Depoimento de ex-diretor complica versão do governo sobre Pasadena

Kennedy Alencar

iG Brasil

A revelação de que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, teria recebido R$ 1,5 milhão de propina na compra da refinaria de Passadena deixa o governo em situação complicada em plena campanha eleitoral. Essa informação desmonta a versão da estatal de que a compra teria sido apenas um mau negócio. Mostra que houve corrupção no processo e que o prejuízo bilionário foi intencional.

Outro tema do “SBT Brasil” desta sexta-feira foi a pesquisa Datafolha, que indicou vantagem de sete pontos da presidente Dilma Roussseff (PT) sobre Marina Silva (PSB) no primeiro turno. A candidata petista tem 37% sobre 30% da adversária. Na segunda etapa da eleição, as duas estariam empatadas: Marina com 46% e Dilma com 44%. A pesquisa também revelou uma reação de Aécio Neves (PSDB). Ele cresceu dois pontos e registrou 17%.

Seria muito difícil Marina resistir aos ataques que vem sofrendo do PT e PSDB. Mas a ex-senadora mantém uma dianteira folgada sobre Aécio. A campanha do PSB acredita que ela chegará com força suficiente no segundo turno para enfrentar Dilma.

A estratégia do PT é aproveitar a enorme vantagem do tempo na propaganda política que possui neste primeiro turno para tentar enfraquecer Marina ainda mais. É que, no segundo turno, os tempos de TV e rádio são iguais. Isso permitiria a Marina rebater ataques com mais eficiência.

7 thoughts on “Depoimento de ex-diretor complica versão do governo sobre Pasadena

  1. Este Kennedy é um paspalho, pois não aceita no IG/PT comentários que discordam de sua “análise partidária”. Tentei algumas vezes postar comentário lá rebatendo seus argumentos e ele bloqueou sem cerimônia.
    Jornalista chapa branca.

  2. O que passa pela cabeça do eleitor de Dilma? não vê que os 12 anos
    de governo do PT, foi desde o início de escândalos e corrupção, não
    vê que em 4 anos não fez o que promete agora, dá para acreditar em suas promessas?
    A Marina, tem boa proposta e parece ser honesta, mas não deixa de ser
    uma incógnita, não teve cargo de executivo para mostrar sua capacidade
    de governar, o exemplo disso é a Presidente Dilma, que também entrou
    virgem para ocupar o cargo de Presidente e seu governo foi desastroso.
    O Aécio, não é o ideal, mas tem bagagem, não é nenhum iniciante, suas
    propostas são realistas. É sem dúvida o menos ruim.
    Nunca se fez tão necessário a mudança de governo, então votar em qualquer
    um no segundo turno para tirar o PT do governo, basta!
    Se Marina for ao segundo turno, a maioria ampla dos eleitores de Aécio votará
    na Marina, o que lhe dará a vitória. A recíproca não sei se será verdadeira,
    pelo fato dos eleitores de Aécio serem diferentes dos eleitores de Marina.

    • Amigo Nélio
      A maioria dos eleitores praticam o voto “modista”: voto da moda. Boa parte dos eleitores de marina são assim e por esta razão tornam-se votos volúveis: hoje uma coisa, amanhã não sabemos.
      O voto partidário está cada vez mais raro. Pela fragilidade dos partidos e a fugacidade dos candidatos, o eleitor já não sabe o que fazer.
      Ficamos nós com a esperança. Se der Aécio, sem dúvida com melhor roteiro, ou Marina com intenções não consolidadas, é um tio no escuro.
      Só com Dillma sabemos o que acontecerá. Com agravante de que estará só e com as rédeas nas mãos.
      Sem controle, sem saber comandar, sem projeto, sem nada que garanta alguma coisa, estaremos em voo livre, rumo ao chão desconhecido.
      Abraço e saúde.

  3. Caro Antônio, perfeita a sua observação. Vou mais além, se Dilma ganhar
    as eleições, e prosseguir neste caminho, levando a nação para o buraco,
    acredito que as Forças Armadas, que carregam um sentimento patriótico, irão se manisfestar de alguma forma.
    Um forte abraço

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