por pressão do Itamaraty, que entenderia estarmos penetrando em seara alheia kkk KKK snif FFF FFF

    Foi o curso pioneiro em Pindorama … e pagamos um preço alto de 4 anos de formação sem diploma reconhecido no Brasil; porém, obteve reconhecimento pela ONU – estávamos habilitados a concorrer nos concursos dos Organismos Internacionais.

    Não objetivava o curso a Diplomacia (de carreira) com formação pelo Instituto Rio Branco. Pretendia formar brasileiros com capacidade para passar nos concursos internacionais da ONU, OEA, UNESCO, FMI etc; pois tais órgãos possuem cargos nomeados pelos países participantes e cargos preenchidos por concurso. Até a década de 70 era mínima a participação de brasileiros como funcionários de organismos internacionais … éramos ANÕES nestes cargos de vital importância para quem pretenda ter influência mundial … … … e o Itamaraty se portou como CEGO!!! !!! !!!

  3. Calma, Sr. Mauro! O sacratíssimo Edir Macedo já deu o troco à chancelaria isralense. No próximo dia 31, será inaugurado o Templo de Salomão, como os próprios reverendos da Igreja Universal estão vendendo: “A casa que Deus escolheu para morar” – ( Atualizem-se cristãos; Deus mudou de endereço)- . Custo acreditar, mas o custo dessa edificação faraônica, em plena pós-modernidade, foi de apenas R$ 680.000.000,00. Quatro vezes maior que o Santuário de Aparecida, 10.000 lâmpadas de LED, 60 apartamentos para pastores e ainda abriga a residência oficial do bispo Macedo, bem como o seu mausoléu (se que ele vai morrer algum dia). Brás, região central de São Paulo, um curral para 10 mil ovelhas!.
    A intenção do Edir Macedo é desviar para o Brasil, pelo menos, 47% dos peregrinos que visitam os santuários de Israel. Se aquela republiqueta do Médio Oriente já é desprezível, depois da morte de Macedo, aí mesmo que ela será reduzida a nada. Porque, pela primeira vez, teremos um compatrício santo sem intermediação papal. Se quem marcha para Roma, em busca de milagres, chama-se romeiro; e os que virão ao Templo de Salomão mendigar uma intercessão do Santo Edir, qual denominação receberão?

  4. Mauro,
    Excelente texto.
    E mais,…enquanto o belicoso grupo sionista esteve fora da Terra Santa, as famílias judias e árabes conviviam cordialmente.
    Instalado o apartheid dos palestinos e a intolerância política nos dois lados, o que vemos é de um barbarismo exemplar.
    Que a nossa diplomacia participe e contribua por levar a paz e a convivência pacífica a esta parte da humanidade.
    SDS
    Vitor.

  5. Mas esse foi o nosso grande erro histórico. Cair na lábia dos americanos e sair daqui pra derramar sangue pra defender os “malas” da europa nos saiu muito caro. Ainda por cima, apoiamos o “Estado” de Israel. A resposta foi uma colonização de mais de 50 anos. Com direito a uma ditadura feroz e uma geração perdida. Nos enganaram com uma Siderúrgica que foi fundamental para eles instalarem suas montadoras e consolidar o domínio sobre nossa cultura e nossa economia. Portugal e Espanha saíram no lucra ao não se meter nessa furada.

  6. Caro Robert Silva … respondi a um e-mail pertinente:
    1 – o texto de Eduardo Galeano é sobre o conflito Israel x Hezbollah em 2006;
    2 – Não sei se Galeano mudou em relação a Israel x Hamas;
    3 – segue o link sobre o Eduardo Galeano HOJE:
    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1460235-eduardo-galeano-muda-de-ideia-sobre-as-veias-abertas-da-america-latina.shtml
    … … …
    … … …
    … … …
    ———- Forwarded message ———-
    From: Monica Barbagallo … [profeciasonline]
    Date: 2014-07-20 22:30 GMT-03:00
    Subject: [profeciasonline] ¿Hasta cuándo?
    To: …
    ¿Hasta cuándo?”
    12/07/14 Por Eduardo Galeano
    Internacionales
    Un país bombardea dos países. La impunidad podría resultar asombrosa si no fuera costumbre. Algunas tímidas protestas dicen que hubo errores. ¿Hasta cuándo los horrores se seguirán llamando errores?
    Esta carnicería de civiles se desató a partir del secuestro de un soldado. ¿Hasta cuándo el secuestro de un soldado israelí podrá justificar el secuestro de la soberanía Palestina? ¿Hasta cuándo el secuestro de dos soldados israelíes podrá justificar el secuestro del Líbano entero?
    La cacería de judíos fue, durante siglos, el deporte preferido de los europeos. En Auschwitz desembocó un antiguo río de espantos, que había atravesado toda Europa. ¿Hasta cuándo seguirán los palestinos y otros árabes pagando crímenes que no cometieron?
    Hezbollá no existía cuando Israel arrasó el Líbano en sus invasiones anteriores. ¿Hasta cuándo nos seguiremos creyendo el cuento del agresor agredido, que practica el terrorismo porque tiene derecho a defenderse del terrorismo?
    Iraq, Afganistán, Palestina, Líbano… ¿Hasta cuándo se podrá seguir exterminando países impunemente?
    Las torturas de Abu Ghraib, que han despertado cierto malestar universal, no tienen nada de nuevo para nosotros, los latinoamericanos. Nuestros militares aprendieron esas técnicas de interrogatorio en la Escuela de las Américas, que ahora perdió el nombre pero no las mañas. ¿Hasta cuándo seguiremos aceptando que la tortura se siga legitimando, como hizo la Corte Suprema de Israel, en nombre de la legítima defensa de la patria?
    Israel ha desoído cuarenta y seis recomendaciones de la Asamblea General y de otros organismos de las Naciones Unidas. ¿Hasta cuándo el gobierno israelí seguirá ejerciendo el privilegio de ser sordo?
    Las Naciones Unidas recomiendan pero no deciden. Cuando deciden, laCasa Blanca impide que decidan, porque tiene derecho de veto. La Casa Blanca ha vetado, en el Consejo de Seguridad, cuarenta resoluciones que condenaban a Israel. ¿Hasta cuándo las Naciones Unidas seguirán actuando como si fueran otro nombre de los EE.UU.?
    Desde que los palestinos fueron desalojados de sus casas y despojados de sus tierras, mucha sangre ha corrido. ¿Hasta cuándo seguirá corriendo la sangre para que la fuerza justifique lo que el derecho niega?
    La historia se repite, día tras día, año tras año, y un israelí muere por cada diez árabes que mueren. ¿Hasta cuándo seguirá valiendo diez veces más la vida de cada israelí?
    En proporción a la población, los cincuenta mil civiles, en su mayoría mujeres y niños, muertos en Iraq, equivalen a ochocientos mil estadounidenses. ¿Hasta cuándo seguiremos aceptando, como si fuera costumbre, la matanza de iraquíes, en una guerra ciega que ha olvidado sus pretextos? ¿Hasta cuándo seguirá siendo normal que los vivos y los muertos sean de primera, segunda, tercera o cuarta categoría?
    Irán está desarrollando la energía nuclear. ¿Hasta cuándo seguiremos creyendo que eso basta para probar que un país es un peligro para la humanidad? A la llamada comunidad internacional no la angustia para nada el hecho de que Israel tenga doscientas cincuenta bombas atómicas, aunque es un país que vive al borde de un ataque de nervios. ¿Quién maneja el peligrosímetro universal? ¿Habrá sido Irán el país que arrojó las bombas atómicas en Hiroshima y Nagasaki?
    En la era de la globalización, el derecho de presión puede más que el derecho de expresión. Para justificar la ilegal ocupación de tierras palestinas, la guerra se llama paz. Los israelíes son patriotas y lospalestinos son terroristas, y los terroristas siembran la alarma universal.
    ¿Hasta cuándo los medios de comunicación seguirán siendo miedos de comunicación?
    Esta matanza de ahora, que no es la primera ni será, me temo, la última, ¿ocurre en silencio? ¿Está mudo el mundo? ¿Hasta cuándo seguirán sonando en campana de palo las voces de la indignación?
    Estos bombardeos matan niños: más de un tercio de las víctimas, no menos de la mitad. Quienes se atreven a denunciarlo son acusados de antisemitismo. ¿Hasta cuándo seguiremos siendo antisemitas los críticos de los crímenes del terrorismo de estado? ¿Hasta cuándo aceptaremos esa extorsión? ¿Son antisemitas los judíos horrorizados por lo que se hace en su nombre? ¿Son antisemitas los árabes, tan semitas como los judíos? ¿Acaso no hay voces árabes que defienden la patria palestina y repudian el manicomio fundamentalista?
    Los terroristas se parecen entre sí: los terroristas de estado, respetables hombres de gobierno, y los terroristas privados, que son locos sueltos o locos organizados desde los tiempos de la guerra fría contra el totalitarismo comunista. Y todos actúan en nombre de Dios, así se llame Dios o Alá o Jehová. ¿Hasta cuándo seguiremos ignorando que todos los terrorismos desprecian la vida humana y que todos se alimentan mutuamente? ¿No es evidente que en esta guerra entre Israel y Hezbollá son civiles, libaneses, palestinos, israelíes, quienes ponen los muertos? ¿No es evidente que las guerras de Afganistán y de Iraq y las invasiones de Gaza y del Líbano son incubadoras del odio, que fabrican fanáticos en serie?
    Somos la única especie animal especializada en el exterminio mutuo. Destinamos dos mil quinientos millones de dólares, cada día, a los gastos militares. La miseria y la guerra son hijas del mismo papá: como algunos dioses crueles, come a los vivos y a los muertos. ¿Hasta cuándo seguiremos aceptando que este mundo enamorado de la muerte es nuestro único mundo posible?
    Ecoportal.net

  7. No que interessa, o artigo do jornalista Mauro Santayana, deu um recado que vale tanto para os judeus que moram aqui, no Brasil, como os que vivem em Israel, lembrando, inclusive, que foi um brasileiro presidindo a ONU – Oswaldo Aranha – à época, quem bateu o martelo na criação do estado de Israel, assim como, também, assinalou que foi o único país da América Latina a enviar soldados para a 2a. Grande Guerra, contra os nazistas, onde lutaram e morreram, pela democracia durante uma ditadura…
    Em Israel eles devem estar muito tensos com a troca de foguetes matando civis de ambos os lados, porém, de fato, muitos mais palestinos pela força bélica de Israel.
    Daí o comentário idiota do tal Ygal Palmor, inclusive, sacaneando a diplomacia brasileira com uma paródia sobre futebol lembrando os 7 x 1.. quando do apelo do Brasil, para Israel atentar para a desproporção bélica de Israel no confronto em Gaza, e tentarem buscar uma trégua para discutirem a paz.
    Um dia, nós ainda vamos pegar o Israel no campo, mas num jogo de futebol…
    Quanto a diplomacia brasileira, ela de fato peca por tanto trololó besta, que não leva a lugar nenhum, discutindo quem é mais ou menos anão…
    Na minha opinião continua valendo o ditado: quando um não quer, dois não brigam… o que se está vendo é o ódio e fanatismo prevalecendo, na faixa de Gaza… vai ser complicado e demandar muito bom senso para dar um fim a essa guerra.

  8. Abaixo texto de Sérgio Malbegier, vale para alguns comentários bastante reveladores que tenho visto aqui no blog, a questão é mais complexa do que alguns pensam, como se árabes e judeus vivessem cordialmente antes da criação do Estado de Israel. Não esquecemos que a resposta israelense, apesar de fora de tom, foi para o GOVERNO brasileiro, não para o povo.

    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergiomalbergier/2014/07/1490456-guerra-em-gaza-expoe-antissemitismo.shtml

  9. Esse senhor Santayana nada mais é do que um SURRADO ANTIAMERICANISTA. Continua um anão panfletário (perdoem-nos nossos irmãos anões, vocábulo usado indevidamente).
    Enxergar a tragédia israelo-palestina pela visão unicamente esquerdista, como estão fazendo é, com a licença de Reinaldo de Azevedo, delinquência intelectual.

  10. Israel está, verdadeiramente, apagando a Palestina do mapa. Interessante notar que existem milhares de judeus humanos, amigáveis, sensatos, como os que vivem em harmonia com todos os seus semelhantes, inclusive palestinos, aqui no Brasil e, certamente, em milhares de outros pontos do mundo.O diabo, como aqui, são os políticos e os fundamentalistas israelitas. Eles chegam ao ponto de me fazer pensar se não teria sido melhor que Hitler tivesse completado seu trabalho na sua eliminação.

    • São lamentáveis essas palavras, trocamos as palavras judeus e israelitas, por negro, indígena ou outra semelhante e veremos o tipo de discurso que está se reproduzindo na Tribuna…

  11. Holocausto

    Os nazistas massacraram os judeus, brutalmente, sem dó nem piedade. Mas os judeus, apesar desse gigante sofrimento, pelo visto de há muitas décadas, também não abrem mão da violência e do continuado covarde massacre dos palestinos. Não aprenderam nada. Mas, a culpa de tudo é a maldita grana, o ouro, a acumulação de riquezas em mãos de poucos.

    Enquanto existir o sistema capitalista a selvageria correrá solta pelo mundo, em nome da democracia, das liberdades, do livre comércio, da soberania, da propriedade, do direito de defesa, e outras mais, até que numa hora dessas, as coisas fujam de controle, e o Planeta, em poucas horas, se transforme em fumegantes cinzas sob devastadora guerra nuclear, a caminho. Que Deus nos ilumine.

    • E aqui tb., a incoerência magistral do discurso da esquerda: cotas para negros como reparação histórica pelo sofrimento de séculos atrás. Já para os judeus esse pensamento não vale, o holocausto foi há muitas décadas e não “aprenderam”com o genocídio, não possuem direito de lutar por sua existência. Tsc tc tsc

  12. Santayana me faz rir. Desde quando receber meia dúzia de mequetrefes e proto-ditadores que chegaram a chefes de Estado da América Latina através de golpes e da burrice do povo, é alguma vantagem? Desde quando se pode chamar de diplomacia hospedar um ditador sanguinário como Raul em uma residência oficial do Estado? Já não bastou o canalha do Zelaya?

    E quem são esses “líderes de três das maiores potências espaciais e atômicas do planeta”, senão um bando calhordas iguais ou piores que os latino-americanos e cujos países que representam vão de mal a pior? Ou vai dizer que Putin é probo e a salvação da Rússia? Ou que Jacob Zuma da incipiente Africa do Sul com seus 50% da população abaixo da linha da miséria, acusado estupro, estelionato e corrupção é um parâmetro a ser seguido? Que o milionário comuno-capitalista Xi Jinping está transformando a China em uma democracia? Que a Índia de Narendra Modi, apesar da bomba atômica, pode estar em algum nível relevante de desenvolvimento com 40% de analfabetos, US$ 4 mil de renda per capita e certa de 360 milhões de miseráveis?

    O Brasil do PT é um anão em todos os sentidos, notadamente no sentido moral e foi o Brasil do PT que o inconveniente israelense classificou como anão, não o País que infelizmente deixou de existir há 12 anos, onde o poder tinha, pelo menos, um resto de vergonha na cara.

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