Depois de Iraque e Afeganistão, o Irã parece ser a bola da vez na fracassada primavera árabe.

Roberto Nascimento

A crise que assola o mundo ocidental é muito grave, em consequência algo precisa ser feito para que tudo continue na mesma, ou seja, preservar o status quo das grandes potências. O caminho mais curto é infelizmente a guerra. Os seres humanos não têm muita criatividade desde  as cavernas, então, é hora de muita reflexão e oração para que tenham piedade de nós.

O OCASO DA PRIMAVERA ÁRABE

A primavera árabe vai dando sinais de que as flores da democracia vão murchando mais rápido do que imaginávamos.

Os mesmos erros, as mesmas torturas, as mesmas barbaridades cometidas pelo ditador de plantão, um palhaço fantasiado de beduino verde, são agora segundo a Anistia Internacional também praticados pelos membros do Conselho da Revolução Líbia.

A GUERRA DO PETRÓLEO

E vão traindo os líbios como o governo anterior, vendendo sua maior riqueza (petróleo) para colonialistas europeus ávidos pelo ouro negro. São agora Sarkosy e Cameron, respectivamente presidente francês e primeiro-ministro britânico! E o que dizer dos bombardeios “cirúrgicos” da OTAN para tirar Kadafi do poder, se os outros parecem serem ainda piores?

A velha máxima continua de pé: Nada mais conservador do que um revolucionário no poder.

O INTERESSE DAS POTÊNCIAS

As grandes potências da Europa e os Estados Unidos, quando entram em uma guerra na casa dos outros, a pretexto de lutar pela democracia, sempre trazem mortes de inocentes, desagregação social, destruição da infraestrutura e desesperança nos jovens e crianças.

Iraque e Afeganistão são exemplos recentes, no passado o Vietnam também foi arrasado. Os países do Cone Sul tiveram ditaduras fraticidas nas décadas de 60, 70 e 80, apoiadas por americanos e europeus. De lá, com certeza não tem ninguém bonzinho disposto a ajudar os pobres países, o que querem são apenas a garantia de que terão minérios e petróleo para suas indústrias.

APROXIMA-SE A VEZ DO IRÃ?

A Líbia é o exemplo da atualidade. Para terminar, quando querem intervir qualquer pretexto serve, mas se não tiver, serão inventados.

O Irã está no olho do furacão para ser a bola da vez da invasão multimídia sem tropas e com muita tecnologia aérea. O furacão da primavera árabe no Oriente Médio vai virando uma ondinha que não serve nem para um pequeno mergulho.

 

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