Depois de tanto suspense, final do impeachment não tem a menor graça

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Depois do choro, vida que segue com risos e gargalhadas

Carlos Newton

Tudo começou em 2015, quando a Mesa da Câmara passou a receber sucessivos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que tinham de ser arquivados por falhas técnicas ou inconsistência nas acusações. Até que a Assessoria Jurídica da Câmara enfim deu parecer pela aceitação de dois requerimentos, e o primeiro deles veio assinado pelos advogados Helio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.

TINHA DE ACEITAR – Embora sob forte pressão do Planalto, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, não tinha mais condições de continuar arquivando os pedidos, pois caberia recurso ao plenário e o requerimento fatalmente seria provado.

Esta é a história real. O impeachment nasceu nas ruas e nada tem a ver com a versão fantasiosa de Dilma Rousseff e do PT, que tentam atribuí-lo a uma vingança de Eduardo Cunha, que tentara chantagear o governo e fora repelido. Sinceramente… Cunha não vale nada, é um desclassificado moral, mas o fato concreto é que ele não tinha mais condições de segurar o impeachment.

FINAL SEM GRAÇA – Agora, depois de meses de intenso suspense, com debates acirrados, acusações recíprocas e xingamentos de toda ordem, chega ao fim essa novela, e o último capítulo não tem a menor graça, porque a votação eletrônica impediu aquelas declarações de voto emocionantes e emocionadas, em nome de Deus, de minha mãe, de meus netinhos e por aí afora.

O dia seguinte também será uma chatice, com o novo presidente Michel Temer a bordo do Aerolula, rumo à China, e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) ocupando o Palácio do Planalto para tirar uma onda de chefe do governo.

Nas ruas, praticamente todos voltarão a se preocupar com as suas vidas e somente poucos continuarão a se preocupar com os destinos desta nação, que tem enormes possibilidades de desenvolvimento, mas a classe política demonstra uma incompetência verdadeiramente abissal.

GUERRA CIVIL? – Embora o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que apoiou a presidente Dilma até o fim, agora esteja prevendo que haverá uma guerra civil no país, provocada pelos defensores de Lula, Dilma e do PT, não haverá nada disso.

Se Dilma não sofresse impeachment, aí, sim, haveria um golpe, os militares certamente interviriam, para botar ordem na encrenca. Mas não haveria guerra civil, porque eles convocariam eleições e devolveriam o problema à sociedade civil, podem ter certeza.

Vida que segue, como dizia nosso amigo comunista João Saldanha. Tudo voltará ao normal e as manifestações contra o “golpe” logo cessarão, até porque a CUT já avisou que não há mais verba para transportar e alimentar os manifestantes, e o PT não tem mais recursos para sustentar os movimentos sociais. E assim la nave va, sempre fellinianamente.

51 thoughts on “Depois de tanto suspense, final do impeachment não tem a menor graça

  1. A pena da inabilitação de Dilma para o exercício de qualquer função pública não poderá ser superior nem inferir à pena de 8 anos.

    Vamos â Lei e à Constituição.

    A Lei do Impeachment, que é de 1950 (Lei 1079/50) dispõe no artigo 33:

    “No caso de condenação, o Senado por iniciativa do presidente fixará o prazo de inabilitação do condenado para o exercício de qualquer função pública….”.

    Mas essa disposição legal não tem mais vigência, uma vez que a Constituição Federal de 1988 já diz qual é o prazo: 8 anos. Nem mais, nem menos.

    Constituição Federal, artigo 52, parágrafo Único:

    “Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício da função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis”.

    E o que diz o inciso I do artigo 52 da Constituição Federal de 1988?

    “Art. 52 – Compete privativamente ao Senado Federal:
    I – processar a julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;”

    Se vê, portanto, que a disposição da Lei do Impeachment, nº 1079/50, que deixava em aberto o prazo para inabilitação restou revogada pela Constituição Federal que fixou, desde logo, o prazo de 8 anos para a inabilitação de Dilma para exercer cargo ou função pública.

    Qualquer decisão que, decorrente do afastamento, não inabilitar Dilma por 8 anos para exercer cargo ou função pública, será inconstitucional.

    • Dr. Béja.
      Meus cumprimentos ao Dr. e sua esposa.
      Peço-lhe, encarecidamente sua analise e providencias se necessárias o forem.
      Como Brasileiros e Patriotas que somos.
      Chocante e preocupante, se a analise do artigo publicado no Jornal Opção, tiver o minimo de coerência e sentido, diga-nos ser inveridico e inverossimel.

      Entenda como as “10 medidas contra a corrupção” vão aumentar a corrupção”
      30/06/2016
      09h47 Edição 2138
      Pérsio Menezes (persiomenezes@gmail.com) é jornalista e autor do blog “Meu professor de História mentiu pra mim”; Renato Amoedo (supermestre@gmail.com) é perito, consultor, pesquisador, Mestre em Direito pela UFBA, pela Università di Bologna, pela Erasmus University Rotterdam e pela Universität Hamburg.

  2. Esperem para ver quando o higienista social, que só protege os sonegadores, começar a retirar os direitos de quem já pagou por eles…

    Em breve no Circus Brasilis….

  3. É a Ponte Para o Futuro cuidando da saúde pública, com o trabalho ao ar livre……

    Os vendedores ambulantes que ficam em semáforos são o retrato da crise brasileira, que já deixou 11,8 milhões de desempregados. À medida em que a economia piora – o PIB brasileiro caiu 0,6% no 2º trimestre deste ano –, cada vez mais postos de trabalho são fechados. O G1 foi às ruas de São Paulo em busca as histórias desses ambulantes que encontraram na venda nos faróis um meio de sobrevivência.

    http://especiais.g1.globo.com/economia/2016/pib-no-vermelho/

  4. CUT sem dinheiro é a piada do trilênio… Não existe o imposto sindical ???
    CUT representa 46,6% dos trabalhadores associados a sindicatos filiados a centrais sindicais

    Índice foi divulgado nesta sexta-feira (25) pelo Ministério do Trabalho

    • Segundo o levantamento, o Brasil tem hoje 7.253.768 trabalhadores associados a sindicatos que são filiados a centrais sindicais – estão fora deste cálculo os mais de 8 milhões de trabalhadores associados a sindicatos independentes, ou seja, não filiados a centrais sindicais ou de sindicatos que não conseguiram registro sindical no ministério.

      Atualmente, contando todos os sindicatos filiados, de fato, a CUT, a representação da central é a seguinte: as 3.438 entidade filiadas têm um total de 7.464.846 sócios e representam uma base é de 22.034.145 trabalhadores – somando os não associados aos sindicatos.

      • Como bem relembrou a reportagem do portal Eco Viagem, uma discussão dentro do Plenário do Congresso causou a morte do senador José Kairala (PSD-AC), que foi baleado no abdômen, e a prisão de dois senadores Arnon de Mello (PDC-AL) – pai do ex-presidente Fernando de Collor de Mello – e Silvestre Péricles (PTB-AL).

        A fatalidade aconteceu na década de 1960. Durante um discurso, o senador Péricles ameaçou matar seu rival. A partir daí, o pai do atual senador Collor passou a usar uma ‘Smith Wesson 38’ em sua cintura. Em outra ocasião, Péricles chamou Arnon de “crápula” e partiu para cima dele com uma arma. Com o começo de um tiroteio, os senadores Kairala e João Agripino (tio do atual senador José Agripino, do DEM) se engalfinharam no chão com Péricles para lhe tirar a arma das mãos. Foi neste momento que Arnon disparou duas vezes contra o rival, os tiros atingiram acidentalmente Kairala, que foi levado em estado grave para o Hospital Distrital de Brasília e não resistiu.

        Os senadores Arnon de Mello e Silvestre Péricles foram presos em flagrante. Seguindo as normas da Constituição, a prisão foi submetida ao voto de seus pares para ser aprovada. O senado aprovou por 44 votos a favor contra 4. No entanto, os parlamentares ficaram detidos por pouco tempo. Cinco meses após o assassinato, o Tribunal do Júri de Brasília julgou o caso e inocentou os dois.

  5. Matheus Leitão
    @Mleitaonetto

    há 9 minutos

    Lewandowski deixou claro que a suprema corte poderá ser provocada a examinar a constitucionalidade das decisões tomadas hoje #políticaG1

  6. Valsa da Despedida:

    Adeus amor
    Eu vou partir
    Ouço ao longe um clarim
    Mas onde eu for irei sentir
    Os teus passos junto a mim

    Estando em luta
    Estando a sós
    Ouvirei a tua voz

    A noite brilha em teu olhar
    A certeza me deu
    De que ninguém pode afastar
    O meu coração
    Do seu

    No céu, na terra
    Onde for
    Viverá o nosso amor

    A luz que brilha em teu olhar
    A certeza me deu
    De que ninguém pode afastar
    O meu coração
    Do teu.

    No céu, na terra
    Onde for
    Viverá o nosso amor.

  7. Andréia Sadi @AndreiaSadi

    Andréia Sadi
    @AndreiaSadi

    há menos de um minuto

    Questionamento de senador no plenário: fatiamento de cassação x perda de direitos políticos valerá para Cunha também?

  8. Roseann Kennedy
    @roseannkennedy

    há menos de um minuto

    Lewandowski ressalta de novo que defesa de Dilma pode entrar com mandado no STF e q ele só se manifestará lá.

  9. O que vem a ser o golpe de 2016
    Como no de 1840, o impedimento de Dilma Rousseff irá para a história coberto pela névoa das paixões do momento

    31/08/2016 – 12h10
    Elio Gaspari, O Globo

    Na manhã de ontem o senador Aloysio Nunes Ferreira reagiu a uma provocação de um deputado que ofendia a advogada que acusava a presidente Dilma Rousseff e ameaçou chamar a Polícia Legislativa para retirá-lo do plenário. Na véspera, como Nunes Ferreira, o senador José Anibal, também da bancada tucana de São Paulo, lembrou seus 50 anos de amizade com a presidente e, em seguida, defendeu seu impedimento. Hoje, Dilma Rousseff perderá seu mandato.

    Assim, dos quatro brasileiros eleitos para a Presidência desde a redemocratização, dois terão sido defenestrados. Essa é uma taxa de mortalidade superior à do vírus ebola, um sinal de que algo vai mal em Pindorama. Afinal, Dilma será deposta, e o deputado Eduardo Cunha, espoleta do seu processo de impedimento, continua no exercício do mandato. As sessões do julgamento de Dilma mostraram a beleza do ritual da Justiça.

    Ouvidos a ré, os advogados e os senadores, restarão uma sentença e a impressão de que houve muita corda para pouca forca. As pedaladas — o único elemento levado ao juízo — foram crime de responsabilidade, num caso de pouco crime para muita responsabilidade. Como não existe a figura de “pouco crime”, o resultado estará aí, irrecorrível, legal e legítimo. Dilma será deposta pelo conjunto da obra, uma obra que foi dela, e não dos chineses.

    Seu longo depoimento, confirmou sua capacidade de viver numa realidade própria. Em 14 horas de depoimento e respostas aos senadores, a presidente, ao seu estilo, manteve-se numa atitude professoral, com um único momento que se poderia chamar de pessoal. Cansada, informou que estava prestes a perder a voz: “É inexorável”. Não era, aguentou até ao fim.

    A palavra “golpe” tem uma essência pejorativa. O primeiro grande golpe da história nacional é costumeiramente conhecido como “Golpe da Maioridade” e entregou o trono do Brasil a Dom Pedro II, um garoto de 14 anos. Antecipando a conduta de Michel Temer, quando lhe perguntaram se ele queria a Coroa, teria respondido: “Quero já”. O tempo cobriu a violência do episódio. Argumente-se que quase dois séculos de distância fazem qualquer serviço.

    Contudo, a posição dos senadores Aloysio Nunes Ferreira e José Anibal mostra como as paixões alteram condutas e que não são necessários 200 anos. Em 1965, o jovem José Anibal, como Dilma Rousseff, era um militante da organização Política Operária, a Polop. Do grupo de 20 estudantes mineiros, sete foram presos, seis foram banidos, um foi assassinado, outro matouse para não ser preso e quatro exilaram-se, inclusive José Aníbal, que a polícia procurava como “Clemente” ou “Manuel”.

    Aloysio Nunes Ferreira, o “Mateus” da Ação Libertadora Nacional de Carlos Marighella, participou de um assalto a um trem pagador e exilou-se em Paris. Em 1975, de seis participantes, só ele estava vivo. Numa trapaça da história, Dilma Rousseff, a “Estela”, teve dois companheiros de armas dos anos 60 na bancada do seu impedimento. Na defesa de seu mandato, ficou só o protoguerrilheiro amazônico João Capiberibe, senador pelo PSB do Amapá.

    Esses cacos de memória parecem não querer dizer nada, mas daqui a 50 anos dirão tudo ou, no mínimo, dirão mais. Hoje começará a avaliação de Michel Temer.

    Elio Gaspari – O Globo

    • A avaliação já começou…

      São Paulo.

      Apoio do presidente interino Michel Temer:
      – Levaria a escolher esse candidato com certeza – 7%
      – Talvez faça votar nesse candidato – 23%
      – Não votaria de jeito nenhum nesse candidato – 65%
      – Ou
      tras respostas – 2%
      – Não sabe – 3%
      —–
      Rio.

      Apoio de Michel Temer:
      – levaria você a escolher esse candidato com certeza: 5%
      – talvez faça você votar nesse candidato: 22%
      – você não votaria de jeito nenhum em um candidato apoiado: 68%
      – Outras respostas: 2%
      – Não sabe: 3%

      —-
      Recife.
      Não votaria de jeito nenhum no candidato com:
      – Apoio de Lula: 52%
      – Apoio de Michel Temer: 73%
      – Apoio de Paulo Câmara: 50%

  10. Com impedimento ou sem.
    Maldita falta de educação que é a mãe da miséria. Maldita constituição com centenas de artigos parágrafos, milhares de alíneas que “determina” até que o cidadão é livre para ir ao banheiro quando quiser, leis que se combinam ou se conflitam travando tudo.
    É utopia, devaneio achar que o emprego resolve tudo, que salário mínimo de 25 reais por hora, 5.500 mensais, 66 mil por ano gastando 75 reais para encher um tanque de combustíveis, pagando 30 reais por um frasco com 100 comprimidos para dor de cabeça causadas pelos socialistas, podendo ainda eliminar 13º, férias remuneradas, fgts, vale isso, vale aquilo, participação nos lucros mesmo tendo prejuízos,…..melhor deixar o império fora disso e manter o mínimo em 11.440 por ano mais os ridículos e idiotas “direitos” sociais adquiridos, afinal banania é modelo para o mundo.

  11. Meninos, eu vi.

    Vi um presidente com uma inflação de 86% ao mês se manter no cargo. A Presidência caiu em seu colo com a morte do titular. Esta morte criou também duas viúvas, que subiram politicamente apenas um por ser neto e o outro por ser porta-voz.

    Só em dezembro de 1989, os preços subiram 53,55%. De fevereiro de 1989 a fevereiro de 1990, a inflação chegou a 2.751%.

    Vi tudo isso. E ele terminou seu mandato

  12. “Em sua defesa, Rousseff disse que o dinheiro não era um empréstimo, porque ele estava simplesmente sendo transferido através dos bancos estatais dos cofres públicos. Práticas semelhantes também haviam sido utilizadas por administrações anteriores, embora não na mesma escala.

    Mas este é um pretexto. As verdadeiras razões para impeachment são políticos. Rousseff é extremamente impopular porque é culpada pelas múltiplas crises que o país enfrenta e se revelou um líder inepto. Mas como a Constituição do Brasil não permite que um voto de desconfiança a remova da Presidência, seus inimigos estão usando o impeachment para fazer o trabalho.

    Alguns são claramente motivados por um desejo de matar a investigação Lava Jato, que Rousseff se recusou a fazer. O processo de impeachment foi iniciado por Cunha depois que o Partido dos Trabalhadores se recusou a protegê-lo de uma investigação de Comitê de Ética. Conversas gravadas secretamente revelaram também que o líder do PMDB no Senado, Romero Jucá, queria remover a presidente para que a investigação Lava Jato pudesse ser sufocada por seu sucessor”.

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