Delúbio diz a amigos encarar prisão como uma missão partidária

Reportagem de Andreza Matais, da Folha, revela que o tesoureiro do PT à época do mensalão, Delúbio Soares, teria confidenciado que, se punido, enfrentará a prisão como uma missão partidária. Réu por corrupção ativa e formação de quadrilha, ele indica que manterá silêncio.

Apenas mais uma missão…

Enquanto aguarda o resultado do julgamento, ele se reveza entre Goiânia e São Paulo, onde tem escritórios da sua empresa, a Geral Imóvel, um site de imobiliárias. A empresa mantém duas salas no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, onde não há um único imóvel anunciado.

Na capital paulista, Delúbio mora num apartamento de três quartos na Consolação, em nome de uma parente da mulher, e aproveita a rede de contatos para tentar manter influência política.
“Não vamos falar sobre esse assunto e nenhum outro”, disse Monica Valente, mulher de Delúbio, que é membro do diretório nacional do PT.

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O AMIGO DIRCEU

A repórter Andreza Matais diz que as especulações de que as relações com o ex-ministro José Dirceu estariam estremecidas são rebatidas por interlocutores. “O Zé [Dirceu] nunca tocou no nome do Delúbio”, disse o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF).

A avaliação dos interlocutores de Delúbio é a de que para alguns estrategistas ligados a Dirceu interessa plantar a intriga para afastar a tese de que agiam em conjunto. Nesse grupo, Delúbio é qualificado como um “deslumbrado” que meteu os pés pelas mãos na tesouraria.

No início do ano, procurou um diretor do Banco do Brasil para pedir que um executivo do banco participasse de um evento em Goiás sobre investimento rural. O BB mandou um representante.

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