Denúncias de “venda de emendas” na Assembléia paulista começam a ser confirmadas.

Carlos Newton

Começam a surgir novas evidencias de corrupção na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde as emendas parlamentares se tornaram alvo de suspeitas após o deputado estadual Roque Barbiere (PTB) afirmar, em entrevista, que de 25% a 30% dos seus colegas “vendem” as indicações, que são superfaturadas por prefeituras, em conluio com empresários.

Reportagem de Nadia Guerlenda e Daniela Lima, publicada na “Folha de S. Paulo”, denuncia que uma emenda parlamentar de R$ 2,2 milhões financiou a compra de equipamentos superfaturados em até 500% para um hospital da cidade de Registro, na região do Vale do Ribeira, a mais pobre do Estado de São Paulo.

A indicação dos recursos foi feita pela ex-deputada estadual Patrícia Lima (PR-SP). O governo do Estado liberou R$ 2,.18 milhões para o Hospital São João no 25 de dezembro de 2010, de acordo com o Diário Oficial. Patrícia teve apenas três votos em Registro na eleição de 2010. Procurada pela Folha, a ex-deputada Patrícia Lima (PR-SP), que não se reelegeu, confirmou a autoria da emenda, mas disse desconhecer irregularidades na execução do convênio.

Segundo as denúncias do deputado Roque Barbiere, a indicação de recursos para locais onde os deputados não têm base eleitoral é um dos indícios do comércio ilegal, como ocorreu no hospital em Registro. Por aí, fica fácil apurar. E já estão querendo formar uma CPI. Seria ótimo.

 

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