Denunciado na Lava Jato por Delcídio, presidente do STJ tira férias e sai de cena

Falcão e Dantas armaram com Dilma para soltar empreiteiros

Gustavo Aguiar
Estado de São Paulo

Citado em delação premiada obtida pela Operação Lava Jato, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, pediu ao Tribunal para tirar os dias de férias acumuladas nos últimos dois anos e deverá ficar 79 dias afastado do trabalho logo na primeira semana de setembro, quando termina o seu mandato.  De acordo com a assessoria do STJ, o pedido é que as férias perdurem de 2 de setembro a 20 de novembro, exatamente um mês antes de acabar o ano judiciário, em 20 de dezembro. Caberá ao Conselho Administrativo da Corte aprovar o afastamento, o que só deverá acontecer em agosto, quando termina o recesso de julho do Judiciário.

Segundo o Tribunal informou, esta é uma prática comum após o fim do mandato de presidente da Corte, e que outros quatro ministros já usaram o benefício. Um desembargador deverá ser convocado para substituí-lo enquanto o ministro estiver afastado. De acordo com a assessoria, Falcão poderá reavaliar se manterá o pedido.

ACUSAÇÃO PESADA – Falcão foi citado pelo ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no âmbito das investigações do esquema de corrupção da Petrobrás. De acordo com o delator, o atual presidente teria feito um acordo com a presidente afastada Dilma Rousseff para apoiar a indicação de Marcelo Navarro Ribeiro Dantas como ministro da Corte para tentar barrar a Lava Jato.

A intenção, segundo a delação, era de que o novo ministro, ao assumir a relatoria da operação na Corte, votasse pela soltura dos empreiteiros envolvidos no esquema, como o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Ribeiro Dantas, ao assumir a vaga, votou pela soltura dos executivos presos, mas terminou vencido entre os ministros.

OFFSHORE EM MIAMI – A Procuradoria-Geral da República (PGR) também investiga uma offshore em Miami que está no nome do pai de Falcão, Djaci Falcão, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o jornal O Globo. Djaci morreu há quatro anos mas, segundo as investigações, ainda responde pela empresa até hoje.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
A coisa realmente está feia para o ministro Francisco Falcão. Jamais foi juiz e entrou para o Superior Tribunal de Justiça debaixo das asas do pai, Djaci Falcão, que era ministro do Supremo. Agora, Francisco e o filho Djaci Neto são flagrados com aplicações financeiras no exterior, que o pai Djaci supostamente continuava movimentando, apesar de ter morrido há 4 anos e meio. O sumiço de Falcão é constrangedor e revelador. (C.N.)

5 thoughts on “Denunciado na Lava Jato por Delcídio, presidente do STJ tira férias e sai de cena

  1. Infelizmente ou felizmente os arautos paladinos da justiça no momento vivenciamos que estão também sujos de lama. Parece que incomoda alguns falar o que é notório que a justiça no Brasil é um câncer que precisa ser tratado.

  2. Legislativo e executivo são problemas enormes para o país, mas pelo menos podemos mudar a quadrilha, apesar da urna jabuticaba, da lei eleitoral, etc. Já o judiciário nos é imposto e pessoas que nunca foram juízes por mérito, nunca passaram em concurso, nos julgam. Isso é ditadura. Quem for ingênuo que acredite nessa democracia virtual perdida nas brumas de pindorama.

  3. Meu Caro Carlos Newton.

    Estou pedindo razoabilidade, ponderação, e no mínimo humildade para os nossos togados.

    Eu já disse para meu neto, que a vida é um teatro, faça-se de bom que serás um deles. Mas o difícil não é chegar “lá”, e sim permanecer no cargo.

    Pode até ser que um Ministro que nunca tenha passado em concurso público para ser juiz, seja melhor que um que tenha passado, mas pode ser só teatralmente ou politicamente.Rábula com certeza não é o Ministro Toffoli.

    Toffoli, você é uma criança, reveja o seu caso de soltura de Paulo Bernardo, é apenas um conselho de pai para filho.

    PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR.

    Por acaso, já leu os três volumes de Lira Neto sobre a biografia de Getúlio Vargas?
    Aconselho-lhe.

    O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR:
    “JUSTIÇA X justiça”
    Gen Gilberto Pimentel
    Presidente do Clube Militar
    04 de julho de 2016
    Com uma canetada (dicionário informal), um ministro da mais Alta Corte, ordenou, em nome da justiça, que fosse posto em liberdade o ex-ministro do Planejamento do governo petista, Paulo Bernardo, sobre quem pesam gravíssimas acusações, ignorando os consistentes argumentos da JUSTIÇA de São Paulo, representada pelo Juiz da 6ª Vara Criminal, para prendê-lo provisoriamente.
    Recordemos que depois de longas e meticulosas investigações, a Polícia Federal e a Procuradoria da República apuraram que ao tempo em que o acusado exerceu o cargo de ministro, no final de 2009, a empresa Consist Software, contratada para intermediar os empréstimos consignados feitos por bancos aos servidores da União, passou a destinar 70% do valor que ganhava com a taxa operacional dos empréstimos para o esquema de propina em favor de ladrões, incluído o próprio ex-titular do ministério.
    Com isso, o valor daquela taxa, que deveria ser de cerca de 0,40 centavos por parcela paga pelo beneficiário do empréstimo, passou a ser de R$ 1,25. Milhões de reais foram surrupiados de modestos funcionários. Crime inominável praticado contra gente humilde e de poucos recursos.
    O ministro do STF, sob o argumento, dentre outros, de “flagrante constrangimento ilegal”, quarenta e oito horas depois da prisão de Paulo Bernardo, determinou que ele fosse posto em liberdade.
    Constrangimento ilegal foi também a expressão de que se valeu uma “indignada” senadora Gleisi Hoffmann no plenário do Senado para definir a prisão do marido. Coincidência? Não esquecer que o magistrado que determinou a revogação da prisão de Bernardo foi antigo servidor do petismo.
    O ministro da Alta Corte desvaleu todos os relevantes motivos invocados pelo Juiz paulista para determinar a prisão do acusado, sobretudo os da possibilidade de ele obstar o prosseguimento das investigações comprobatórias do seu protagonismo criminoso. Paulo Bernardo é visto como o Chefe do esquema. Há pouco tempo estava entre os 60 homens mais poderosos do país e junto com a mulher, senadora da República, respondem por desvio de dinheiro da Petrobras.
    Vivemos tempos muito estranhos. Há um verdadeiro embate da JUSTIÇA X justiça. Não dá para compreender diferenças de interpretação tão acentuadas entre as instâncias judiciárias. A JUSTIÇA, não dá bom exemplo. Está aos nossos olhos agindo de forma politizada. Não é hora de condescender com a corrupção. O Brasil está sendo assaltado de todos os lados.
    Por que, por exemplo, falar em perdão para um criminoso contumaz como José Dirceu, um dos principais envolvidos no Mensalão, justo no momento em que é denunciado por outros crimes praticados numa sequência que parece interminável? Há algo de muito podre nesse País.
    Como admitir que um presidente de casa legislativa, envolvido até o pescoço com a JUSTIÇA, venha, da maneira mais cínica, propor mudanças nas regras que vigoram na Lava Jato, tentando destruir a única esperança que a sociedade tem hoje de colocar atrás das grades, ao menos, boa parte desses bandidos?
    O que a justiça dos ministros do STF deve fazer de melhor neste momento é apoiar a ação da JUSTIÇA dos jovens juízes e promotores de Curitiba e de outros que os tenham como modelo e tratar de propor e aplicar penas que realmente “constranjam” a corja que se apossou de nosso País.
    Não tem volta, a sociedade quer uma só JUSTIÇA. Exemplar e para todos.

    OBS: Leia o livro e entenda o “não tem volta, a “sociedade quer, diz , quer uma só JUSTIÇA. Exemplar para todos. Sinceramente estou pedindo sensatez e esqueçamos do passado, mas façam do Brasil um país juto (justiça) e ético (moral).
    Obrigado Carlos Newton.

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