Demóstenes não terá perdão. Podem apostar.

Vicente Limongi Netto

Quem nunca fez uma fezinha no jogo do bicho que atire a primeira pedra. A começar por mim. Fiz e faço. “Banqueiros” do bicho ganham fortunas. Até mesmo os menos ousados, ou os mais acomodados. Não é novidade para ninguém que bicheiros ajudam o maior e o melhor carnaval do mundo, o do Rio de Janeiro.

Também é sabido que fazem caridade nas favelas e em instituições filantrópicas. Alguns bicheiros se vestem de papai-noel e distribuem brinquedos para crianças carentes. Centenas deles atuam com desembaraço nas eleições brasileiras.

Duvido que algum candidato a cargo politico faça distinção entre doação de banqueiro verdadeiro para banqueiro com aspas. Não existe dinheiro amaldiçoado, mas, sim, dinheiro mal empregado. Só mesmo na cabeça ôca dos hipócritas.

Não pretendo defender o agora mais famoso contraventor brasileiro, o Carlinhos Cachoeira. Deixo a árdua missão para o advogado dele, Márcio Thomaz Bastos, que seguramente vai engordar mais ainda o cofre. A diferença agora, diante de todo este escarcéu, é que ficou provado que Cachoeira extrapolou. Ficou guloso e arrogante demais.

Desgraçou a carreira política do senador Demóstens Torres. Não sei se ingênuos, idiotas ou precipitados, permitiram que a Polícia Federal gravasse e divulgasse perto de 300 ligações entre eles. Ou seja, politico inteligente e sagaz, conversa com bicheiro na arquibancada lotada de um Fla-Flu ou embaixo de alguma cachoeira. Nem mais o “orelhão” merece confiança.

A vestal Demóstenes caiu no ardil e lascou-se. Como é critico feroz do governo federal e foi estúpido com muitos colegas importantes, ao ponto de fazer piadinhas infames contra o próprio Legislativo, pagará caro. O jogo político é duro e implacável. Só os fortes resistem e vencem. Demóstenes não terá perdão. Está frito.

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