Demitir servidores concursados é medida desumana e altamente questionável

Resultado de imagem para demissao de servidores charges

Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

É sabido que 16 Estados estão com as despesas de pessoal ultrapassando o limite da Lei de Responsabilidade Civil e os restantes já chegam perto disso, à exceção do Amapá, que é uma espécie de último dos moicanos. No desespero, os governadores eleitos estão propondo ao futuro presidente Jair Bolsonaro a aprovação de uma emenda constitucional que possibilite a demissão de servidores concursados, vejam a que ponto chegamos.

O argumento dos novos governadores e dos que foram reeleitos é aparentemente plausível e procedente, alegam que foram contratados funcionários demais e houve aumentos salariais incabíveis. Mas a verdade não é bem assim.

SEM CRITÉRIOS – Para início de conversa, a mudança das regras não vai atingir os grandes salários do três poderes apodrecidos. Os que considerados marajás, generosamente presenteados com remunerações que se tornaram incompatíveis com a realidade brasileira, jamais serão atingidos. Não haverá critérios justos, a reforma se caracterizará pela falta de critérios e os cortes vão atingir apenas salários médios e baixos.

Além disso, o Judiciário e o Legislativo têm orçamentos próprios e autonomia para manipulá-los. O que resta é o Executivo, justamente o poder da República cujos funcionários têm menos privilégios e baixos salários. Como diz o velho ditado, a corda sempre arrebenta na parte mais fraca.   

MERITOCRACIA – A existência de funcionários públicos concursados, que não devem sua nomeação a ninguém, é a consagração da meritocracia, uma meta a ser alcançada na estanha sociedade em que vivemos.

Estamos caminhando para trás, na contramão da História, olhando pelo retrovisor para uma realidade arcaica que nos leva de volta para futuro. A geração que ocupou o poder após o governo de Itamar Franco foi um fracasso retumbante, mas insiste em pôr a culpa nos servidores públicos.

###
P.S. Bolsonaro acena aos governadores com os recursos dos leilões do pré-sal. Conforme já informamos aqui repetidas vezes, a Petrobras se tornou a petroleira mais viável do mundo. Depois, voltamos ao assunto. Precisamos ressuscitar a campanha “O petróleo é nosso”. (C.N.)

 

44 thoughts on “Demitir servidores concursados é medida desumana e altamente questionável

  1. Urgente!
    A WV acaba de demitir 2.500 funcionários.

    A notícia é falsa, claro. Mas se tivesse sido estampada como manchete em jornais o sujeito leria, e passaria para a seção Esportes.

    E funcionário público?
    Bem, estes são intocáveis?
    A julgar pelo teor do artigo, sim.

    Essa é a gênese da cultura empregatícia brasileira: preste um concurso público e você jamais será demitido, exceto se chegar ao cúmulo de cometer absurdos, mesmo assim, ainda darão um jeitinho de abrir um processo administrativo primeiro.

    Aliás o título do artigo já escandaloso em si mesmo, “Demitir servidores concursados é medida desumana e altamente questionável.”

    Recentemente uma funcionária pública de primeiro escalão passeou de jatinho pela Europa a custas do erário. E daí?

    Não é funcionária pública?

    • Conheço o caso de um funcionario publico incompetente, inconstante e inconsequente, cujos atos só atrapalhavam os andamentos de onde é que se encontrava, de tempos em tempos ele era empurrado para uma nova seção ou departamento ou sei lá o que até que um dia colocaram sua cadeira no corredor, e lá ficou até aposentadoria integral tal qual a de um trabalhador qualificado e produtivo.
      O ser servidor publico é um ente adorado ele não é um trabalhador tal qual os outros ele é o SERVIDOR PUBLICO com aura de santo divindade, o resto da iniciativa privada é só privada.
      Novamente o rabo abanando o cachorro, quem não produz, ganha mais do quem produz, quem não produz inferniza a vida de quem produz, quem não produz é melhor do quem produz.

      • Servidores públicos são trabalhadores, em sua maioria com elevada especialização, explorados ao extremo e que não têm a quem recorrer em defesa dos seus direitos, violados todos os dias, com jornadas extenuantes, demissões arbitrárias, perseguições, assédios morais e sexuais.

        Como trabalhadores sem acesso à justiça do trabalho e sem fiscalização do ministério do trabalho, sem FGTS, sem seguro desemprego, já vivem em condição de violação de seus direitos trabalhistas mínimos e de escravidão.

        Mas são cachorros mortos e serão o único alvo a ser atingido sem qualquer reação.

  2. Meritocracia, para moralizar inclusive todos os concursos públicos, para que ninguém se sinta dono de fatias do Estado com direito de coçar o saco o dia inteiro, para que não haja marajás, mas, isto sim, servidores do conjunto da população organizada em Estado, que paga os seus salários, via contribuição e arrecadação de impostos.

  3. Está claro que a intenção não é reduzir despesas com pessoal, considerando que ninguém menciona acabar com a festa dos cargos comissionados destinados a não concursados, e que passam das dezenas de milhares.
    Além disto, pretendem jogar outros milhões na vala do desemprego, pois, se não há hoje ocupação para, segundo o governo, 13 milhões de desempregados, irão engrossar essas fileiras com ex-funcionários públicos. Será um verdadeiro desastre para o novo governo que se pretende redentor.

  4. Não se deve esquecer que Collor fez muita merda nessa área, foi demitindo a esmo tudo que julgava seu inimigo e acabou não só se dando mal, sendo demitido, mas tb gerou mais indenizações fabulosos contra o erário, as quais até hoje estamos todos pagando, à moda besteiras da famigerada e estúpida ditadura militar que continua nos custando caro demais, com indenizações e pensões fabulosas.

  5. “O petróleo é nosso”.
    Sim, suponhamos que seja, da prospecção a produção, refino, transporte e venda. Tudo, de ponta a ponta.

    Nesses mais de 60 anos de ‘o petróleo é…’, mesmo a Petrossauro sendo o que é, uma gigante, não foi ela que serviu de cofre para que o Estado, o seu dono, dela se locupletasse até mais não poder?

    Adriano Pires e Roberto Castello Branco (os dois indicados pelo atual governo para ocupar cargos na estatal) em artigo AQUI https://braziljournal.com/roberto-campos-um-visionario-do-fetiche-a-petrossauro prestaram honras ao gigante do pensamento brasileiro, Roberto Campos.

    Foi Campos quem restabeleceu a obrigatoriedade de concurso público para a admissão de funcionários que, no Brasil, quando se tem uma boa ideia, logo alguém dela locupleta e o funcionalismo público, é uma boa ideia que virou nome feio e abuso de poder. Veja o caso do judiciário, do TST, um monstrengo que vai gasta do que paga, alimenta-se de si mesmo.

    Segundo ele, “quando a história econômica do Brasil se assentar, campanhas econômico-ideológicas, como a do ‘petróleo é nosso’, deixarão de descritas como uma marcha de patriotas esclarecidos e passarão a ser vistas como uma mera procissão de fetichistas anti-higiênicos, capazes de transformar um líquido fedorento num unguento sagrado.”

    PS. Meu amigo, empresário na área de prospecção de petróleo, com sede no Rio, ao ouvir de mim que o petróleo poderia ser produzido a 8 dólares o barril, pediu que eu fosse escovar os dentes. Estava não fedorenta quanto a ideia que eu acabara de dizer.

    • A ideia que você acabara de dizer era repetição do que disse o então presidente da Petrobras, Paulo Parente. Vá se informar antes de escrever essas bobagens, Eduardo. Você é inteligente, porém ignorante. O que custa fazer uma busca no Google sobre petróleo a 8 dólares????

      CN

      • Nunca retruquei a seus comentários. Desta fez o faço com as suas próprias palavras. O sr. está mais por fora do umbigo de vedete; a ignorância sua, ilustre jornalista respeitado, em termos de informação sobre o preço de 8 dólares não passa no primeiro exame de quem entende da matéria.
        Encorajo-o a ser mais marxista do que fisgador de firulas que não é sua área e nem sua competência. Informe-se com gente da área que entende e deixe de prospectar no Google.

        • E a pesquisa no Google? Basta buscar “Parente diz que custo de extração do pré-sal é de US$8/barril” que você encontra e sai das trevas da ignorância.

          Desde agosto de 2017 que a Petrobras atingiu este patamar de 8 dólares, mas isso para você é novidade… A preguiça não deixa que você saia da ignorância, talvez seja isso.

          CN

  6. É necessário enxugar o Estado, em todos níveis.
    Se as demissões seguirem uma meritocracia inversa, isto é, os que não produzem, os que foram “passados” nas provas, os que só aparecem para bater o ponto, então que seja!
    E que, junto com o foro privilegiado, acabe também a estabilidade do servidor público, duas aberrações brasileiras!

    Lembrando que muitos servidores ainda nem adquiriram a estabilidade.

    “A estabilidade do servidor público é adquirida por meio de:

    Aprovação em concurso público;
    Nomeação para o cargo de provimento efetivo;
    Execução de as funções pelo prazo de três anos, e
    Acompanhamento de avaliação de desempenho;
    A avaliação sobre o desempenho para garantir a estabilidade do servidor público está prevista no art. 41 caput e §4º da CF/88, com o art. 20 §1º da Lei nº 8.112/90, a qual estará sujeita à homologação da autoridade competente por até quatro meses antes do início dos três anos de exercício da função.”
    http://blog.qualconcurso.com.br/posts/qualconcurso/entenda-como-funciona-a-estabilidade-do-servidor-publico/129

    • Não se pode generalizar, tem aproveitadores aos montes, mas tem tb muita gente que de tanto carregar as instituições nas costas, sozinhas, entre elas pessoas que até adoeceram, física e até mentalmente, no exercício da função, estando acabada para a vida, e que mesmo assim continuam servindo às instituições, ainda que aos trancos e barrancos, de modo que há que se tomar muito cuidado com o pecado da generalização, tendo em mente inclusive o efeito bumerangue que pode tb voltar de forma impiedosa.

      • Sim, por isso citei “meritocracia inversa”. Fim dos cabides de emprego e incompetentes.
        Nunca reparou em repartições e bancos públicos, a quantidade de funcionários batendo cabeça e tentando empurrar o atendimento para outros? E eles são só a linha de frente visível, imagina nos bastidores!

        • Essas demissões serão apenas para perseguições políticas e criminosas contra aqueles que são competentes e trabalham muito, mas não aceitam corrupção e não cumprem ordens manifestamente ilegais.

  7. Nem tanto ao mar e nem tanto à terra. Como diz o C.N. o melhor caminho é o do meio. Voltemos ao funcionalismo. Há mais de 20 anos tenho repetido, cansativamente, que não há saída para o Brasil, face à república 171 corrompida, ou tomada inteira por carrapatos, tipo vaca Salomé, senão pelo Milagre da multiplicação dos pães, dos peixes e das oportunidades em todos os rincões do país, como propõe a RPL-PNBC-DD-Me, o novo caminho para o novo Brasil de verdade, porque evoluir é preciso, que poderia ter sido implantado tanto no Gov. FHC quanto no Gov. Lula, com as finanças em alta, face pujança temporária do R$ em respectivas épocas, saída essa que, infelizmente, encontra na tutela militarista um obstáculo jurássico terrível que, ao que parece, prefere ver o Brasil virar bosta como cantaram Rita Lee e Moacyr Franco, contaminado pela república exaurida onde tudo acaba virando bosta, a transformá-lo numa confederação de primeiro mundo.

  8. Ja é prevista a demissao por ajuste à LRF, e os criterios sao bem claros: primeiro sao cortados todos os comissionados, depois todos os concursados nao estaveis, e, por ultimo, os estaveis. É o mais justo que se pode fazer, ainda mais porque eliminados os gastos com comissionados, ate Minas Gerais se enquadraria no limite.
    O que existe é uma preocupaçao em disteibuir igualmente as desgraças (entre servidores publicos e funcionarios da iniciativa privada), enquanto que nao sao expostos meios para empregar os desempregados. A indignaçao com o desemprego é seletiva?

  9. Há que se ter em vista tb que a sociedade brasileira, em todos os seus segmentos sociais, encontra-se divida em três bandas, a saber: a sadia, a sacana e a songamonga aquela que oscila entre uma e outra conforme as circunstâncias do momento.

  10. O contribuinte brasileiro paga caro e recebe péssimos serviços e tratamento dos funcionários públicos que pensam estar fazendo favores à população.

    Estes batalham para passar num concurso público e já assumem revoltados e insatisfeitos.

    Motivo: São Intocáveis e Inimputáveis.

    • É a máquina pública, super viciada. “Vc sabe com quem vc está falando, pois fique sabendo que eu sou concursado, sou autoridade, se vc levantar a voz para mim eu te processo por desacato.” Fala sério, como poder ir pra frente um país desse jeito ? Comportam-se como patrões e não como servidores da população, nem todos é bem verdade, mas a maioria sim. Está quase tudo fora do lugar na república 171, muita gente fora da casinha, fazendo os diabos. E ai daquele que ousar, bater de frente.

  11. -Prezado Eduardo, conheço prefeituras que é cheia de ladrões.
    -Por quê?
    -Simples: Toda a eleição, todos os funcionários (obviamente, a maioria hoje sem concurso – o que não resultou na melhoria do atendimento prestado -, à medida que os antigos concursados se aposentaram, os cargos vagos foram preenchidos por amigos das autoridades locais) são demitidos e novos funcionários, capachos e cúmplices do novo prefeito, são colocados para facilitar a roubalheira e garantir a reeleição.
    “-Acho bom você trabalhar para mim, pois se eu perder a eleições, todos estarão no olho da rua”.
    -É isso que o senhor deseja para todos os níveis do serviço público brasileiro?

    -Nas empresas privadas, os funcionários são escolhidos por competência pelo dono da empresa, que tem a vontade e interesse de fazer a empresa crescer (e, portanto, o próprio patrimônio) e nem é demitido a cada quatro anos contra a própria vontade, pois lida com recursos particulares e não dinheiro dos nossos impostos.

    -No serviço público, sem a estabilidade no emprego, os funcionários serão escolhidos não por competência, mas por cumplicidade com os políticos ladrões, que têm interesse apenas em roubar e, para tanto, colocarão os seus cabos eleitorais em pontos estratégicos do serviço público. Conheço cabos eleitorais que só têm um único objetivo na vida: ROUBAR AO MÁXIMO para quando sair, depois de quatro anos, ter dinheiro suficiente para aguentar até a próxima eleição.

    -Basta o senhor ver a desgraça que foi a escolha política feita para o atual Supremo para que tenha uma ideia do que aconteceria a nível nacional. Ou o senhor espera que manga produza goiaba?

    Abraços.

  12. Para as cassandras frustradas que querem jogar a culpa do país sobre os servidores públicos: façam um concurso e passem. Comecem a trabalhar em uma repartição para ver a realidade dos servidores do quadro efetivo (não estou falando dos comissionados). A maioria é pós-graduada e qualificada, e lida com uma carga elevadíssima de trabalho. Poue demonizar a categoria desta maneira? Quem tenta jogar a atual desgraça do país sobre o funcionalismo é gente frustrada que não tem competência para passar em um concurso público.

    • Bobagem, qualquer Zé Mané passa nesses concursos, uns até com mais facilidade, desde que apadrinhado, esse concursos de prefeituras então, vide reportagem do fantástico, até jumento passa, desde da patota do alcaide. Os mais difíceis, basta a criatura se trancar num quarto alguns meses fazer uma decoreba boa e pronto já está em condições de ser aprovada. Mas o fulcro da questão não está só na aprovação mas isto sim no exercício da função, e ai são outros quinhentos, uns tem aptidão para o serviço público e muito não. Tem que acabar essa mentalidade tacanha, essa cultura brega, segundo a qual basta ser aprovado num concurso para ser o rei do camarote.

  13. A Lei da Responsabilidade Fiscal prevê esse e outros tipos de demissão no serviço público. Basta as prefeituras e estados a aplicarem corretamente. Não precisa de mudar a lei para justificarem a própria incompetência.

  14. Na verdade, a hipótese de exoneração de servidores estáveis por excesso de gastos (acima dos limites da receita corrente líquida previstos na LRF) já existe na Constituição Federal. Vou transcrever o art. 169 da Constituição Federal:

    “Art. 169. A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. (Redação dada pela pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 1º A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público, só poderão ser feitas: (Renumerado do parágrafo único, pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    I – se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    II – se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias, ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 2º Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 3º Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    I – redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    II – exoneração dos servidores não estáveis. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 4º Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 5º O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 6º O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)

    § 7º Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. “

  15. – O problema todo, são os famosos Ccs.
    Por exemplo, um dos menores Estados do Brasil, possui quase 5 mil Ccs. Aí é osso, como se diz na gíria.

    Qto a famigerada proposta dos “desgovernadores”, advinha quais serao os demitidos, os que não tiverem padrinhos.

    Qto aos “aumentos desproporcionais”, é falácia. No meu Estado, os servidores não tem nem a correção monetária, há quase 6 anos.

    Então…..

  16. Existem servidores com duas ou mais matrículas. Isto é totalmente ilegal. Somente a área da saúde e educação permitem este acúmulo e mesmo assim se tiver compatibilidade de carga horária.
    Se o governo fizer um simples cruzamento de CPFs eliminará milhares de matrículas sobrepostas. Como um corpo não pode ocupar dois espaços distantes ao mesmo tempo teremos LEGALMENTE o enxugamento da máquina pública. Não precisa de lei nova. Basta cumprir a legislação atual. Só falta por em prática.

    • Existem juízes, desembargadores, promotores, procuradores, advogados públicos, delegados etc. com vários empregos onde a função pública é deixada de lado e esses profissionais são pouco controlados com relação à frequência, alguns recebem até o rótulo de TQQ (pois só aparece nesses três dias da semana).

      Já quanto às atividades, quem faz minutas dos ofícios, despachos, sentenças, denúncias, cotas, alegações, relatórios etc. são os assessores, comissionados ou servidores, deixando tudo pronto para a autoridade assinar. E há ainda aqueles casos de pessoas sem vínculo público nenhum que minutam esses documentos. Quem nunca viu ou ouviu na faculdade que fulano, beltrano fazem trabalho por fora para alguma autoridade. Tudo enquanto estão palestrando por aí, dando aulas em cursos preparatórios, faculdades etc. E tem funções como advogado publico que trabalha 4 horas por dia. Faz um turno somente.

      Uma vergonha!

      A quem está na função pública deveria ser exigida dedicação exclusiva. E não audiência tendo que começar mais tarde – e portanto o Tribunal fechar mais tarde – para que o juiz e o promotor exerçam funções estranhas à Justiça.

      Aí colocam alunos de escolas de magistraturas para exercerem a função de juiz leigo para suprir a demanda ao gosto do grupo que se sente dono dos órgãos.

      Quem não gostou do meu comentário beba leite!

  17. KKK esta hipótese só pode ter partido de cabeça de algum governador despreparado e que desconhece a lei. Demitir servidor concursado é o mesmo que por fogo na casa, aonde o cara vai morar então? O que os governadores precisam fazer é adequar a folha de pagamento ao tamanho da arrecadação. Simples não é mesmo? Pois é, corta as despesas inúteis como, empregar apaniguados, acabar de vez com os CCs, aí já dá uma grana boa. Começar um governo ameaçando servidor concursado é tiro no pé.

  18. 1) Aponte-me um servidor que leve uma vida de nababo (não vale comissionado). Quais são os privilégios a que vc se refere?

    2) Aponte-me uma carreira do funcionalismo cujo salário tem se tornado cada vez maior. Não vale cargo comissionado.

    3) Demonstre que são os aumentos a causa do desemprego de 13 milhões de pessoas na iniciativa privada.

    • A vivandeirinha sempre com seus comentários ridículos…. Como se na esfera privada não houvesse gente que se formou nas universidades mequetrefes da era da Orcrim PT…. Entendeu, vivandeirinha assanhada?

  19. Por acaso o mercado e a iniciativa privada exercem as funções a seguir relacionadas: fiscalização tributária, previdenciária e do trabalho, diplomacia, defesa nacional, controle interno e externo, orçamento público, contabilidade federal, administração financeira federal, políticas monetária, cambial e de fomento à atividade econômica e ao comércio exterior, fiscalização agropecuária, atividade jurisdicional, atividade legislativa entre outras que só o Estado pode exercer. Não tem como comparar laranja com banana. Cada um no seu quadrado.

  20. Existem juízes, desembargadores, promotores, procuradores, advogados públicos, delegados etc. com vários empregos onde a função pública é deixada de lado e esses profissionais são pouco controlados com relação à frequência, alguns recebem até o rótulo de TQQ (pois só aparece nesses três dias da semana).

    Já quanto às atividades, quem faz minutas dos ofícios, despachos, sentenças, denúncias, cotas, alegações, relatórios etc. são os assessores, comissionados ou servidores, deixando tudo pronto para a autoridade assinar. E há ainda aqueles casos de pessoas sem vínculo público nenhum que minutam esses documentos. Quem nunca viu ou ouviu na faculdade que fulano, beltrano fazem trabalho por fora para alguma autoridade. Tudo enquanto estão palestrando por aí, dando aulas em cursos preparatórios, faculdades etc. E tem funções como advogado publico que trabalha 4 horas por dia. Faz um turno somente.

    Uma vergonha!

    A quem está na função pública deveria ser exigida dedicação exclusiva. E não audiência tendo que começar mais tarde – e portanto o Tribunal fechar mais tarde – para que o juiz e o promotor exerçam funções estranhas à Justiça.

    Aí colocam alunos de escolas de magistraturas para exercerem a função de juiz leigo para suprir a demanda ao gosto do grupo que se sente dono dos órgãos.

    Quem não gostou do meu comentário beba leite! Falei!

  21. O Executivo tem a menor média salarial: R$ 5.906.(em final de carreira) No Legislativo, a média é de R$ 15.055, e no Judiciário, R$ 10.385.
    Uma Bibliotecaria de uma Universidade fez um concurso para o mesmo cargo no Judiciário e passou a ganhar quase 3 vezes mais. Não vi comentarios sobre esta diferença com as mesmas funções.

  22. Um professor (universitário) do serviço público federal ganha R$ 6,27 mil ao passar no concurso, enquanto um analista da Câmara dos Deputados começa recebendo um salário de R$ 21,5 mil por mês.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *