Deputados bolsonaristas acusam direção do PSL de “perseguição política indevida”

Vitor Hugo afirma que deputados receberam ‘insultos e ameaças’

Bruno Góes
O Globo

Deputados bolsonaristas do PSL se reuniram nesta quarta-feira, dia 20, na Câmara dos Deputados, para fazer um pronunciamento contra a direção do partido. Porta-voz do grupo, o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), disse que os parlamentares, que respondem a 21 representações no Conselho de Ética da sigla, estão “indignados” diante da “perseguição política indevida”.

O Conselho de Ética do PSL começou nesta quarta-feira a analisar as representações de indisciplina apresentadas contra os deputados considerados “infiéis”. Os casos ainda terão que passar pelo crivo do diretório nacional da legenda e também pela executiva nacional.

PUNIÇÕES – As punições podem ser de advertência, suspensão ou até mesmo expulsão. “Não queremos controle do dinheiro (do partido), mas apenas que a aplicação dos recursos oriundos do povo seja feita de acordo com os princípios constitucionais. Ousamos pedir transparência, o que nos foi negado, e, a partir desse pleito justo, passamos a sofrer perseguições, constrangimentos, insultos e ameaças”, disse Vitor Hugo.

O líder do governo disse ainda que os deputados serão representados por um grupo de advogados no conselho de ética. A maioria, de acordo com ele, não irá comparecer pessoalmente às audiências.

CAUTELA – O presidente Jair Bolsonaro oficializou nesta semana sua saída do PSL  para criar um novo partido, o Aliança pelo Brasil. Os parlamentares dizem que seguirão o presidente, mas adotam cautela diante da possibilidade de perda do mandato.

“Não existe possibilidade jurídica de se desfiliar do partido. Isso vai ser feito a partir da criação da Aliança pelo Brasil e de uma representação que vai ser feita à Justiça Eleitoral, que vai possibilitar a nossa saída sem a possibilidade da perda de mandato”. disse Vitor Hugo.

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