Delação de Funaro, que incrimina Temer, será homologada até esta sexta-feira

Funaro está preso na Polícia Federal em Brasília

Andreza Matais
Estadão

A delação do operador financeiro Lúcio Funaro deve ser homologada até esta sexta-feira pelo ministro Edson Fachin, segundo fontes com acesso as investigações. Já a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer deve ser enviada ao STF até a quarta-feira da próxima semana.

A Coluna do Estadão apurou que a denúncia irá conter trechos da delação de Funaro. Temer deve ser denunciado por obstrução de Justiça. Ele foi acusado pelo delator Joesley Batista de anuir a compra do silêncio de Eduardo Cunha e Funaro para que não delatassem. Cunha e Funaro foram alvo da Lava Jato e estão presos.

PROCESSO PARADO – Temer já foi denunciado por corrupção, mas a Câmara não autorizou a abertura de processo contra ele pelo STF. Ele só poderá ser processado ao fim do seu mandato, em 2018. O presidente nega as acusações.

A delação de Funaro foi encaminhada ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para o relator da Lava Jato no STF. Fachin começou hoje a leitura da delação. O operador implicou nos depoimentos o PMDB da Câmara.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Funaro é muito organizado e tinha registros de todas as operações. Sua delação vai ser es-pe-ta-cu-lar, como dizia o jornalista Mauritônio Meira, separando bem as sílabas. (C.N.)

2 thoughts on “Delação de Funaro, que incrimina Temer, será homologada até esta sexta-feira

  1. QUADRILHA DIGNA DO NOME.

    O Globo fez um resumo do que ocorreu com a turma de Michel Temer desde o impeachment.

    Michel Temer: Alçado à Presidência, foi citado nadelação da JBS e denunciado por corrupção. É investigado em mais um inquérito.

    Aloysio Nunes Ferreira: O ministro das Relações Exteriores responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht. Há ainda um inquérito que surgiu como desdobramento da Lava Jato.

    Blairo Maggi: O ministro da Agricultura responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht. Também foi citado na delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa.

    Bruno Araújo: O ministro das Cidades responde aum inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

    Eliseu Padilha: O ministro da Casa Civil responde a dois inquéritos no STF com base na delação daOdebrecht.

    Geddel Vieira Lima: Ex-ministro da Secretaria de Governo, saiu do governo em novembro do ano passado, após o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero dizer que foi pressionado por ele para liberar licença de um empreendimento. Em julho deste ano foi preso após acusações de ameaçar o doleiro Lúcio Funaro. Está atualmente em prisão domiciliar.

    Eduardo Cunha: O ex-presidente da Câmara está preso em Curitiba desde outubro do ano passado. Já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro.

    Henrique Alves: O ex-ministro do Turismo está preso desde junho deste ano, acusado de receber recursos desviados dos cofres públicos.

    Moreira Franco: O ministro da Secretaria-Geral daPresidência responde a um inquérito no STF combase na delação da Odebrecht.

    Gilberto Kassab: O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações responde a dois inquéritos no STF com base na delação da Odebrecht.

    Helder Barbalho: O ministro da Integração Nacional responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

    José Serra: O senador e ex-ministro das Relações Exteriores responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht, e a outro com base na delação da JBS.

    Marcos Pereira: Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços responde a um inquérito no STF com base na delação da Odebrecht.

    Rocha Loures: Ex-assessor de Temer e ex-deputado, Loures foi denunciado pela PGR, acusado de ser intermediário da propina paga pela JBS a Temer. Responde a outro inquérito ao lado do ex-chefe.

    Romero Jucá: O senador, presidente do PMDB e ex-ministro do Planejamento saiu do governo em maio do ano passado após dizer em gravação que era preciso “estancar a sangria”, em referência à Lava-Jato. Responde a 14 inquéritosno STF, tendo sido citado em algumas delações. Desde a semana passada, a PGR ofereceu três denúncias contra ele.

    Tadeu Filippelli: Ex-assessor de Temer foi citado na delação da Andrade Gutierrez e chegou a ficarpreso em maio acusado de desvios em licitaçõesno DF, onde já foi vice-governador.

  2. A política brasileira virou uma montanha de X-9.
    É alcaguetagem para todos os lados, que no banditismo comum e armado, se tornaria pena de morte, ficando cada integrante da quadrilha com o encargo de ao encontrar, executar o dedo duro..
    Quadrilha que rouba unida, quando é pega, passa a adotar a “lei de Murici”, é cada um por si e o diabo por todos.
    Isto tudo ainda vai render muito falatório, porém cadeia, acho que só para os suspeitos de sempre.
    Aqueles com mais de 10 inquéritos nas costas, já adquiriram direito de permanecer eternamente libertos. Brasiiiiiiiiiiiiiiiiillllllllllllll.

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