Decisão do Supremo contra Aécio abala a campanha de Alckmin em Minas

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Pedro do Coutto

Sem dúvida, a decisão da 1ª turma do Supremo Tribunal Federal, estabelecendo a condição de réu no processo de corrupção envolvendo o Senador Aécio Neves e o empresário Joesley Batista, vai refletir diretamente na candidatura de Geraldo Alckmin  em Minas Gerais. Importante o fato, porque o estado de Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país. O ex-governador de São Paulo revelou à Globonews que tem como se desvincular do episódio na medida em que o PSDB afastou Aécio Neves da presidência da legenda. Ele relutou em sair, mas acabou saindo, porque sua posição tornou-se insustentável.

Como alguém pede um empréstimo de 2 milhões de reais e, ao invés de escolher o caminho do depósito bancário, prefere usar intermediários para receber o dinheiro?

Forte apelo – Os casos de corrupção têm forte apelo popular. Tanto assim que pesquisa do Datafolha publicada ontem na Folha de São Paulo, reportagem de Felipe Bachtold, revelou que 84% do eleitorado defendem a continuação da operação Lava Jato, embora apenas 57% achem que ela vai diminuir no país.De qualquer forma, como é lógico, a corrupção é amplamente impopular e, portanto, será um dos temas dominantes da campanha eleitoral deste ano.

O senador Aécio Neves ficou muito mal na foto, não há quem possa negar este aspecto, e com isso arrasta para baixo a legenda do PSDB, principalmente, é claro, em Minas Gerais. Como poderá o PSDB sentir-se confortável a lutar pelos votos nas urnas se o ex-candidato a presidente da República, um ex-governador de Minas atualmente senador pôde participar de um diálogo do tipo em que a gravação do controlador da JBS projeta. E a gravação foi exibida na semana passada pela Rede Globo e ontem na Globonews.

Foi um abalo muito grande. Tanto assim que Geraldo Alckmin disse ao repórter Gerson Camarotti que vai argumentar ter tomado a iniciativa de substituir Aécio Neves na presidência do PSDB. Coisas da política.

CAIU A FICHA – O governador Geraldo Alckmin caiu em si ao sentir a repercussão da decisão do STF contra um de seus principais correligionário e logo tomou uma posição que se pode classificar como totalmente contrária ao ex-candidato à presidência da República. Com isso o panorama da estrada para as urnas de outubro assume nova característica e passa a exigir uma nova leitura interpretativa.

Com a queda de Alckmin, inevitável, a quem os tucanos poderão recorrer na busca de votos?  Eis aí uma incógnita que nem o comando dos tucanos consegue hoje responder.

2 thoughts on “Decisão do Supremo contra Aécio abala a campanha de Alckmin em Minas

  1. Toda segurança jurídica que temos hoje no STF brasileiro é que se fosse na segunda turma, não haveria nada contra Aécio. Isso é imponderável, inaceitável, indiscutível, imoral, inconcebível, isso é todo Brasil que não deveríamos entregar aos nossos filhos para que na esperança deles serem MELHORES QUE NÓS FOMOS, entendam de uma vez por todas que a última instância do Judiciário, não pode ser ideológico, ativista, irresponsável e político. O Judiciário TEM QUE SER Judiciário. Há que se entender que NÃO IMPORTA como acontece no país vizinho ou em marte. O que acontece em marte, discute-se em marte. O Brasil o que é melhor para o país.

  2. Nada abala a campanha do Alckmin. Ela morreu quando o PSDB não expulsou o Aécio quando da divulgação das notícias do envolvimento dele com tantas falcatruas. Então, nada muda, pois o eleitor começou a cansar dos bandidos. Lula, Aécio, Temer e muitos outros não se elegem mais.

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