Denúncias de roubalheira no Ministério do Esporte respingam no Rio Grande do Sul

Polibio Braga

A denúncia da revista Veja contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, é de que o ministério pode ter desviado algo como R$ 40 milhões através de ONGs ligadas a líderes do PCdoB. O dinheiro sempre saiu através do programa Segundo Tempo, criado pelo governo para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas.

A Polícia Federal prendeu cinco pessoas acusadas pelo desvio. Duas delas, João Dias Ferreira e Célio Soares Pereira, confirmaram tudo. Eles informaram que entregaram a propina em caixas com cédulas de R$ 50,00 e R$ 100,00, na garagem do edifício onde mora o ministro do PCdoB.

“Era para fazer caixa para o Partido e tenho datas, horários, nomes e locais para revelar”, disse João Dias Ferreira, policial militar, ex-candidato a deputado pelo PCdoB. O dinheiro sujo serviu para a campanha de Lula 2007 e para eleições de candidatos do PCdoB no País.

O policial, dono de várias academias de ginástica em Brasília e Rio, revelou que foi abandonado pelos companheiros do PCdoB e por isso chegou a invadir o Ministério do Esporte para espancar Júlio Filgueira, então secretário nacional de Esporte Educacional

A roubalheira começou com o ex-ministro, Agnelo Queiroz, atual governador de Brasília, mas desde aquela época o tesoureiro era Orlando Silva.

Na noite de domingo, o programa “Fantástico” aprofundou as denúncias. Na Globo saíram imagens e entrevistas estarrecedoras sobre o desvio de dinheiro públicoem São Paulo.

O ministro dos Esportes, que estava no México, voltou ao Brasil, aparentemente a chamado do governo. O policial João Dias Ferreira reagiu na mesma hora e avisou: “O ministro é bandido. Eu provo. O PCdoB deve calar”.

Um dos homens mais citados na reportagem de Veja sobre a roubalheira no ministério dos Esportes é o comunista gaúcho Fredo Ebling. Ele foi chefe de gabinete de Aldo Rabelo quando este presidiu a Câmara, mas agora trabalha com o ministro Orlando Silva e seria uma espécie de gerente do balcão de negócios do PCdoB, o homem-chave no esquema do PCdoB.

Na Assembléia do RS, Fredo Ebling é lembrado pela atuação que teve no gabinete da então deputada Jussara Cony, atual secretária do Meio Ambiente de Tarso Genro.

A revista Veja fala assim sobre ele: “João Dias (o comunista que denunciou as malfeitorias) diz que Fredo Ebling era um dos camaradas destacados por Orlando Silva para coordenar a arrecadação entre as entidades. O policial relata um encontroem que Eblingabriu o bagageiro do seu Renault Mégane e lhe mostrou várias pilhas de dinheiro. “Ele disse que ia levar para o ministro”, afirma. Ebling nega.

Desde as eleições municipais de Porto Alegre em 2008, circulavam histórias nunca comprovadas sobre o ingresso de grosso dinheiro do PCdoB de Brasília na campanha da comunista Manuela D’Ávila.

Ninguém conseguiu apurar nada na época, mas diante das denúncias de roubalheira no ministério dos Esportes, cujo resultado visou financiar as atividades do PCdoB, o editor foi ao Tribunal Regional Eleitoral e levantou as contas de campanha da deputada.

Eis a lista dos seus cinco maiores doadores: Diretório Nacional do PCdoB, R$ 670 mil; Biolab Sanus Farmacêutica Ltda., R$ 400 mil; Diretório Estadual do PCdoB, R$ 225,9 mil; Granol, R$ 125 mil; Gerdau, R$ 100 mil.

Após denúncia de Veja, Manuela “destuítou” e saiu de cena. Neste final de semana a deputada Manuela D’Ávila fez greve no seu twitter. Tuiteira juramentada, a deputada saiu de cena depois da reportagem de Veja sobre as denúncias de roubalheira no ministério dos Esportes.

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