Decisão judicial faz com que energia elétrica suba mais 8%

Julia Borba e Dimmi Amora
Folha

Uma nova disputa no setor elétrico fez com que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) tivesse de autorizar um aumento extra de até 8% sobre as contas de luz. O ajuste começa a valer ainda este ano para 12 distribuidoras de energia, como a Light (RJ), Bandeirante (SP), CPFL Piratininga (SP) e CEEE-D (RS).

Para outras companhias – como a Eletropaulo (SP), Ampla (RJ), Cemig (MG) e CEB (DF) – a tarifa vai subir apenas no próximo ano. Para cada uma dessas empresas, o ajuste será feito ao mesmo tempo da correção anual das tarifas, prevista por calendário fixo da Aneel.

A medida teve de ser aplicada para cumprir uma decisão liminar da Justiça que onera consumidores de todo país ao tempo em que reduz encargos para grandes indústrias.

INDÚSTRIA PAGA MENOS

O processo parte de um pleito da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres). Por meio da associação, grandes indústrias questionam o pagamento de parte dos encargos impostos pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).

No grupo de associados da Abrace estão grandes nomes, como a Ambev, Braskem, Vale, Votorantim, Nestlé, GM e Gerdau.

Especialistas ouvidos pela Folha estimam que a conta em questão envolve o pagamento de R$ 2 bilhões ao ano.

Em julho, o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) esteve no Ministério da Fazenda para tentar resolver a questão. Na oportunidade, o ministro disse que não havia risco de que o montante fosse repassado para a conta do consumidor.

( reportagem enviada pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

6 thoughts on “Decisão judicial faz com que energia elétrica suba mais 8%

  1. Mais uma derrota imposta ao cidadão-contribuinte- eleitor pela mafiocrácia brasileira, que é formada por: executivo, legislativo, judiciário e as elites civis. Que o Padre Eterno tenha piedade de nós.

  2. Enquanto o governo de Dilma Rousseff demonstra não ter outra preocupação além de evitar a abertura de um processo de impeachment no Congresso Nacional, os brasileiros assistem ao definhamento de nossa economia e veem importantes conquistas obtidas pelo Plano Real nas últimas duas décadas serem ameaçadas pelo lulopetismo.

    A desvalorização da moeda em relação ao dólar, que atingiu sua maior cotação desde a criação do Real, não é um problema restrito apenas aos investidores ou à Bolsa de Valores, mas afeta toda a economia. Produtos agrícolas e o tradicional pãozinho, para citarmos somente alguns exemplos, também sofrem aumento com a flutuação do dólar.

    A inflação, derrotada com muito esforço pelos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, foi ressuscitada pela incompetência dos tempos de Lula e Dilma. No acumulado dos últimos 12 meses, segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) atingiu 9,57%, o mais alto desde dezembro de 2003. De acordo com o último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a estimativa é de que o IPCA se aproxime dos dois dígitos ao final de 2015, alcançando nada menos que 9,34% – o que seria o maior índice em 12 anos.

    O desmantelo sem fim que marca os governos do PT afeta ainda o Índice de Confiança da Indústria, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas. Em setembro, a expectativa dos industriais caiu 20,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, configurando o pior resultado em 20 anos. Outro dado estarrecedor envolve a Petrobras, já tão corroída pela corrupção desbragada sob o comando do PT: o endividamento total da companhia subiu 31% em 2014 e atingiu R$ 351 bilhões, um recorde absoluto no setor de petróleo em todo o mundo.

    O tardio ajuste fiscal proposto pelo atual governo não será aprovado pelo Congresso porque se baseia em aumento da carga tributária, o que é rechaçado pela população. A sociedade não aceita mais pagar a conta pela irresponsabilidade de Lula, Dilma e do PT na condução da política econômica. O Executivo promete fazer cortes insignificantes na máquina do Estado, que continua inchada e ineficiente, e quer jogar sobre os ombros dos brasileiros o peso de mais impostos. Neste momento, há uma necessidade absoluta de formarmos um novo governo e interrompermos, dentro dos marcos constitucionais e seguindo o rito democrático, o desastroso período do PT à frente do país.

    Imobilizada por sua própria inaptidão para o cargo que ocupa, Dilma já não governa e se vê cada vez mais acuada, refém de sua frágil base parlamentar, loteando ministérios em troca de apoio para não perder o mandato. Sem autoridade política ou moral junto à população, a presidente da República é hoje o maior entrave para que o país supere a crise. Mantê-la no Palácio do Planalto, como se constata por onde quer que se olhe, vem custando caro ao país, e a fatura é paga na forma de desemprego, inflação, corrupção, desesperança. O processo constitucional do impeachment, que conta com amplo apoio da cidadania, se impõe mais do que nunca. O Brasil tem pressa e não pode mais esperar.

    Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS

  3. Em um ambiente de recessão econômica e baixa confiança dos empresários, o mercado de trabalho formal brasileiro cortou 986 mil vagas de carteira assinada nos últimos 12 meses até agosto, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (25).

    Essa é a diferença entre as contratações e demissões de trabalhadores no período, após a divulgação dos dados de agosto. No mês, foram cortadas 86.543 vagas de carteira assinada, o quinto mês consecutivo de cortes de postos de trabalho.

    O resultado de agosto foi o pior para o mês desde 1995, quando foram perdidos 117 mil empregos formais.

    Em agosto, a indústria de transformação foi a que mais contribuiu para a redução dos empregos formais no país. O setor cortou 48 mil postos somente no mês passado.

    Como a maioria dos setores da economia, a indústria sofre com a recessão econômica, com estoques altos e baixa confiança de consumidores. O setor também foi afetado nos últimos anos pela perda de competitividade para produtos estrangeiros

    • Pois é, tudo como Dilma prometeu durante a campanha para a reeleição – não íamos ter aumento na conta de luz e continuaríamos com o pleno emprego. O resultado está aí… Fora o resto.

  4. Em um ambiente de recessão econômica e baixa confiança dos empresários, o mercado de trabalho formal brasileiro cortou 986 mil vagas de carteira assinada nos últimos 12 meses até agosto, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (25).

    Essa é a diferença entre as contratações e demissões de trabalhadores no período, após a divulgação dos dados de agosto. No mês, foram cortadas 86.543 vagas de carteira assinada, o quinto mês consecutivo de cortes de postos de trabalho.

    O resultado de agosto foi o pior para o mês desde 1995, quando foram perdidos 117 mil empregos formais.

    Em agosto, a indústria de transformação foi a que mais contribuiu para a redução dos empregos formais no país. O setor cortou 48 mil postos somente no mês passado.

    Como a maioria dos setores da economia, a indústria sofre com a recessão econômica, com estoques altos e baixa confiança de consumidores. O setor também foi afetado nos últimos anos pela perda de competitividade para produtos estrangeiros

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